sábado, 7 de novembro de 2009

A LIÇÃO NÃO APRENDIDA DE 1929

A lição não aprendida de 1929

por Henry C.K. Liu

Índice Dow Jones, 1927-1933.No dia 29 de Outubro de 2009 deu-se o 80º aniversário do crash de 1929 que levou à Grande Depressão. Será que o mundo aprendeu a lição de 1929?

Milton Friedman, através da análise exaustiva de dados históricos, identificou o papel potencial da política monetária em moldar o curso da inflação e dos ciclos de negócios, com a conclusão contrária aos factos de que a Grande Depressão dos anos 1930 podia ter sido evitada com uma adequada facilidade monetária do Fed a fim de neutralizar (counteract)as forças destrutivas do mercado. A conjectura contrária aos factos de Friedman, apesar de não provável, tem sido aceite pelos banqueiros centrais como magia monetária para livrar o capitalismo dos ciclos de negócios. Ela serviu de base ao Fed de Greenspan: "quando em dúvida, facilite", abordagem que vigorou ao longo de todos os seus 18 anos como governador do banco central e que levou a bolhas em série, cada uma delas maior do que a anterior. A bolha final explodiu em 2007.

A maior parte dos macro-economistas, incluindo o actual governador do Fed, Ben Bernanke, subscreve a visão da dívida-deflação da Grande Depressão pela qual o colateral utilizado para segurar empréstimos (ou, como na situação actual, os activos que apoiam instrumentos derivativos) finalmente diminuirá de valor em relação à dívida excessiva, criando perdas para os tomadores de empréstimos, os prestamistas e os investidores, levando à necessidade de reestruturar termos de empréstimos ou mesmo ao seu cancelamento. Quando isso acontece, os macro-economistas acreditam que a intervenção do governo com o fornecimento de liquidez é tanto necessária como efectiva para impedir que os mercados caiam.

A expressão dívida-deflação foi cunhada por Irving Fisher em 1933 para descrever o modo como dívida e deflação podem desestabilizar-se mutuamente. A desestabilização verifica-se porque a relação decorre em ambas as vias: a deflação causa aflições financeiras quanto à dívida, e a dívida financeiramente aflita por sua vez exacerba a deflação. Este ciclo dívida-deflação é altamente tóxico numa economia infestada por dívida. O único meio de impedir isso é não permitir que flua liquidez para a dívida.

Friedman manteve a falsa esperança de que banqueiros centrais poderiam negar a instabilidade da dívida-deflação com injecções de liquidez em grande escala.

Hyman P. Minsky em The Financial-Instability Hypothesis: Capitalist Processes and the Behavior of the Economy(1982) elaborou o conceito dívida-deflação para incorporar o seu efeito no mercado de activos. Ele reconheceu que a venda em estado de aflição reduz preços de activos, provocando perdas aos agentes com dívidas em maturação. Assim, reforçam-se mais as vendas ao desbarato e reduzem-se os gastos com consumo e investimento, o que aprofunda a deflação. Isto acabou por ser conhecido como o Momento MInsky.

As conclusões contrárias aos factos de Friedman obscureceram a lição que o mundo poderia ter aprendido do crash de 1929 e condenaram-no a enfrentar mais uma vez um outro desastre 80 anos depois.

No todo, quatro falsas conclusões contrárias aos factos sobre o crash de 1929, mas aceites como verdades económicas, deram desde então origem a uma teoria económica da instabilidade.

Falso: Medidas agressivas de facilidade monetária podem salvar a economia das recessões dos ciclos de negócio. Esta conclusão levou o monetarismo da banca central a financiar bolhas de dívida insustentáveis. "Só se o Fed interviesse mais cedo e mais firmemente em 1929 é que ele podia ter impedido a depressão" (Friedman). Bernanke em 2007 está a descobrir que isto não é verdade.

Falso: O comércio mundial deve ser mantido a fim de manter a depressão afastada.

Facto: Sob as condições predatórias do comércio global baseado na hegemonia da divisa, alimentado por arbitragem regulatória e salarial, o comércio mundial é a causa do desequilíbrio global. O livre comércio global tem sido a causa primária do desemprego interno. Quando o livre comércio global cresceu dramaticamente, o desemprego e o subemprego elevaram-se tanto na economia estado-unidense como na chinesa.

Solução: Novas condições de comércio devem ser introduzidas a fim de reverter o impacto adverso do comércio internacional sobre o emprego, salários e desenvolvimento interno. Restaurar o comércio internacional a fim de aumentar ao invés de tolher o desenvolvimento interno.

Falso: Só o capital pode criar emprego.

Facto: Sob condições de super-capacidade, só o pleno emprego com altos salários pode criar poupanças/capital. A lei de Say (a oferta cria a sua própria procura) mantém-se só com pleno emprego. Sem pleno emprego global, a vantagem comparativa no livre comércio é meramente a lei de Say internacionalizada.

Falso: A vantagem comparativa no livre comércio é uma fórmula sempre vencedora (win-win) para ambos os parceiros comerciais.

Facto: A vantagem comparativa tem um custo fatal para o parceiro que abre mão do desenvolvimento tecnológico em favor da eficiência económica no comércio. Ricardo, ao analisar o comércio entre a Grã-Bretanha e Portugal, deixou de destacar que ao concentrar-se na produção de tecidos, os quais exigiam mecanização, a Grã-Bretanha ganhou uma economia mecanizada que lhe deu uma marinha moderna para assumir o comando do império português. Porque Portugal preferiu produzir vinho em troca do tecido britânico, ele permaneceu uma economia agrícola tecnologicamente subdesenvolvida e ao seu tempo deixou de ser uma grande potência.

Solução: Numa ordem mundial de estados soberanos, economias nacionais fracas devem procurar reerguer-se através do nacionalismo económico.

28/Outubro/2009

Artigos de Henry C. K. Liu em resistir.info:
  • O mito da produtividade americana — e a verdade acerca dos salários reais , 15/Agosto/09
  • O futuro do dólar nas mãos dos EUA , 02/Julho/09
  • A liquidez anula o significado de "inflação" , 04/Junho/09
  • Carta aberta aos líderes mundiais que comparecerão à cimeira de 15 de Novembro na Casa Branca acerca dos mercados financeiros e a economia mundial , 14/Novembro/08
  • A auto destruição do capitalismo da dívida (II) , 25/Julho/08
  • A auto destruição do capitalismo da dívida (I) , 24/Julho/08
  • A ascensão dos preços do petróleo e a queda do dólar , 17/Julho/08
  • A charada das taxas de juros reais: A teoria económica da contradição , 24/Julho/07
  • Super-capitalismo, super-imperialismo e imperialismo monetário , 05/Novembro/07
  • A bolha por toda a parte , 09/Julho/03

    O original encontra-se em Asia Times e em http://www.henryckliu.com/page202.html

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

  • O PAPEL DO OURO NO SISTEMA INTERNACIONAL

    O papel do ouro no sistema monetário internacional

    O que fazem a Índia e a China que a Malásia não faz?

    por Matthias Chang

    .Em 27 de Agosto de 2009 escrevi o artigo "Apelo ao primeiro-ministro e ministro das Finanças da Malásia – Reexaminem a estratégia do país quanto a reservas externas", urgindo o nosso primeiro-ministro a examinar a necessidade crítica de diversificar as nossas reservas estrangeiras, especificamente para aumentar os nossos haveres em ouro.

    O meu apelo não foi ouvido.

    Chamo a atenção do nosso primeiro-ministro para o Central Banks Gold Agreement (CBGA) de 14 de Agosto de 2009, especificamente para este trecho:

    "O ouro permanecerá um elemento importante das reservas monetárias globais".

    - As vendas de ouro já decididas e a serem decididas pelas instituições signatárias serão efectuadas através de um programa concertado de vendas ao longo de um período de cinco anos, começando em 27 de Setembro de 2009, imediatamente após o fim do acordo anterior. As vendas anuais não excederão 400 toneladas e as vendas totais ao longo deste período não excederão 2000 toneladas.
    - Os signatários reconhecem a intenção do FMI de vender 403 toneladas de ouro e observam que tais vendas podem ser acomodadas dentro dos tectos acima.
    - Este acordo será revisto após cinco anos.

    "É significativo notar que o FMI pretende vender 403 toneladas de ouro e é óbvio arriscar uma suposição sobre quem será o comprador principal. A China está desesperada para descarregar o seu papel higiénico estado-unidense em troca de ouro e isto tem de ser feito cuidadosamente, pois tais vendas 'serão acomodadas dentro dos tectos acima'."

    Também chamei a atenção do primeiro-ministro para os seguintes dados:

    "A situação actual das reservas ouro dos principais bancos centrais europeus em percentagem das suas reservas totais são como se segue:
    França: 73%
    Alemanha: 69,5%
    Itália: 66,1%
    Holanda: 61,4%
    Suíça: 37,1%

    Em contraste, as proporções de reservas dos principais bancos centrais asiáticos e da Rússia são como se segue:
    Rússia: 4%
    Índia: 4%
    Formosa: 3.8%
    Japão: 2.1%
    China: 1.8%

    Considerando este estado de coisas, quaisquer vendas de bancos centrais europeus sob o 3º CBGA não deprimirão os preços do ouro, pois será inevitável que os bancos centrais asiáticos, com pouco peso de ouro nos seus haveres, colectem-no para reforçar as suas minúsculas reservas do metal. Para mais dados, ver a referência do World Gold Council.

    A China tem dado atenção à necessidade de reforçar as suas reservas estratégicas de ouro. Ela de facto convidou os seus cidadãos a acumularem ouro!

    Ontem, a Bloomberg informou que "O ouro saltou para um recorde depois de o banco central da Índia ter comprado 200 toneladas do metal vendido pelo Fundo Monetário Internacional, elevando a especulação acerca de mais compras oficiais... A venda de US$6,7 mil milhões ao Reserve Bank of India é "a maior compra única por parte de um banco central que conhecemos durante pelo menos 30 anos num período tão curto", afirmou Timothy Green, autor de "The Ages of Gold". E acrescentou: "O único evento comparável foram as compras firmes dos EUA nas décadas de 1930 e 1940".

    O que é significativo é que a Índia capturou 50% das 403 toneladas distribuídas pelos FMI.

    A Índia percebeu por fim a necessidade de diversificar as suas reservas estrangeiras. Acredito que nos próximos meses outros países asiáticos seguirão este rumo. Espero que a Malásia não permaneça num estado de recusa.

    E mais uma vez mostrei estar à frente da curva. No primeiro trimestre de 2010 testemunharemos a 2ª onda do tsunami financeiro global. A acumulação de cash pelos grandes bancos globais não será suficiente para deter a maré.

    O 2º tsunami global será maior e mais devastador do que o primeiro. Fiquem prevenidos.

    O recente orçamento da Malásia não trata das questões fundamentais

    04/Novembro/2009
    O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15922

    Enquanto isso em Portugal

    O Banco de Portugal, governado por Vitor Constâncio, esteve a vender as suas reservas ouro precisamente no momento em que as cotações do ouro estavam baixas. Entre 2002 e 2005 o Banco de Portugal efectuou vendas de ouro num total de 190 toneladas (15 t em 2002; 30+45 t em 2003; 35+20 t em 2004 e 35+10 t em 2005).

    Ver a propósito o Projecto de Resolução nº 541/X sobre as reservas de ouro do Banco de Portugal, apresentado pelo PCP na Assembleia da Republica em 16/Julho/2009:
    http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=34372&Itemid=195



    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

    A VERDADE POR TRAS DAS BASES DOS EUA NA COLOMBIA

    Documento oficial da US Air Force revela as verdadeiras intenções por trás do Acordo Militar EUA-Colômbia

    por Eva Golinger [*]

    Eva Golinger.Um documento oficial do Departamento da Força Aérea dos EUA revela que a base militar de Palanquero na Colômbia providenciará ao Pentágono "uma oportunidade de conduzir operações de todo o tipo na América do Sul." Esta informação contradiz as explicações dadas pelo presidente colombiano Álvaro Uribe e o Departamento de Estado dos EUA relativas ao acordo militar assinado entre as duas nações no passado dia 30 de Outubro. Ambos governos afirmaram publicamente que o acordo militar se cinge a operações anti-tráfico e anti-terroristas dentro do território colombiano. O presidente Uribe reiterou numerosas vezes que o acordo militar com os EUA não afectará os vizinhos da Colômbia, apesar da preocupação existente na região quanto aos seus verdadeiros objectivos. Mas, o documento da Força Aérea Norte-Americana, datado de Maio de 2009, confirma que as preocupações das nações sul americanas não eram indevidas. O documento expõe que a verdadeira intenção por trás do acordo é de permitir que os EUA lancem "operações militares de todo o tipo numa sub-região crítica do nosso hemisfério, onde a segurança e a estabilidade estão sob ameaça constante de movimentos insurgentes financiados pelo narcotráfico (...) e de governos anti-EUA."

    O acordo militar entre Washington e a Colômbia autoriza o acesso e o uso de sete instalações militares em Palaquero, Malambo, Tolemaid, Larandia, Apíay, Cartagena e Málaga. Para além disso, o acordo autoriza "o acesso e o uso, segundo a necessidade, de outras instalações e locais" na Colômbia, sem restrições. Juntamente com a total imunidade, o acordo prevê que os militares e civis norte-americanos, incluindo forças privadas de defesa e segurança, estejam autorizados a utilizar qualquer instalação do país – incluindo aeroportos comerciais – para fins militares, o que significa a renúncia completa da soberania colombiana e oficialmente converte a Colômbia num Estado-cliente dos EUA.

    O documento da Força Aérea sublinha a importância da base militar em Palanquero e justifica os 46 milhões de dólares pedidos no orçamento de 2010 (agora aprovado pelo Congresso norte-americano) para melhoria da pista e das instalações associadas, de forma a torná-la um Local de Segurança Cooperativa (Cooperative Security Location,CSL). "Estabelecer um CSL em Palanquero adequa-se melhor à Postura Estratégica no Teatro de operações do Comando Combatente (Command Combatant, COCOM) e demonstra o nosso empenho nesta relação. O desenvolvimento deste CSL cria uma oportunidade única para lançar operações militares de todo o tipo numa sub-região crítica do nosso hemisfério, onde a segurança e a estabilidade estão sob ameaça constante de movimentos insurgentes financiados pelo narcotráfico, de governos anti-EUA, de pobreza endémica e de desastres naturais recorrentes."

    Não é difícil imaginar que governos na América do Sul são considerados por Washington como "governos anti-EUA". As constantes posições e declarações agressivas emitidas pelos Departamentos de Estado e de Defesa contra a Venezuela e a Bolívia, e até certo grau contra o Equador, evidenciam que as nações da ALBA são as que Washington descreve como "ameaça permanente". Classificar um país de "anti-EUA" é considerá-lo como inimigo dos Estados Unidos. Neste contexto, torna-se óbvio que o acordo militar com a Colômbia é uma reacção dos EUA a uma região que agora considera pejada de "inimigos".

    A luta contra o narcotráfico é secundária

    Segundo o documento da Força Aérea dos EUA, "O acesso à Colômbia vai aprofundar a sua parceria estratégica com os Estados Unidos. A forte relação de cooperação em segurança também oferece uma oportunidade de conduzir operações de todo o tipo na América do Sul, incluindo o reforço das capacidades de combate ao narcotráfico". Torna-se evidente por esta afirmação que a luta contra o narcotráfico é secundária relativamente aos verdadeiros objectivos do acordo militar entre a Colômbia e Washington. Novamente, há aqui um claro contraste com as repetidas declarações dos governos de Uribe e Obama insistindo que o objectivo principal do acordo é combater o narcotráfico. A Força Aérea sublinha antes a necessidade de melhorar as operações militares de todo o tipo na América do Sul – não apenas na Colômbia – de maneira a combater as "ameaças constantes" de "governos anti-EUA" na região.

    Palaqueros é a melhor opção para uma mobilidade continental

    O documento da Força Aérea explica que "Palaquero é sem dúvida o melhor local para investir no desenvolvimento de infra-estruturas dentro da Colômbia. A sua localização central permite alcançar (...) áreas de operações (...) [e] o seu isolamento maximiza a Segurança Operacional (Operational Security, OPSEC) e Protecção da Força ajudando a minimizar o perfil da presença militar dos EUA. A intenção é rentabilizar a infra-estrutura existente ao máximo possível, melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a uma crise e assegurar acesso e presença regional a menor custo. [A base de] Palanquero apoia a mobilidade da missão por providenciar acesso facilitado a todo o continente sul-americano, com excepção do Cabo Horn (...) "

    Espionagem e guerra

    Adicionalmente, este documento confirma que a presença militar norte-americana em Palanquero vai melhorar a capacidade de operações de espionagem e de recolha de informação, e vai permitir o aumento da capacidade de combate na região das forças armadas norte-americanas. "O desenvolvimento deste CSL vai aprofundar a parceria estratégica forjada entre os EUA e a Colômbia e é do interesse das duas nações (...) Presença que também alargará a nossa capacidade de desencadear operações de recolha de informação, vigilância e reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance, ISR), melhorar o alcance global, suprir necessidades logísticas, melhorar parcerias, melhorar a cooperação de segurança em teatros de operações e expandir a capacidade de operações expedicionárias".

    A linguagem de guerra incluída neste documento evidencia as verdadeiras intenções do acordo militar entre Washington e Colômbia: estão a preparar-se para uma guerra na América Latina. Os últimos dias foram recheados de conflito e tensão entre a Colômbia e a Venezuela. Há poucos dias, o governo venezuelano capturou três espiões do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) – a agência de serviços secretos colombiana – e descobriu diversas operações de espionagem e destabilização contra Cuba, Equador e Venezuela. As operações – 'Fénix', 'Salomón' e 'Falcón', respectivamente – foram reveladas em documentos encontrados com os agentes da DAS capturados. Há aproximadamente duas semanas, 10 corpos foram encontrados em Táchira, uma zona fronteiriça com a Colômbia. Completadas as investigações necessárias, o governo venezuelano concluiu que os corpos pertenciam a paramilitares colombianos infiltrados em território venezuelano. Esta perigosa infiltração paramilitar colombiana faz parte de um plano de destabilização contra a Venezuela que procura criar um estado paramilitar dentro do território venezuelano, de maneira a enfraquecer o governo do presidente Chávez.

    O acordo militar entre Washington e a Colômbia virá apenas aumentar as tensões regionais e a violência. A informação revelada pelo documento da Força Aérea dos EUA evidencia de forma inquestionável que Washington procura promover um estado de guerra na América do Sul, utilizando a Colômbia como rampa de lançamento. Antes da declaração de guerra, os povos da América Latina devem permanecer fortes e unidos. A integração Latino-Americana é a melhor defesa contra a agressão do império.

    *O documento da Força Aérea dos EUA foi submetido em Maio de 2009 ao Congresso norte-americano como parte da justificação do orçamento para 2010. É um documento oficial do governo e atesta a autenticidade do "Livro Branco: Estratégica Global em curso do Comando de Mobilidade Aérea dos EUA" White Book: Global Enroute Strategy of the US Air Mobility Command), que foi denunciado pelo presidente Chávez no encontro da UNASUL em Bariloche na Argentina no passado dia 28 de Agosto. Coloquei o documento original e a tradução não oficial para castelhano que efectuei das partes relevantes do documento referentes a Palanquero no site do Centro de Alerta para a Defesa dos Povos (Centro de Alerta para la Defensa de los Pueblos), um novo espaço que estamos a criar para garantir que a informação estratégica está disponível para aqueles que se encontram sob permanente ameaça de agressão imperialista.

    06/Novembro/2009

  • Documento original em inglês: www.centrodealerta.org/
  • Tradução não oficial para castelhano: www.centrodealerta.org/

    [*] Promotora federal de Nova York, vive em Caracas desde 2005. Autora de "The Chávez Code: Cracking US Intervention in Venezuela", "Bush vs. Chávez: Washington's War on Venezuela", "The Empire's Web: Encyclopedia of Interventionism and Subversion"; "La Mirada del Imperio sobre el 4F: Los Documentos Desclasificados de Washington sobre la rebelión militar del 4 de febrero de 1992"


    O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15951 e em
    Postcards from the Revolution . Traduzido pelo colectivo Leitura Capital.


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

  • A FURIA DA EXTREMA DIREITA CONTRA OBAMA

    Fonte, pravda em Portugues

    A fúria da extrema-direita dos EUA contra Barack Obama

    15.10.2009Fonte:
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    Páginas: 123456

    O que em qualquer outro país democrático ocidental seriam grupos marginais, propícios para o manicômio, nos EUA contam com grandes meios de comunicação – como a cadeia Fox – e capacidade de mobilização massiva para expressar seus delírios ideológicos. Há algumas semanas, estes grupos capazes de detectar comunistas nos locais mais inesperados, estão em pé de guerra contra a reforma da saúde, proposta por Obama, que em qualquer país europeu não chegaria a merecer o título de social-democrata. O artigo é de Pablo Stefanoni.



    Pablo Stefanoni / Pulso Bolivia

    São os mais conservadores entre os conservadores, os mais libertarians entre os libertarians, os ultras, a direita da direita mais recalcitrante, os que não são chegados a sutilezas e acreditam que o governo de Barack Obama – flamante Prêmio Nobel da Paz – está levando os Estados Unidos ao comunismo e ao nazismo ao mesmo tempo, os que negam o primeiro presidente negro nascido no Hawaí...Mas o que em qualquer outro país democrático ocidental seriam grupos marginais, propícios para o manicômio, nos EUA contam com grandes meios de comunicação – como a cadeia Fox – e capacidade de mobilização massiva para expressar seus delírios ideológicos. Há algumas semanas, estes grupos capazes de detectar comunistas nos locais mais inesperados, estão em pé de guerra contra a reforma da saúde, proposta por Obama, que em qualquer país europeu não chegaria a merecer o título de social-democrata, mas que, nos EUA, é considerada pela direita o primeiro passo na direção de um Estado totalitário. Chamam esse “movimento de resistência” de Tea Party, uma referência ao motim do chá desencadeado em 1773 contra o aumento de impostos para vários produtos – incluindo o chá – e que é considerado o prelúdio da luta pela independência.

    A campanha de ódio contra Obama – diz o diário El País – colocou em pé de guerra locutores de rádio, apresentadores de televisão e internautas enlouquecidos da extrema-direita norteamericana. Rush Limbaugh, com seu microfone, ou Glenn Beck – o novo homem duro dos radicais – convocam a insurreição desde os estúdios da Fox. “Estão nos roubando a América e quiçá seja muito tarde para salvá-la”, disse Beck a seus seguidores em uma intervenção radiofônica. O fundamentalista Limbaugh chegou inclusive a falar de racismo invertido e usou como exemplo para acabar com o governo democrata um incidente onde estudantes negros golpearam um garoto branco em um ônibus. Limbaugh pediu “ônibus segregados”. “Nos Estados Unidos de Obama, os garotos brancos são golpeados e os negritos aplaudem”, disparou.

    O delírio como categoria política

    terça-feira, 3 de novembro de 2009

    PANDEMIA OFFLINE

    Enviada por EDU DALLARTE

    Um relatório do governo americano recomenda o bloqueio de sites populares, durante a explosão da epidemia da gripe A.



    O governo americano lançou um novo relatório que recomenda bloquear o acesso a sites populares durante a pandemia, a fim de preservar a largura de banda de Internet para o benefício dos investidores, comerciantes e das operações da bolsa. O problema é que a pandemia poderia forçar muitas pessoas a ficarem em casa e a baixar muitos vídeos pornôs, monopolizando toda a largura de banda da Internet e bloqueando as actividades de investimento, causando um colapso do mercado de acções.

    Não não, isto não é nenhuma piada de 1º de Abril. Tudo é baseado num relatório público emitido pelo Government Accounting Office (GAO), disponível em seu site: http://www.gao.gov/new.items/d108.pdf

    Artigo completo: NaturalNews

    AVISO URGENTE PARA OS PROXIMOS MESES

    WWW.WEBBOT.COM
    Enviada por EDU DALLARTE


    Sob o efeito da "recuperação" (= "Já te espetaste!"), os bancos continuam a cair, o dólar cai, aumenta o desemprego e a pobreza está a alastrar como uma epidemia.
    A Bolsa vai de mal a pior. O preço do ouro já não se deixa dominar tão facilmente.

    Encerramento de bancos nos E.U.A:


    Enquanto isso, a ameaça da vacinação em massa e estado de emergência tornaram-se muito concretos. A mídia conta os mortos. Estado de emergência sanitária nos E.U.A, pânico na Ucrânia. E propaganda em todo lado.

    Nos bastidores, ouvem-se os sons da guerra. O Líbano bombardeia seu vizinho. Israel e os E.U.A estão engajados em exercícios sem precedentes sob o maior silêncio da mídia. PressTV: Israel, US hold largest ever war games.

    É óbvio que algo está se preparando para as próximas semanas, e esse algo será mais impressionante do que a primeira parte da crise económica do ano passado.

    Os comentários do Webbot e um texto de Calleman falando do período do calendário Maya que inicia no 8/11/2009.

    Sem esquecer o levantamento gradual do cover-up Extraterrestre e os rumores da revelação iminente.


    Estejam preparados !

    domingo, 1 de novembro de 2009

    EUA ESTADO FRACASSADO?

    Os super-ricos riem ao dizer "Que comam bolos"

    Os EUA como Estado fracassado

    por Paul Craig Roberts [*]

    Os EUA têm todas as características de um Estado fracassado.

    O presente orçamento operativo do governo dos EUA está dependente de financiamento estrangeiro e de criação monetária.

    Como país demasiado fraco politicamente para defender os seus interesses através da diplomacia, os EUA têm de confiar no terrorismo e na agressão militar.

    Os custos estão fora de controle e as prioridades são distorcidas no interesse de ricos grupos de interesse organizados a expensas da vasta maioria dos cidadãos. Por exemplo, a guerra a todo custo, que enriquece a indústria de armamento, os corpos de oficiais e as firmas financeiras que manuseiam o financiamento da guerra, ganha precedência sobre as necessidades dos cidadãos americanos. Não há dinheiro para fornecer cuidados de saúde aos não segurados, mas oficiais do Pentágono disseram no Defense Appropriations Subcommittee na Câmara dos Deputados que todo galão [3,785 litros] de gasolina entregue às tropas dos EUA no Afeganistão custa aos contribuintes americanos US$400.

    "É um número de que não estávamos conscientes e que é preocupante", disse o republicano John Murtha, presidente do subcomité.

    Segundo relatórios, os US Marines no Afeganistão gastam 800 mil galões de gasolina por dia. A US$400 por galão, isso dá uma conta de combustível diária de US$320 milhões só para os Fuzileiros Navais. Só um país totalmente descontrolado dissiparia recursos deste modo.

    Desalojados nos EUA.Enquanto o governo dos EUA desperdiça US$400 por galão de gasolina a fim de matar mulheres e crianças no Afeganistão, muitos milhões de americanos perderam os seus empregos e as suas casas e estão a experimentar a espécie de miséria que é a vida diária dos povos pobres do terceiro mundo. Americanos estão a viver nos seus carros e em parques públicos. As cidades e estados da América estão a sofrer os custos das deslocações económicas e da redução de rendimentos fiscais devidos ao declínio da economia. Contudo, Obama enviou mais tropas para o Afeganistão, um país do outro lado do mundo que não é uma ameaça para a América.

    Custa US$750 mil por ano cada soldado que temos no Afeganistão. Aos soldados, que estão em risco de vida e de pernas, é pago uma ninharia. Mas os serviços privatizados para os militares estão a nadar em lucros. Uma das maiores fraudes perpetradas contra o povo americano foi a privatização de serviços que os militares americanos tradicionalmente efectuavam por si próprios. Os "nossos" líderes eleitos não podiam resistir a qualquer oportunidade para criar riqueza privada a expensas dos contribuintes, riqueza que podia ser reciclada para políticos em contribuições de campanhas eleitorais.

    Republicanos e democratas a receberem de companhias de seguro privadas sustentam que os EUA não podem permitir-se proporcionar aos americanos cuidados de saúde e que devem ser feitos cortes mesmo na Segurança Social e no Medicare. Assim, como podem os EUA permitir-se guerras ruinosas, e muito menos guerra totalmente inúteis que não servem qualquer interesse americano?

    A enorme escala de empréstimos estrangeiros e de criação de moeda necessários para financiar as guerras de Washington estão a remeter o dólar para baixas históricas. O dólar experimentou grandes declínios mesmo em relação a divisas de países do terceiro mundo tais como o Botswana e o Brasil. O declínio do valor do dólar reduz o poder de compra dos americanos, já com rendimentos em declínio.

    Apesar do mais baixo nível de construções de casas em 64 anos, o mercado habitacional dos EUA está inundados com casas não vendidas e as instituições financeiras têm um enorme e crescente stock de casas arrestadas que ainda não estão no mercado.

    A produção industrial entrou num colapso que a levou ao nível de 1999, liquidando uma década de crescimento da produção industrial.

    As enormes reservas dos bancos criadas pelo Federal Reserve não descobriram o seu caminho para dentro da economia. Ao invés disso, os bancos estão a entesourar as reservas como seguro contra os derivativos fraudulentos que eles compraram dos gangsters dos bancos de investimento da Wall Street.

    As agências regulatórias foram corrompidas pelos interesses privados. A Frontline informa que Alan Greenspan, Robert Rubin e Larry Summers obstruíram Brooksley Born, o responsável da Commodity Futures Trading Commission de regulamentar derivativos. O presidente Obama premiou Larry Summers por sua idiotice nomeando-o director do National Economic Council. O que isto significa é que lucros para a Wall Street continuarão a ser transferidos do decrescente abastecimento de sangue da economia americana.

    Um inequívoco sinal de despotismo terceiro-mundista é uma força policial que encara o público como o inimigo. Graças ao governo federal, nossas forças policiais locais agora estão militarizadas e imbuídas de atitudes hostis para com o publico. Equipes de choque (SWAT teams) proliferaram e mesmo pequenas cidades têm agora forças policiais com o poder de fogo das US Special Forces. Intimações são cada vez mais entregues por equipes de choque que tiranizam cidadãos arrebentando portas, uma reparação de US$400 ou 500 para o tiranizado morador. Recentemente um presidente de municipalidade e a sua família foram as vítimas da incompetência da equipe de choque da cidade, a qual por erro devastou a casa do presidente, aterrorizou a sua família e matou os dois amistosos cães Labrador da família.

    Se um presidente de municipalidade pode ser tratado deste modo, como será o destino dos pobres, brancos ou negros? Ou do estudante idealista que protesta contra a desumanidade do seu governo?

    Em qualquer Estado fracassado, a maior ameaça à população vem do governo e da polícia. Esta é certamente a situação hoje nos EUA. Os americanos não têm maior inimigo do que o seu próprio governo. Washington é controlado por grupos de interesses que se enriquecem a expensas do povo americano.

    Os um por cento que incluem os super-ricos estão a rir quando dizem: "que comam bolos".

    [*] Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions . Email: PaulCraigRoberts@yahoo.com

    O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts10222009.html


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .