Haiti nunca teve hipótese | ||||||||||
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Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru |
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Pobre Haiti. E por que é tão pobre, o Haiti? Porque desde o início, desde a sua concepção como nação livre e independente, as potências estrangeiras fizeram todo o possível para colocar uma pedra em volta do pescoço do estado incipiente. Seus habitantes, nascidos no escravidão, nunca tiveram hipótese, apesar do fato de que o Haiti é a verdadeira América.
Não há palavras para responder a tal grau de ignorância porque não há vocabulário para descrever as idéias de um simplista, simplório e reaccionário imbecil, superficial e, na verdade, uma reacção de pura maldade perante a situação em que três milhões de pessoas se encontram, seres humanos que, enquanto Pat Robertson vomitava seu veneno demoníaco, tinham mãos e pernas amputadas sem anestesia.
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21/01 - 11:41 , atualizada às 12:01 21/01 - iG São Paulo
Em um desafio a Washington, o Exército do Paquistão anunciou nesta quinta-feira que não lançará ofensivas contra os militantes da milícia islâmica Taleban em 2010. Segundo o porta-voz do Exército, Athar Abbas, as forças militares estão no limite de sua capacidade e não há planos de novas operações durante os próximos 12 meses.
O anúncio foi feito no dia em que o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, chegou ao país para uma visita-surpresa, com o objetivo de aprofundar laços e convencer o aliado a combater todos os militantes em atuação no país. Essa é a primeira vez que Gates viaja ao Paquistão desde que Obama assumiu o poder, há um ano.
| AFP |
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Gates (à esq.) e o chefe do Exército paquistanês, Ashfaq Kayani |
Os EUA gostariam que o Paquistão expandisse suas ações contra o grupo, que cruza a fronteira para lançar ataques no vizinho Afeganistão.
Reforço militar
A viagem de um dia ocorre num momento crucial do combate à Al-Qaeda e ao Taleban, com os EUA planejando enviar mais 30 mil soldados ao Afeganistão. Islamabad teme que esse reforço militar leve a um aumento da violência no seu lado da fronteira.
Gates afirmou que tentará convencer os céticos paquistaneses de que Washington os vê como aliados "de longo prazo".
Islamabad tem realizado grandes ofensivas contra o Taleban no Paquistão, responsáveis por frequentes ataques a civis e militares, mas resiste à pressão dos EUA para erradir a presença do grupo nas áreas tribais ao longo da fronteira, de onde preparam os ataques que são lançados no país vizinho.
Em 2009, o Exército paquistanês lançou grandes ofensivas terrestres contra redutos taleban no Vale do Swat, em abril, e no Waziristão do Sul, em outubro. Ambas regiões ficam no noroeste do país. Os militantes retaliaram com uma onda de ataques suicidas que deixaram centenas de mortos em todo o país.
Por causa dessas ações, o Paquistão argumenta já estar muito ocupado com o Taleban paquistanês para abrir novas frentes contra o Taleban que atua no Afeganistão. "Não vamos conduzir novas grandes operações nos próximos 12 meses, mas obviamente continuaremos atuando no Vale do Swat e no Waziristão do Sul", afirmou Abbas.
Mas, segundo analistas, o Paquistão na verdade considera o Taleban afegão uma ferramenta para conter a crescente influência da rival Índia no Afeganistão, além de considerá-lo um possível aliado no Afeganistão caso as forças dos EUA se retirem do país. Há informações de que importantes membros do grupo têm vínculos com o serviço de inteligência paquistanês.
Em comentário publicado num jornal do Paquistão, o secretário de Defesa americano afirmou ser contraproducente estabelecer uma distinção entre o Taleban paquistanês e seus aliados afegãos é contraproducente, afirmando ser necessário combater todas as facções.
"Não se pode ignorar uma parte desse câncer e fingir que ele não terá algum impacto mais perto de casa," disse Gates no trajeto entre Índia e Paquistão.
Islamabad e Washington são aliados há anos, mas as relações foram estremecidas pela pressão dos EUA para que o Paquistão se empenhe mais em impedir que os militantes cruzem a fronteira para lutar no Afeganistão.
*Com informações da Reuters e BBC
Leia mais sobre Paquistão
fonte
www.ig.com.br
Parte 01
http://www.youtube.com/watch?v=Mau25wHDfOs&feature=related
FMI emprestou US$ 100 milhões ao Haiti depois do terremoto
O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, propôs nesta quarta-feira que o mundo crie um novo "Plano Marshall" para promover a reconstrução do Haiti.
Em entrevista à rede de televisão americana CNN, Strauss-Kahn disse que o país caribenho precisa de um grande esforço de ajuda financeira internacional para superar essa fase.
"Minha crença é de que o Haiti, que tem sido incrivelmente atingido por diferentes fatores - a crise da alta no preço dos alimentos e dos combustíveis, depois o furacão, então o terremoto -, precisa de algo grande. Não apenas uma ação fragmentada, mas algo muito maior para lidar com a reconstrução do país: um tipo de Plano Marshall é o que precisamos implementar agora no Haiti".
Strauss-Kahn se referia ao plano adotado pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial para auxiliar na reconstrução da Europa, que havia sido devastada pelo conflito.
Empréstimo
O FMI já se comprometeu em emprestar ao Haiti US$ 100 milhões sem juros. Perguntado sobre os motivos que levaram a entidade a não doar esses recursos ao país, o diretor explicou que um empréstimo era a maneira menos burocrática e, portanto, mais rápida de repassar recursos.
"Nesse caso, a questão era: nós iríamos ficar sem fazer nada ou iríamos fazer o empréstimo? Decidimos pelo empréstimo, mas sem juros, com um longo prazo para pagamento", explicou.
Strauss-Kahn disse também que a instituição está tentando zerar as dívidas haitianas.
"O mais importante é que o FMI está agora trabalhando junto aos credores (do Haiti) para tentar apagar todas as dívidas haitianas, incluindo esse nosso novo empréstimo”, disse.
“Se formos bem-sucedidos, e tenho certeza de que seremos, até esse nosso empréstimo se transformará em uma doação, porque todos os débitos do país terão sido cancelados. E isso é muito importante para o Haiti agora”.
O rápido repasse dos US$ 100 milhões, segundo o diretor, servia inicialmente para salvar vidas. “A urgência hoje é por salvar vidas. A urgência em algumas semanas será pela reconstrução”.
Economia haitiana
Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do FMI, fez uma estimativa do prejuízo causado pelo terremoto no Haiti.
"Nós comparamos este evento aos furacões em 2008, cujos prejuízos para o país foram estimados por nós em 15% do PIB, o equivalente a US$ 900 milhões. O impacto deste terremoto pode ser muito maior, mas ainda há muita incerteza quanto a isso", disse.
Por isso, a retomada da atividade econômica no país é tão importante, segundo Eyzaguirre.
"Nós precisamos ajudar o Haiti a colocar sua economia para funcionar novamente. Todas as instituições públicas foram muito afetadas. Bancos foram destruídos e o sistema de pagamentos interrompido”, disse.
“O FMI, em coordenação com outras instituições, está auxiliando as autoridades a colocar o dinheiro para circular na economia, para que as pessoas possam comprar comida e os funcionários públicos voltem a receber salários", afirmou.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100120_fmi_haiti_vdm.shtml
