quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

OLIGARQUIAS CONTRA CHAVEZ

Oligarquias contra Chávez

02/02/2010 19:06Fonte: Pravda.ru
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Mário Augusto Jakobskind, no Direto da Redação

A mídia conservadora brasileira e latino-americana está fazendo o possível e o impossível para que a previsão da revista Newsweek se confirme. A publicação estadunidense, deixando de lado a função jornalística, somou-se ao desejo de grande parte da oligarquia das Américas de que o governo Hugo Chávez seja derrubado e previu a eclosão de um golpe militar no país sul-americano.


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A TV Globo não fez por menos e convocou um “consultor político”, um tal de Alexandre Barros, para criticar o “silêncio do governo brasileiro” em relação aos acontecimentos na Venezuela e ao final deixou claro que “o regime deveria ser derrubado”. E os editores ainda têm coragem de afirmar que fazem jornalismo imparcial.

A gritaria da mídia conservadora, acompanhada de uma nota do Departamento de Estado norte-americano de “preocupação com os acontecimentos na Venezuela”, deveu-se à suspensão temporária de seis emissoras de TV a cabo, uma delas a RCTV.

A manipulação da informação começou com a edição do noticiário que dizia que Chávez fechou os canais de televisão que se recusaram a transmitir os pronunciamentos do presidente venezuelano. Trata-se de uma meia verdade, as emissoras foram suspensas temporariamente até que demonstrassem que estavam seguindo a legislação midiática aprovada pelo Congresso. Nada ilegal, portanto, como o noticiário induz. Em poucos dias, cinco dos canais a cabo, a TV Chile, a American Network, a Ritmoson, a Sport Plus e a Momentum entregaram a documentação exigida pela Comissão Nacional de Telecomunicações comprovando que são canais internacionais, o que permite restabelecer as transmissões. Se a RCTV a cabo não fizer o mesmo continuará suspensa.

A oposição, que em setembro vai disputar os votos para a eleição parlamentar, colocou nas ruas para protestar estudantes de algumas escolas particulares. Fazem barulho, porque as suas manifestações contam com todo o apoio de um setor da mídia conservadora que considera Chávez o diabo.

Os jornais e as agências de notícias não informaram que no dia 21 de janeiro último o presidente da Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, a FEDECÁMARAS, Noel Álvarez declarou em uma entrevista na RCTV que a “solução militar” é a única para a saída de Chávez. E isso com o acompanhamento entusiasmado do jornalista Miguel Ángel Rodriguez que o entrevistava.

OLIGARQUIAS CONTRA CHAVEZ

Oligarquias contra Chávez

02/02/2010 19:06Fonte: Pravda.ru
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No atual momento, a revolução bolivariana aprofunda o projeto socialista, ou seja, caminha para a mudança do modo de produção, o que não é admitido em hipótese alguma pelo conservadorismo dos mais diversos rincões das Américas. Os jornais brasileiros escrevem diariamente editoriais sugerindo a derrubada de Chávez e um posicionamento do governo Lula no esquema golpista capitaneado pelo Departamento de Estado norte-americano.




Mais...

Mas, ao mesmo tempo em que ocorriam esses fatos, no Haiti a Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP, ignorava a denúncia da Federação de Jornalistas Latino-Americanos (FELAP) sobre o “atropelo contra o trabalho jornalístico no Haiti por parte das forças de ocupação estadunidenses”. A nota de protesto, não divulgada no Brasil, é assinada pelo presidente da entidade, jornalista Juan Carlos Camaño. Ele coloca questões importantes em pauta. Uma delas, o estabelecimento de limitações no trabalho jornalístico que levam a ocultar o real procedimento dos efetivos enviados pelo Pentágono e Casa Branca, que chegam a uns 15 mil soldados. Como se os haitianos precisassem mais de militares norte-americanos do que de médicos.

No mais, as forças conservadoras latino-americanas ganharam um aliado de peso: o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, a maior fortuna do país, que trará com ele figuras de proa do regime ditatorial que imperou no Chile de setembro de 1973 a 1989. Piñera se elegeu porque a Concertación se esgotou. No plano econômico tudo continuará como manteve a aliança de centro esquerda durante 20 anos, com o acréscimo da privatização, desejo já anunciado por Piñera, de parte da estatal de cobre, mas no plano externo, o dono da Lan Chile e controlador do Colo-Colo, o clube de futebol mais popular do país, vai se somar ao bloco de direita latino-americana pró-EUA encabeçado por Álvaro Uribe.

Piñera já deu uma pequena mostra do que vem por aí em matéria de política externa chilena ao criticar gratuitamente Hugo Chávez em sua primeira entrevista depois de eleito. Ele veio reforçar a campanha do conservadorismo latino-americano contra a opção socialista que leva adiante o governo da República Bolivariana de Venezuela. É por aí que toca a banda das oligarquias furiosas com as mudanças que estão a ocorrer no continente latino-americano.

Pátria Latina


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A MILITARIZAÇÃO DO HAITI E AMERICA LATINA

Artigo

Haiti e a militarização nossa de cada dia

01.02.2010Fonte: Pravda.ru
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Páginas: 12
/>Desde 2004, o Haiti está ocup ado pelas tropas militares da ONU através da Missão de Estabilização do Haiti – Minustah. Desde então, várias organizações nacionais e internacionais têm se posicionado pela retirada das tropas. Após seis anos de permanência no país, pouquíssimo fizeram para a reconstrução do Haiti.

Sabemos que o comando militar dessa missão está sob responsabilidade do Brasil. Por depoimentos já veiculados na mídia, soubemos que as tropas brasileiras estão fazendo do Haiti um campo de treinamento. Como já escrevemos em outros artigos, esses treinamentos servem ao processo de militarização de diversas periferias urbanas. Não é a toa que há treinamentos dessas tropas em favelas do Rio de Janeiro. Elas vão ao Haiti e depois retornam à cidade carioca, como foi o caso da ocupação do Morro da Providência pela Guarda Nacional, em 2008.

Nesse momento de catástrofe, nos perguntamos: que papel está tendo a Minustah? Onde estavam seus soldados nos primeiros dias da tra gédia? Os relatos que nos chegam do Haiti são de que a população pobre ficou absolutamente abandonada.

Com o crescente papel dos EUA no processo de militarização da ajuda humanitária no Haiti, nos perguntamos o que faz o Presidente Obama, achando pouco enviar soldados que podem chegar ao número de 14 mil, mobilizar Bill Clinton e George W. Bush para serem os coordenadores do esforço de reconstrução do Haiti.

Como explicar que em um país tão pequeno e tão pobre do Caribe, dois ex-presidentes da maior potência de guerra do mundo – os EUA – sejam designados a cuidar de sua reconstrução? O que está por trás de tudo isso? Em nossa opinião, são estratégias de vários tipos de militarização de nossos países da América. Estamos vendo, ao vivo e em cores, em nome da ajuda humanitária, um país ser ocupado militarmente após uma catástrofe monumental.

Assim, temos que fortalecer o grito de retirada das tropas militares do Haiti. Não se faz ajuda h umanitária com tropas militares. O povo haitiano, através de suas organizações e movimentos sociais, precisa ser apoiado para que sua voz fale mais alto no processo de reconstrução do país.

Desde última segunda- feira, (18/01) foi constituída no Brasil a Frente Nacional de Solidariedade ao povo haitiano formada por movimentos sociais do campo e da cidade, por centrais sindicais, pastorais sociais, movimento negro, de mulheres, enfim, um espectro amplo de organizações da esquerda brasileira. A tarefa central é trabalhar a ajuda direta junto a organizações sociais haitianas e pela retirada das tropas militares. Muito trabalho existe pela frente. A reconstrução do Haiti vai ser lenta. Mas, não esqueçamos a dívida histórica que todos temos com este país. O Haiti foi a primeira nação do mundo a abolir a escravidão. Será que é esse o seu pecado?


Sandra Quintela, economista, é integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)/ Rede Jubileu Sul


sábado, 30 de janeiro de 2010

IRAQUE GUERRA ILEGAL

Guerra do Iraque foi ilegal

13.01.2010Fonte: Pravda.ru
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Páginas: 12

Um inquérito exaustivo realizado por um organismo independente na Holanda, determinou que não havia qualquer fundamento no direito internacional para a guerra no Iraque, o que significa que aqueles que a executaram, que estavam por trás da destruição arbitrária do Estado do Iraque e inúmeros massacres e violações dos direitos humanos levadas a cabo durante a campanha desde 2003, são criminosos de guerra.


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O Relatório de Davids, um documento de 551 páginas divulgado ontem, é uma exaustiva investigação independente realizada na Holanda para examinar a participação do Governo Holandês na guerra no Iraque. Sua conclusão é tão cristalina quanto é simples de entender: não havia base no direito internacional para esta guerra.


Conclui que as resoluções da ONUpassadas na década de 1990 não fornecem uma base jurídica para a guerra e que "a ação militar não tinha mandato seguro no direito internacional". Mais afirmou que o Governo holandês foi bastante influenciado por "provas" produzidas pelos Governos britânico e dos E.U.A. na altura, embora os E.U.A. abandonou a tentativa de obter uma resolução das Nações Unidas em separado fornecendo um mandato para a guerra, quando se tornou aparente que o Conselho de Segurança da ONU não iria concedê-la . De facto, em 2004, o ex-secretário-geral Kofi Annan declarou que a guerra era ilegal.


As questões jurídicas
Artigo 2 º, parágrafo 4 º da Carta das Nações Unidas: "Todos os membros devem abster-se nas suas relações internacionais da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outro modo incompatível com os Propósitos das Unidas Nações ".


Sobre as disposições que permitem que uma nação vá para a guerra, o artigo 51: "Nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva, se ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tome medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais. Medidas tomadas pelos Membros no exercício desse direito de legítima defesa serão comunicadas imediatamente ao Conselho de Segurança e não devem afetar de modo algum a autoridade e a responsabilidade do Conselho de Segurança no âmbito da presente Carta de tomar a qualquer momento, as medidas que considere necessárias a fim de manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais "

IRAQUE GUERRA ILEGAL

Guerra do Iraque foi ilegal

13.01.2010Fonte: Pravda.ru
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Páginas: 12


A questão da a uto-defesa não estava em causa, porque O Iraque nem cometeu nenhum acto de guerra contra os E.U.A./Reino Unido e os países sicofantas que apoiaram este ultraje, nem a segurança internacional foi posta em risco, porque as alegações de que o Iraque tinha armas de destruição maciça eram mentira.


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As tentativas de usar as resoluções da ONU 678 e 687 (1991) como base para a guerra foram igualmente infundadas, já que em qualquer caso em que a guerra é travada, uma resolução separada do Conselho de Segurança é necessária. Por quê é que o Reino Unido insistiu que os E.U.A. procurasse tal resolução, e por quê Washington tentou obtê-la?


No que se refere a Resolução 1441, Artigo n º 3 instrui o Iraque para "proporcionar à UNMOVIC, a AIEA e o Conselho ... em um momento exato, o relatório completo e integral de todos os aspectos dos seus programas para desenvolver armas químicas, biológicas e nucleares, mísseis balísticos e outros sistemas de distribuição." O Iraque imediatamente produziu tal relatório, de 12.000 páginas.

Nos termos do Artigo n. º 4, "violação de facto será relatada ao Conselho para avaliação em conformidade com os parágrafos 11 e 12 abaixo". Violação de facto não foi relatada ao Conselho, ao contrário, as equipas de inspecção tinha afirmado que o Iraque estava cooperando e que precisavam de mais tempo para desempenhar as suas funções determinadas pela Resolução 1441.


O "acesso imediato e sem restrições, incondicional e irrestrito" garantido nos termos do § 5 º 1441 tinham sido cumpridas pelo Iraque. N º 10 "Solicita a todos os Estados-Membros a dar total apoio a UNMOVIC e à AIEA no exercício dos seus mandatos, inclusive, fornecendo as informações relacionadas com os programas proibidos ou outros aspectos dos seus mandatos".


Os Estados Unidos da América não apresentadou qualquer material desta natureza para além do absurdo conjunto de mentiras e fabricações apresentado ao Conselho de Segurança da ONU por Colin Powell, que se referiu a “excelentes relatórios de inteligência estrangeira”, que acabou por ser não mais do que uma tese de 1991 copiado e colado da internet pel os serviços secretos britânicos e vagas e absurdas referências sobre as ligações entre o regime Ba’ath de Saddam Hussein e Al-Qaeda. Será que alguém se lembra do pequeno detalhe de que Saddam Hussein e Osama bin Laden estava em extremos opostos do espectro e se odiavam?


Além disso, nos termos do § 12 da Resolução 1441, caso o disposto no n. º 4 (não cumprimento em cooperar plenamente com esta resolução irá constituir violação material, que não era o caso) ou N º 11 (interferência com o processo de inspeção ou inobservância do processo de desarmamento, também não é o caso), não serem cumpridas, o Conselho de Segurança "decide convocar imediatamente ... para considerar a situação e a necessidade de cumprimento integral de todas as resoluções pertinentes do Conselho a fim de garantir a paz e a segurança internacionais".
Nenhuma das disposições acima foram cumpridas e não houve, portanto, um único artigo, parágrafo ou alínea no respectivo direito internacional relativos à questão que previa um pingo de prova que justificasse qualquer acção militar. George W. Bush e seu regime, Anthony Blair e o seu Governo e os lacaios nojentos que se arrastaram em torno das suas botas, são criminosos de guerra e devem ser julgados em um tribunal de justiça pelos seus crimes.


Timothy BANCROFT-HINCHEY
PRAVDA.Ru