terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ofensiva No AFEGANISTÃO, Ultimato ao povo, massacre

Ofensiva no Afeganistão já provoca massacre: 12 civis mortos

15.02.2010Fonte: Pravda.ru
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O presidente afegão, Hamid Karzai, reclamou neste domingo que que pelo menos doze civis foram assassinados na explosão de um míssil sobre uma casa durante a ofensiva lançada contra a resistência talibã no sul do Afeganistão.




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Depois dessa reclamação e das denúncias de cidadãos, o Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) admitiu que dois foguetes "se desviaram de seu alvo original" e atingiram residências civis.


O massacre ocorreu na província de Helmand, no sul do país, onde as tropas de ocupação conduzem uma ofensiva para tentar tomar o controle da região das mãos da resistência talibã,


Em nota, o comando dos ocupantes disse que os projéteis foram lançados de um lança-mísseis. O alvo era uma posição dos resistentes que oferecia obstáculo considerável, "com fogo preciso e direto" ao avanço das tropas de ocupação.


"Expressamos nossos mais sentidos pêsames e garantimos que faremos tudo o que pudermos para evitar futuros incidentes", acrescentou o general americano Stanley McChrystal, em uma desculpa, provavelmente já registrada em cartório, que vem se repetindo desde que os EUA invadiram o Afeganistão, em outubro de 2001.


O Palácio Presidencial, em um comunicado, não especificou quem lançou os projéteis, mas desmentiu a Otan, afirmando que os foguetes atingiram o distrito de Marjah, e não o de Nad Ali, como alega o comando da ocupação.


A província de Helmand é considerada um "bastião" da resistência talibã e tem sido alvo de uma intensa campanha militar ao longo dos últimos anos. No entanto, diante da incapacidade de controlar a situação nesta e em outras regiões do país, as chefias militares pediram um aumento de tropas, para o qual os Estados Unidos contribuíram com 30.000 soldados e os restantes países do pacto do Atlântico norte com 7.000.


É com o auxílio de muitos destes reforços que a Otan tenta agora controlar o sul do Afeganistão. Marjah, com cerca de 80.000 habitantes, é uma das cidades livres do país e é vista como um centro operacional estratégico para os talibãs. Os ocupantes alardeiam que nela estão sediados 2.000 guerrilheiros.


O que é novo na tática da Otan é a forma como o ataque vem sendo divulgado nas mídias. Segundo o general Stanley McCrystal é "uma forma de permitir aos habitantes pensarem o que querem fazer" antes de serem atingidos por uma ofensiva militar brutal que mobiliza 15.000 soldados.
Leia na legenda da telinha: aqueles que não fugirem a tempo serão considerados terroristas e alvos a abater.


Nos meios relacionados à guerra a excitação é grande. Acadêmicos, especialistas e analistas acompanham com entusiasmo as movimentações de tropas, falam da possibilidade de "selar" a área para conduzir a ofensiva e invocam a "preciosa experiência" de assassinar civis adquirida pelos Marines no massacre de Faluja, cidade destruída pelos americanos no Iraque em 2004.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O COLAPSO DO PLANETA

Você está preparado para a chegada do colapso econômico e da nova Grande Depressão?

10.02.2010Fonte: Pravda.ru
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“Já é matematicamente impossível liquidar a dívida nacional dos EUA”. Quem argumenta é o site The Economic Collapse*, especializado em economia: “Se o governo dos EUA tomasse todos os dólares, centavo a centavo, de todos os bancos, negócios e contribuintes, ainda assim não seria capaz de liquidar a dívida nacional. E se assim fizesse, obviamente a sociedade estadunidense cessaria de funcionar porque ninguém teria mais dinheiro para comprar ou vender fosse o que fosse”. (1)



O site também revela que não é o governo dos EUA quem emite a divisa (quem imprime seu dinheiro), “quem o faz é o Federal Reserve”. E explica que o Federal Reserve é um banco privado, portanto com o objetivo de lucro, instituído e operado por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais (“homens brancos de olhos azuis”, diríamos em boa alegoria). Basta darmos uma olhadela numa nota de dólar para vermos que se trata de uma “Federal Reserve Note”, pertence, portanto, aos donos do Federal Reserve.

Mais: se os EUA precisarem tomar mais dinheiro emprestado pedem ao Federal Reserve que imprimam mais pedaços de papel verde, chamados “US dollars”, a serem trocados por papéis de cor rosa, chamados de “Títulos do Tesouro dos EUA”, que aumentam o capital dos banqueiros. Assim, o governo coloca mais dólares em circulação ao tempo em que amplia sua dívida e os respectivos juros. E a dívida nacional já atinge hoje os US$ 12 trilhões, diante de um “patrimônio” – todo o dinheiro existente nos Estados Unidos – de US$ 14 trilhões.

Grande parte é dinheiro fantasma: O “patrimônio” leva em consideração o total de notas fiscais, o dinheiro dos cofres dos bancos e seus depósitos nos bancos de reserva, ordens bancárias, travelers checks, outras contas de poupança, contas do mercado monetário, dos fundos mútuos, depósitos a prazo de pequenos valores, e outros. “Dinheiro” que “nem sempre existe”, segundo os economistas do The Economic Collapse, culpa de uma tal “reserva fracionária da banca”. Ou seja, os bancos “multiplicam” as quantias neles depositadas e o dinheiro assim “multiplicado” é apenas papel. Não existe.

Assim, se todo o dinheiro possuído por todos os bancos, pelos negócios e pelos indivíduos dos Estados Unidos fosse totalmente reunido e enviado ao governo, não seria suficiente para liquidar sua dívida nacional. O único meio de fazer mais dinheiro é fazer ainda mais dívida, o que torna o problema ainda pior. É que, segundo a análise do The Economic Collapse, “todo o Sistema Federal de Reserva foi concebido para (...) vagarosamente drenar a riqueza maciça do povo e transferi-la para a elite dos banqueiros internacionais”.

O COLAPSO MUNDIAL A UM PASSO

Você está preparado para a chegada do colapso econômico e da nova Grande Depressão?

10.02.2010Fonte: Pravda.ru
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E nós, brasileiros, que temos a ver com isso? Primeiro: uma recessão nos EUA arrasta outros países, como o nosso, que depende em grande parte do poder de compra e das boas condições de venda, enfim, da saúde da economia daquele país. Segundo: há uma tendência política muito forte das nossas instituições de se espelhar nos modelos institucionais dos EUA. Quem não sabe que querem nosso Banco Central independente do governo e dependente do “mercado”, portanto atrelado aos interesses dos grandes banqueiros internacionais.



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Para The Economic Collapse, nada mais atual que a profecia de Thomas Jefferson, um dos fundadores da nação estadunidense: "Se o povo alguma vez permitir aos bancos privados que controlem a emissão do seu dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em tornos deles (dos bancos) privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem lar...”. Um retrato da atual crise.

Não é sem razão que o Brasil tem diversificado suas relações mundo afora, contrariando nossos para sempre colonizados oposicionistas. Não é sem razão que nossa pátria desponta com diretores de fundos internacionais preferindo “títulos do Brasil e moeda da China” (2), pela "expectativa de que vão sobrepujar as economias desenvolvidas em riqueza” e pela postura de "falcão" do Banco Central. Tampouco falta razão à London School of Economics em saudar a criação do G20, porque países como China, Índia e Brasil "agora formam uma parte imensamente importante da economia global" (3).

Sidnei Liberal

(*) Artigo original está em:theeconomiccollapseblog.com

(1) http://resistir.info/eua/divida_eua.html

(2) http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20603037&sid=aCOeVAK9L1EE

(3) http://www.chinadaily.com.cn/bizchina/2010-02/05/content_9437111.htm

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