quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hubble cria mapa da matéria escura

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Hubble cria mapa da matéria escura

Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/11/2010

Hubble cria mapa da matéria escura
A matéria escura é representada na imagem pelas manchas claras. Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela? [Imagem: NASA, ESA, and Z. Levay (STScI)]

Mapeando o invisível

Usando uma gigantesca lupa cósmica, astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble para criar um dos mapas mais nítidos e mais detalhados já feitos da matéria escura no Universo.

A matéria escura é uma substância invisível e desconhecida, nunca detectada diretamente, que se acredita compor 22% da massa do Universo, enquanto a matéria comum, das estrelas e planetas, seres humanos inclusive, representa apenas 4%.

Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela?

A equipe do Dr. Dan Coe, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, direcionou uma das câmeras do Hubble para o gigantesco aglomerado de galáxias Abell 1689, situado a 2,2 bilhões de anos-luz de distância.

A gravidade do aglomerado é grande demais, não podendo ser explicada pela matéria comum - logo, deve ser gerada pela matéria escura. Essa enorme gravidade age como uma lente de aumento cósmica, dobrando e amplificando a luz de galáxias mais distantes, por trás do aglomerado.

Lente gravitacional

O efeito, chamado de lente gravitacional, produz imagens múltiplas, distorcidas, e grandemente ampliadas dessas galáxias.

Ao estudar as imagens distorcidas, os astrônomos calcularam a quantidade de matéria que seria necessária para gerar a gravidade que provocou tais distorções. Deduzindo a massa das galáxias visíveis, eles obtiveram a quantidade de matéria escura que deve existir lá.

"Outros métodos baseiam-se em fazer uma série de suposições sobre como seria o mapa de massa, e então os astrônomos escolhem aquele que melhor se adapta aos dados. Utilizando nosso método, podemos obter, diretamente a partir dos dados, um mapa de massa," explicou Coe.

Os astrônomos estão planejando agora estudar mais aglomerados de galáxias para confirmar a possível influência da energia escura.

Há muita controvérsia entre os estudiosos sobre a matéria e a energia escuras. Enquanto alguns afirmam que a existência da matéria escura está comprovada, outros lançam dúvidas sobre a existência desse "lado escuro do Universo".

super telescopio ameaçado

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Super telescópio espacial é ameaçado por problemas de gestão

Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/11/2010

Super telescópio espacial é ameaçado por problemas de gestão
Um dos objetivos do James Webb será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang. [Imagem: NASA]

Ciência boa, administração ruim

"Os problemas que estão causando a elevação dos custos e os atrasos no cronograma do Projeto JWST estão associados com problemas de orçamento e de gestão do programa, e não por questões de desempenho técnico."

É assim que começa um relatório independente que revisou o projeto do James Webb Space Telescope (JWST), um super telescópio que deverá substituir, e superar largamente, o telescópio espacial Hubble.

A avaliação foi pedida pela senadora Barbara Mikulski, que afirma apoiar a astronomia espacial, mas não que não gosta de orçamentos furados.

E ela parecia ter razão. A comissão independente avaliou que a própria NASA não percebeu erros no orçamento original e que tampouco os gerentes do projeto tomaram as medidas adequadas.

A NASA respondeu que "não tinha o pessoal necessário" para fazer o trabalho na época e já trocou os administradores da missão.

Telescópio James Webb

O James Webb já consumiu US$ 5 bilhões e ainda precisará de outro US$1,5 bilhão.

O problema maior é que nem todo esse dinheiro já está garantido: o projeto deverá conseguir pelo menos mais US$200 milhões adicionais em 2011 e outros US$200 milhões em 2012.

Os prejuízos já são líquidos e certos: o James Webb sofrerá novo atraso e é mais provável que seja lançado no período entre 2015 e 2017. O cronograma inicial previa o lançamento em 2011, e o atual estabelecia o lançamento para 2014.

O James Webb terá um espelho de berílio de 6,5 metros, quase três vezes maior do que o espelho do Hubble. Ele "enxergará" o Universo na faixa visível do espectro, mas será otimizado principalmente para a observação na faixa infravermelha.

Um de seus objetivos será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang.

Blocos básicos da vida

A missão abarcará quatro áreas científicas principais:

Primeiras luzes e a Reionização vai procurar identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no Universo primordial e acompanhar a era da ionização.

Formação das Galáxias, que irá determinar como as galáxias, e a matéria escura, incluindo gás, estrelas, metais, estruturas físicas (como braços espirais) e núcleos ativos, evoluíram até os dias atuais.

A Pesquisa sobre o Nascimento das Estrelas e dos Sistemas Protoplanetários irá focar no nascimento e no desenvolvimento inicial das estrelas e na formação dos planetas.

Sistemas Planetários e as Origens da Vida irá estudar as propriedades físicas e químicas dos sistemas planetários (incluindo o nosso) e onde os "blocos básicos de construção da vida" podem estar presentes.

domingo, 14 de novembro de 2010

Brasil, Japão e Amazonia

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Amazônia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/11/2010

Brasil usará satélite japonês para monitorar Amazônia
O satélite ALOS, ou DAICHI, em japonês, foi lançado em 2006, e tem como característica de destaque a capacidade de observar o solo mesmo em dias nublados.[Imagem: Inpe]

Gilberto Câmara e Keiji Tachikawa assinaram em Tóquio, nesta semana, uma carta de intenções para a utilização de dados do satélite japonês ALOS (Advanced Land Observing Satellite).

Gilberto é diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e Tachikawa é presidente da Agência Aeroespacial do Japão (Jaxa).

Vendo através das nuvens

O satélite ALOS, ou DAICHI, em japonês, foi lançado em 2006, e tem como característica de destaque a capacidade de observar o solo mesmo em dias nublados.

Isto é possível graças ao seu principal instrumento, o radar PALSAR (phased array type L-band synthetic aperture radar), com uma antena de 8,9 x 3,1 metros.

A parceria vai agregar a tecnologia de observação através das nuvens à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo Inpe.

Observação da Amazônia

Os dados do ALOS serão utilizados sobretudo no monitoramento para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento (REDD).

O Inpe já vem utilizando dados do PALSAR em estudos na Amazônia. Com o novo acordo, o Brasil receberá as imagens de alta resolução captadas pelo PALSAR e os cruzará com dados coletados localmente, na superfície, para checar a precisão da observação do satélite.

Além do encontro com o presidente da Jaxa, o diretor do Inpe cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais

ANOMALIAS NA REDE

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Jeverson Barbieri - Jornal da Unicamp - 10/11/2010

Programa brasileiro dispara alarme para anomalias na rede
A detecção de um comportamento anormal na rede pode gerar um alarme para o responsável tomar as devidas providências.[Imagem: Unicamp]

Anomalias na rede

Com mais de 60 milhões de usuários, a internet brasileira é considerada atualmente a quinta maior do mundo em número de conexões.

Isso pressupõe um tráfego intenso de dados que, em determinados momentos, são responsáveis por causar desvios súbitos e acentuados no comportamento das redes, conhecidos como anomalias.

Exemplos comuns disso são os bugs em softwares, o uso abusivo dos recursos computacionais, as falhas nos equipamentos, as configurações erradas e, ainda, os ataques feitos por hackers. Esses acontecimentos fizeram surgir a expressão "caiu a rede".

Para contra-atacar todo esse conjunto de problemas potenciais, o analista de sistemas Bruno Bogaz Zarpelão desenvolveu na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) um sistema computacional de detecção de anomalias.

Além de identificar de maneira mais simplificada a ocorrência, o software oferece ao administrador de rede um cenário completo do problema, facilitando a busca pela origem da anomalia e sua consequente solução no menor espaço de tempo possível.

Monitoramento da rede

Zarpelão explicou que nas redes de computadores atuais, que assumiram uma posição de grande importância no cotidiano de ambientes acadêmicos, governamentais e corporativos, detectar e tratar essas ocorrências de maneira eficiente se tornou uma tarefa fundamental.

Uma das chaves do trabalho foi considerar o que é ou não uma anomalia. Esse limite, de acordo com o analista, foi deixado em aberto sob a justificativa de que cada administrador sabe o que quer para sua rede.

Dessa maneira, através da observação do número de bytes e pacotes que trafegam diariamente, é possível fazer uma análise estatística determinando o padrão de comportamento daquela rede.

A partir daí, a percepção de um comportamento anormal pode gerar um alarme para o responsável tomar as devidas providências.

Em grandes ambientes, explicou Zarpelão, é humanamente impossível tomar conta de todo o parque computacional, uma vez que o número de máquinas é bastante elevado.

Após o acionamento do alarme, as ações previstas no plano de contingência são tomadas, como a ativação de um servidor de backup ou mesmo a troca de um equipamento queimado.

Objetos de gerência

Em cada equipamento são monitorados diferentes indicadores, conhecidos como objetos de gerência.

Um problema na rede afeta, em geral, o comportamento de vários objetos de gerência em vários equipamentos. Entregar ao administrador de redes os alarmes gerados para cada um destes objetos acabaria por sobrecarregá-lo.

No trabalho de Zarpelão, foram levantados os relacionamentos entre estes indicadores, de forma que os alarmes gerados para cada um deles possam ser analisados em conjunto, levando à geração de um único alarme que traz informações sobre o comportamento de toda a rede.

"Uma situação na qual o sistema gerou, inicialmente, 170 alarmes ao monitorar os objetos de gerência, pode, a partir da análise destes alarmes iniciais, ter uma redução para apenas 15, os quais trazem o panorama de toda a rede, sem que se perca qualquer informação", assegurou.

Alarme da rede

Ainda com relação ao alarme, o pesquisador explicou que ele pode ser configurado para tocar em determinados dias quando a quantidade de tráfego da rede está pouco acima do padrão ou mesmo somente quando a situação já se encontre em um nível de gravidade bastante adiantado.

"O software dá a liberdade ao administrador de escolher quando quer ser alertado sobre as mudanças de comportamento de sua rede", afirmou Zarpelão.

Isso significa que o produto da pesquisa é permissível a alterações de sensibilidade, que na literatura é chamada de "níveis de sensibilidade de detecção". Assim, o administrador pode configurá-lo para que ele se adapte à sua política de gerenciamento.

Ele citou um caso exemplar, ocorrido em 11 de setembro de 2001, durante o ataque terrorista às torres gêmeas, em Nova Iorque (EUA). O portal de notícias da rede CNN foi repentinamente acessado por muitas pessoas em busca de informações. O resultado foi que o portal caiu e ninguém mais conseguia acessá-lo por causa de uma sobrecarga.

Nesse caso, o software desenvolvido por Zarpelão poderia emitir um alarme quando o número de acessos estivesse acima do padrão. O administrador teria condições de distribuir a carga para outras máquinas ociosas, ajudando a liberar o tráfego. "É uma coisa de momento, que pode gerar uma decisão capaz de ajeitar o cenário", disse.

Protocolo SNMP

Programa brasileiro dispara alarme para anomalias na rede
O SNMP está disponível na maioria dos equipamentos comercializados, o que reduz um possível problema de implantação do software nas redes. [Imagem: Wikipedia]

Pela natureza das redes municipais existentes - locais onde o software deve ter sua utilização mais acentuada - o analista de sistemas contou que o desenvolvimento do programa se deu muito em função do padrão de gerência de redes, que é um protocolo chamado SNMP (Simple Network Management Protocol).

Não há, segundo Zarpelão, uma solução no âmbito da literatura que trate o problema do começo ao fim, como o que foi feito por ele utilizando apenas o SNMP. "Tentamos explorar ao máximo esse padrão", ressaltou.

Esse direcionamento deu uma tranquilidade ao pesquisador, uma vez que o SNMP está disponível na maioria dos equipamentos comercializados, portanto, isso reduz um possível problema de implantação do software nas redes.

Ele disse também que existem outros trabalhos publicados que usam como base para coleta de informações da rede métodos mais sofisticados como o NetFlow. "São métodos realmente melhores, no entanto, não são padrão e, dessa forma, não estão em todos os equipamentos. Isso dificulta a adoção de outras propostas", ressaltou Zarpelão.

Rede real

Os testes do sistema computacional foram feitos com dados reais da rede da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como aquela Universidade já possui um projeto de pesquisa relacionado a esse tema, o pesquisador pode utilizar os dados daquela rede. "Está composta por cerca de seis mil estações de trabalho, unindo todos os departamentos, com bastante tráfego agregado, tornando-se assim, um ambiente bom de trabalhar", resumiu.

Ele contou que, também na UEL, já houve sobrecarga do servidor por conta da divulgação do resultado do vestibular. Todo mundo quer acessar ao mesmo tempo e, segundo o analista, ficou perceptível que a utilização do software poderia ter contribuído para que esse problema não ocorresse. O sistema identificou ainda situações como download de arquivos feitos por determinadas máquinas, o que pode ou não ser permitido pela gerência de rede.

Zarpelão tem como objetivo agora evoluir esse estudo um pouco mais, não só na questão da interface gráfica como na aplicação prática do software. Ele informou que outros alunos do Laboratório de Redes de Comunicações (LaRCom) da Feec já estão trabalhando no sentido de fornecer uma ferramenta ao administrador que contenha gráficos, que mostre o diagrama da rede e os respectivos alarmes.

O governo global usará esta tecnica

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Telepresença

Recursos utilizados em «A Guerra das Estrelas» podem tornar-se reais



A telepresença, a capacidade de projectar uma cena ou pessoa em movimento, a três dimensões (3D), com cores e em tempo real, mas num lugar diferente, está próxima de se tornar realidade. A tecnologia dos hologramas com base numa bateria de câmaras num local, um laser e um polímero especial para armazenar e criar imagens em outro. Esta capacidade de reprodução do dispositivo é de alguns segundos, ou seja, quase em tempo real, segundo os investigadores da Universidade do Arizona. Os avanços foram publicados na «Nature» e com destaque de capa.
Já foi mostrado um protótipo com um ecrã de 25 centímetros e ainda fizeram um experiência com um de 43. A equipa de investigação, liderada por Nasser Peyghambarian, já tinha apresentado um trabalho muito semelhante na «Nature». No entanto, naquela altura apenas era monocromática e a imagem demorava quatro minutos a aparecer.

Peyghambarian explicou que a telepresença holográfica, no fundo,
“significa que se podem gravar imagens a 3D em qualquer sítio e mostrá-las em tempo real em qualquer outro lugar do mundoâ€�. Embora a resolução seja muito boa e em grande escala, ainda existem alguns obstáculos, como a falta de potência do computador e insuficiente gravação holográfica dinâmica, tal como a que víamos há uns anos em «A Guerra das Estrelas».

Holografia utilizada em «A Guerra das Estrelas»
Holografia utilizada em «A Guerra das Estrelas»
Este tipo de imagem criou grande curiosidade desde fenómenos como o filme «Avatar»
ou a utilização de jornalistas holográficos em entrevistas na CNN, durante as eleições presidenciais norte-americanas, segundo explicam os cientistas no artigo. Contudo, acrescentam que a informação necessária para criar um holograma de alta qualidade é tão grande que a possibilidade de reproduzir um vídeo está limitada pelo tamanho ou resolução.
Teleparticipação

Agora, a nova tecnologia permite que a imagem ou cena gravada com uma bateria de câmaras correntes, onde cada uma capta um objecto a partir de determinada perspectiva. Quantas mais forem utilizadas, maior será a qualidade. A informação gravada é transmitida para o destino, a partir do qual é codificada em impulsos de luz laser que interferem com outro, que vem por seu lado de referência.


Cada impulso de laser regista um pixel holográfico ou versão tridimensional de um pixel individual num polímero, que vai refrescando o holograma em segundos. A imagem desvanece-se após uns minutos, dependendo das condições em que a experiência foi realizada, ou assim que se grava um novo holograma.


Esta tecnologia não é só reveladora para a indústria do entretenimento ou para o mundo da publicidade, mas também para a telemedicina – com a teleparticipação em intervenções cirúrgicas.

AFEGANISTÃO guerra sem fim

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Afeganistão sem fim




Um artigo complexo. É o mínimo quando se fala do Afeganistão.

Os Estados Unidos estão empenhados na desesperada tentativa de sair do conflito. Uma guerra que gasta a opinião pública e os cofres americanos. E uma guerra perdida.
A opção militar já não é suficiente: até Washington abandonou a ideia de poder sair vitoriosa do conflito. Por isso, é necessária a diplomacia.

O problema é que tratar não é fácil: há muitas componentes em jogo e cada uma reclama um papel que não é possível ignorar. Não há só o Afeganistão: há o Paquistão, o Irão, a Rússia, a China, a Índia, a Nato, Al-Qaeda, os Talibãs, a guerrilha: todos estão envolvidos e ninguém pode assumir uma derrota.

A saída do Afeganistão passa por um delicado jogo de equilíbrio, uma "magia" talvez impossível de realizar.

No seguinte artigo de Limes, os principais pontos da questão.



As complexas perspectivas das negociações no Afeganistão

Como muitas vezes aconteceu na história dos últimos dois séculos, o Afeganistão está a propor-se no desconfortável papel de acelerador da mudança na geopolitica global.

A determinar esta
situação não é tanto a importância das riquezas minerais do País, quanto o seu posicionamento e o facto das principais componentes étnico-religiosas manter relações com algumas das maiores potências do planeta, dando assim vida a um jogo complexo no qual todos estão a explorar os interlocutores.
Os Tadjiques e Hazaras olham juntos para o Irão, a Índia e Rússia; os Uzbeques para Moscovo, que treinou na década dos anos '80 o leader Radish Dostum, e para a Turquia.
Finalmente, uma parte importante dos Pashtuns olha com interesse para a Arábia Saudita, donde vêm a inspiração ideológica e recursos financeiros, e para o Paquistão, nas zonas tribais onde vivem milhões deles.
Os relacionamentos são bidireccionais. Por um lado, as principais facções locais falam com os potenciais "patrocinadores " estrangeiros para ganhar apoio, enquanto as potências mais ou menos fortes presentes na área aproveitam a oportunidade para conduzir no Afeganistão proxy war como dizem os anglo-saxões, guerras por procuração.
Os protagonistas mudaram ao longo das décadas, embora a dinâmica manteve-se basicamente inalterada.
No papel que foi da Grã-Bretanha, por exemplo, agora encontramos os Estados Unidos e os Países surgidos da dissolução do Império Britânico: a Índia e o Paquistão. Apareceu a China e a Rússia ficou enfraquecida. Mas os eixos vectoriais que condicionam a geopolítica local permaneceram os mesmos.
O que acontece no Afeganistão, por isso, muitas vezes tem um importante efeito sobre os equilíbrios globais. Pode ser verdade desta vez também.
Esta a razão da cautela com que é necessário examinar os rumores de que estão a aparecer nas últimas semanas sobre as negociações entre Washington e as autoridades de Cabul.
Todos os actores envolvidos, de facto, parecem ter disponível uma variedade de opções estratégicas que podem determinar evoluções operacionais alternativas.

As suspeitas do Paquistão
Ao que parece, tanto os Norte-Americanos como os Afegãos leais ao presidente Hamid Karzai, teriam iniciado conversações com os membros da Shura de Quetta (isso é, os herdeiros do regime talibã que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001) e com os representantes da rede dos Haqqani.
Esta seria a tentativa racional para explorar as ampliar deferências existentes entre as duas grandes componentes da guerrilha, uma das quais, a rede Haqqani, estaria a usar o apoio da inteligência paquistanesa e a contribuição dos terroristas internacionais de Al Qaeda para interromper o domínio anteriormente detidas pelo guerrilha dos seguidores do Mullah Omar.
Nesta perspectiva, parece sugerir uma vontade dos EUA, talvez compartilhada até pelo establishment de Cabul, de cooptar no governo afegão pelo menos uma parte dos dirigentes históricos do movimento talibã, sem o Paquistão possa ter um papel.

E talvez até mesmo contra os interesses nacionais de Islamabad, pelo menos no sentido que tem os poderosos líderes militares paquistaneses.
O grande esforço militar pretendido pelo general David Petraeus acerca de Kandahar, neste sentido, serviria principalmente para suavizar o interlocutor, acrescentando um pau à cenoura representada pelo benefício que seria concedido através da mediação dos EUA na politica do Afeganistão.
Mas isso é realmente assim? E se assim for, qual a probabilidade de sucesso da estratégia adoptada por Washington, que Karzai aparentemente partilha?
A complexidade em decifrar os códigos de conduta orientadores da política afegã autoriza qualquer dúvida.
Tudo o que é possível fazer de momento é um exame racional da evidência que as partes envolvidas estão a deixar.

Contactos secretos
O Mullah Omar está no Paquistão, talvez em Quetta ou Karachi, não é claro se por causa das exigências ligadas à sua protecção, ou como um prisioneiro, ou ambos.
Seja qual for a sua condição, é certo que o líder histórico do partido armados do Taliban não é inteiramente livre.

Precisamente por isso o sigilo absoluto sobre a identidade dos emissários da guerrilha que em seu nome estariam em Cabul, eventualmente protegidos por tropas da Nato.

O temor é que a identificação dos plenipotenciários implicaria a subsequente eliminação deles em solo paquistanês e, claro, a descoberta das negociações por parte paquistanês.
Mesmo assim, poderia ser um dispositivo de vida curta, tendo a intelligence de Islamabad muitas antenas sensíveis no Afeganistão enquanto muitos dos funcionários do presidente afegão Karzai não são de confiança.
O projecto estaria em risco de falir, mesmo que politicamente racional e, de facto, o único viável com uma combinação de força militar e envolvimento diplomático.
Como parte destas negociações, é provável que os Americanos tenham imaginados a possibilidade de sacrifícios significativos.
Isso também é sugerido pelo facto de Washington ter excluído das conversas os seus aliados da Nato, mesmo ao conhecer a importância que os governos europeus atribuem aos objectivos ideológicos, como o estabelecimento do Estado de direito e a igualdade de género em todo o Afeganistão.
Objectivos que, provavelmente, serão os primeiros a ser colocados entre as concessões. A linha vermelha traçada pelo presidente Barack Obama seria, com efeito, outra: o rompimento dos laços entre os Talibãs e os terroristas de Al Qaeda.
Um resultado que poderia tranquilizar a Índia também e deveria ser garantido pela colocação dum número de tropas americanas em bases no Afeganistão após o fim das hostilidades.
Além disso, algumas aberturas nesse sentido já estaria presente: numa recente carta ao Congresso dos Estados Unidos, alegados emissários do Mullah Omar reafirmaram uma vez mais o facto do antigo regime deles não ter nada a ver com os acontecimentos do 11 de Setembro.

A quadratura do círculo
Entretanto, o que parece ser mais importante a salientar é outro factor: a solução desejada seria nada menos que a quadratura do círculo, isso é, uma vitória da guerrilha contextual a uma clara derrotar de Al Qaeda sem implicar qualquer aumento do poder dos militares paquistaneses.
A aparente tentativa de reconciliação de Obama com Nova Delhi, a maior novidade desses dias, deve ser lida na mesma óptica, assim como o convite da NATO para a Rússia voltar no Afeganistão para conduzir uma eficaz campanha anti-narcóticos conjunta.
Além dos militares em Islamabad e dos seus aliados chineses, a permanecer insatisfeitos nesse ponto seriam os Iranianos, que provavelmente não poderiam deixar de atrapalhar um processo de pacificação e de estabilização que tem em pouca atenção os seus interesses.
Mas esta é outra história, que talvez pudesse ser abordada numa negociação bilateral mais abrangente, até segreda, entre Washington e Teheran.
Não há dúvida, porém, que na pior da hipóteses, manter algumas tropas americanas em lugares pouco povoados do Afeganistão com função anti-iraniano e anti-jihadista, como de fato acontece no Iraque, poderia ser aceitável para o público americano e para os vários actores regionais com interesses em Cabul.


Fonte: Limes

sábado, 6 de novembro de 2010

Nasa e UFOS

Mestre Edu
OVNI - NASA


Os videos que seguem mostram que a NASA editou uma fotografia tirada pela sonda Cassini na sua expedição a Saturno. Titan e Dione, duas das luas do planeta, foram fotografadas pela sonda e podemos encontrar uma fotografia especial no site oficial da NASA, essa foto foi a foto do dia 20.04.2010.
Observa nos videos como a NASA escondeu uma enorme luz por trás de uma das Luas...


49s

TaiwanSCW

http://www.youtube.com/watch?v=awY5RAHw1FA&feature=player_embedded

5.09m

http://www.youtube.com/watch?v=Frns6ggd1ic&feature=player_embedded

Reen1411


Convencido(a)?

Então reforça e faz o teste, pega a foto oficial aqui em http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/ap100420.html em seguida guarda a foto no teu computador, abre com qualquer programa que dê para mudar o contraste e o brilho da foto e vais ver o mesmo que no video!

Será que a luz foi mal apagada de propósito? é flagrante que eles escondem! e aquelas luzinhas pequenas com formas (lado esquerdo) serão OVNIS?


Junta agora estas imagens oficiais também da NASA


Ainda disponivel em: ftp://eol.jsc.nasa.gov/ISD_highres_STS088_STS088-724-65.JPG


E esta flagrante:


Disponivel em: ftp://eol.jsc.nasa.gov/ISD_highres_STS088_STS088-724-66.JPG


Milhares de anos para chegarmos a esta década em que vamos conhecer os Deuses...