domingo, 5 de dezembro de 2010

EUA preocupado com terrorismo no Brasil

Dr Edu Dallarte

UA preocupados com terrorismo no Brasil


A publicação de mais de 250 mil documentos do governo americano pelo site Wikileaks, que despiu a diplomacia dos Estados Unidos diante de todo mundo, respingou também na relação do país com o Brasil. Em apenas seis telegramas originados nas representações americanas no país divulgados na íntegra pelo site, fica evidente a preocupação de Washington com a postura do governo brasileiro em relação à ameaça terrorista em seu território. Apesar de considerar o trabalho de órgãos como a Polícia Federal eficaz, os relatórios da embaixada em Brasília e do consulado de São Paulo ressaltam a dificuldade do governo em reconhecer a presença de terroristas no país, bem como de classificar grupos como o Hezbollah e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como tal. Isso seria explicado pelo fato de o governo ser, em grande parte, “amontoado de militantes de esquerda que foram objeto da ditadura militarâque dificilmente vão reprimir a “violência politicamente motivada.

No governo brasileiro, a reação foi a de não causar ainda mais barulho sobre os documentos revelados. Ao contrário do vizinho Paraguai, que logo anunciou ter convocado a embaixadora americana para esclarecer o conteúdo dos telegramas vazados da representação em Assunção, o Itamaraty preferiu não comentar as mensagens do Departamento de Estado. Há, no entanto, a expectativa de que os detalhes publicados azedem ainda mais a relação bilateral que se tornou menos harmônica nos dois últimos anos do governo Lula. E pode contribuir ainda para que a visita da presidente eleita, Dilma Rousseff , a Washington seja, de fato, empurrada para o próximo ano. Ontem, o chanceler Celso Amorim chegou a Miami para receber um prêmio da revista Latin Trade, amanhã, vai à capital americana receber outro prêmio, da revista Foreign Policy, e participar de um debate sobre potências emergentes no Carnegie Endowment for International Peace. Na visita de um dia, contudo, não há a previsão de nenhum encontro com integrantes do governo Obama.

O Ministério das Relações Exteriores foi citado diversas vezes nos documentos divulgados como uma voz dissonante de Washington. Segundo Clifford Sobel, embaixador americano no Brasil até 2009, a “sensibilidade extrema” do Itamaraty em admitir publicamente a presença de terroristas no país resulta em situações de divergência explícita. "Nas conferências (entre Brasil, Paraguai, Argentina e EUA), as delegações brasileiras, muitas vezes criticam as declarações feitas por autoridades dos EUA de que a Tríplice Fronteira é um foco de atividades terroristas, e desafiam os participantes americanos a apresentarem as provas que embasam essas declarações", diz Sobel em um telegrama de janeiro de 2008, classificado como secreto. "Funcionários do Itamaraty repetidamente questionam o valor da cooperação de quatro vias, insistindo que "preocupações bilaterais devem ser abordadas a nível bilateral"", acrescenta.

Sobel, no entanto, argumenta que a preocupação dos mais altos níveis do governo brasileiro é tanto evitar a estigmatização da comunidade muçulmana do Brasil, como o prejuízo turístico na região de Foz do Iguaçu. "É também uma postura pública destinada a evitar a estreita ligação com o que é visto como uma excessivamente agressiva guerra americana contra o terrorismo", observa. A Polícia Federal brasileira também teria, com frequência, prendido pessoas ligadas ao terrorismo, mas os acusados de uma "variedade de crimes" para evitar chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo, de acordo com o embaixador Sobel.

No mesmo documento, fica claro que a principal preocupação do governo brasileiro e da missão americana aqui é a presença e as atividades de indivíduos ligados com terrorismo, inclusive o grupo libanês Hezbollah, em São Paulo e em outras áreas do Sul do Brasil. A atuação de suspeitos na Tríplice Fronteira seria ainda menos preocupante que no populoso estado.

Os documentos divulgados mostram que, em menos de três semanas, entre novembro e dezembro de 2009, o consulado de São Paulo enviou dois relatórios ao Departamento de Estado sobre a comunidade muçulmana no estado, em especial, de libaneses. "Os novos imigrantes são muitas vezes também do Líbano, mas eles são mais pobres e muito mais xiitas. Sua política é mais radical e, frequentemente, veem no Hezbollah uma liderança", destaca um dos documentos. A embaixada dos EUA em Brasília não quis comentar a divulgação dos telegramas, deixando a resposta para a secretária de Estado, Hillary Clinton, que condenou a publicação dos mais de 250 mil documentos em Washington.


Fonte: Estado de Minas

Atentado contra cientistas iranianos?

Dr Edu

Mossad e CIA envolvidas em atentados de hoje contra cientistas iranianos


29-11-2010
Por Lusa.


http://noticias.pt.msn.com/Politica/article.aspx?cp-documentid=155381198

Mossad e CIA envolvidas em atentados de hoje contra cientistas iranianos

Mossad e CIA envolvidas em atentados de hoje contra cientistas iranianos

Teerão, 29 nov (Lusa) Os serviços secretos israelitas e norte-americanos, Mossad e CIA, respetivamente, estão por trás dos atentados cometidos hoje contra dois responsáveis do programa nuclear iraniano, afirmou o ministro do Interior iraniano, citado pela televisão de Estado.

A arrogância global, a Mossad e a CIA são os inimigos da nação iraniana, e eles querem paralisar os nossos progressos científicos declarou Mostafa Mohammad Najjar, questionado pela televisão.

Este ato de terrorismo desesperado mostra a fraqueza deles e a inferioridade da situação deles adiantou.

O gabinete do Presidente Mahmud Ahmadinejad acusou num comunicado «o regime sionista» de estar por trás destes atentados dos quais resultou a morte de um físico que tinha um importante desempenho no programa nuclear iraniano, o professor Majid Shahriari, e ferimentos num outro cientista iraniano, Fereydun Abbassi Davani, que trabalha para o Ministério da Defesa.

O sangue de Shariahri desacredita os defensores da democracia e dos direitos humanos e arruina a reputação dos sionistas terroristas e dos seus arrogantes defensores ocientais, adianta o comunicado.

Afeganistão um mundo a parte

Dr. EDU DALLARTE

Um mundo à parte


Uma notícia "curiosa", que obriga a refletir.


De acordo com um inquérito realizado nas províncias de Helmand e Kandahar, 92% dos inquiridos Afegãos (1.000 homens) nunca tinha ouvido falar do 11 de Setembro.

Assim, enquanto a maioria dos Americanos estão indecisos sobre a guerra no Afeganistão, pois acham difícil esquecer o assunto 11 de Setembro (que segundo os Estados Unidos foram planeados em alguns dos 40 campos de treino de terroristas do País asiático), os Afegãos, dos quais 72% são analfabetos, nunca ouviram falar das Torres Gémeas e não têm a mínima ideia do motivo pelo qual os Estados Unidos e a Nato estão no próprio País!

E é a total falta de informações, provavelmente, a torna-los mais hostis à presença norte-americana. Para eles, é totalmente despropositado e absurdo deixar a própria terra ocupada por forças estrangeiras.

Sabemos que o conhecimento do mundo externo está ligado, em boa parte, às infra-estruturas da informação.

No Afeganistão não há electricidade em muitas áreas, isso limita o acesso à televisão e à Internet. O acesso à Internet alcança apenas 3% da população, tanto por causa dos altos custos das comunicações por satélite, tanto porque faltam os cabos da fibra óptica mais moderna.

Os sinais de satélite fizeram com que 30% dos Afegãos pudessem ter um telefone celular.

No entanto, o acesso à informação é mais fácil (e por isso limitado) em áreas urbanas como Cabul e Mazar, enquanto nas zonas rurais do sul, por exemplo, estar a par do que se passa no mundo é um verdadeiro desafio.


Fontes: juancole

E...?


"Somente os tolos não têm dúvidas."
"Tens a certeza?"
"Não tenho dúvida!"
Luciano De Crescenzo

Hoje abrir um qualquer diário significa ler as revelações de Wikileaks. Não há maneira de fugir, pois ocupam todos os títulos.
E já alguém fala de 11 de Setembro da diplomacia.
Impressionante.

Eu não quero ser "do contra", não quero dizer o contrário só porque é chic e faz muito intelectual. Esta é uma atitude particularmente estúpida. Mas quero duvidar, sempre e acerca de tudo.

Então vamos ver estas clamorosas revelações de Whiskyleaks.

Os principais financiadores da rede terrorista Al-Qaeda continuam a ser doadores sauditas
Ohhhh. Afinal não é Israel que financia Al-Qaeda, afinal são os Árabes.

A China desenvolveu uma acção de sabotagem de computadores tendo por alvo os Estados Unidos e os seus aliados
Ohhhh, Eu pensava que a cyberguerra fosse só ficção científica. Mas não, Whiskylik explica que é mesmo realidade.

Norte-americanos e sul-coreanos discutiram a perspectiva de uma Coreia unificada em caso de implosão do regime de Pyongyang, devido à transição de liderança, ou a problemas económicos.
Ohhhh. Quem diria? Americanos e Sul-Coreanos discutiram duma possível guerra na Coreia?

Os EUA pediram aos seus diplomatas para intensificarem a recolha de informações sobre dirigentes estrangeiros. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e os representantes dos outros membros permanentes no Conselho de Segurança - França, Reino Unido, China e Rússia - foram também vigiados mais de perto.
Ohhhh. Como se chama este? Deixem ver..."espronagem"? "estrionagem"? Não, "espionagem", isso mesmo.

O Guardian refere que o rei Abdullah, da Arábia Saudita, "apelou frequentemente" aos EUA para atacarem o Irão, a fim de travar o seu programa nuclear, segundo o embaixador saudita em Washington. O rei aconselhou os norte-americanos a "cortarem a cabeça da serpente"
Ohhhh. Assim, a Arábia Saudita, aliado dos Estados Unidos, está contra o Irão. Revolucionário.

O embaixador norte-americano em Riade refere num relatório enviado à secretária de Estado Clinton, preparatório da sua visita de Fevereiro deste ano, que Abdullah afirmou que "se o Irão conseguir desenvolver armas nucleares, todos na região farão o mesmo, incluindo a Arábia Saudita".
Ohhhh. Não, sério? Mas quem poderia imaginar...

Os documentos revelados confirmam, segundo El País, a intensa actividade diplomática norte-americana para bloquear o Irão, que o predomínio da China na Ásia é visto como um dado adquirido, bem como os esforços desenvolvidos junto dos países da América Latina para isolar o líder venezuelano, Hugo Chávez.
Ohhhh. Fico se palavras.

Mas vamos em frente, pois há uma parte dedicada aos vários leader mundiais.
Diplomatas norte-americanos citam fontes que o descreviam [Kim Jong-il, NDT] como um tipo flácido ou como alguém com traumas físicos e psicológicos em resultado da trombose que sofreu recentemente.

Da embaixada norte-americana em Paris vinham comunicações que descreviam o estilo pessoal autoritário e muito sensível do Presidente francês Nicholas Sarkozy, num relatório em que era notada a sua tendência para criticar a acção do primeiro-ministro François Fillon e dos membros do seu próprio gabinete.

Sílvio Berlusconi, o primeiro-ministro italiano, é descrito como irresponsável, vaidoso e ineficaz como um líder europeu moderno por Elizabeth Dibble, a encarregada de negócios dos EUA em Roma. Outro relatório proveniente da embaixada norte-americana em Itália fala de Berlusconi como um líder “física e politicamente fraco, cujas “noitadas frequentes e gosto pelas festas fazem com que não descanse o suficiente.

Hamid Karzai, o Presidente afegão, é tido como “um homem muito fraco que não liga aos factos, é facilmente influenciado por quem lhe vier comunicar as histórias mais bizarras que falem de conspirações contra ele.
Nicolas Sarkozy? Autoritário e sensível, muito disposto a queixar-se com os membros da própria equipa e o primeiro-ministro François Fillon.

Kadhafi? Uso de Botox, tem medo de voar sobre a água e uma paixão por corridas de cavalos e flamenco, o hábito de ser acompanhado por toda a parte por uma assistente/enfermeira ucraniana Galyna Kolotnytska

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe? "um velho louco"

Angela Merkel? "Evita os riscos e raramente é criativa."

Fofocas? Não, grandes revelações.

Então?

Resumindo: Wishkyliks revela o que todos já sabiam. Este é o grande scoop contido nos 250.000 documentos que agora podemos ler.

Podemos?
Não, podem.

O que estamos a ler, por enquanto, são resumos feitos pelas redacções dos grandes diários internacionais, como The Guardian ou Der Spiegel. E os jornais mais pequenos "relatam os relatórios". É normal, ninguém lê 251,287 documentos.

Resultado: zero.
Os files de Whiskyliks falam de coisas conhecidas há muito.

Pergunta: cui prodest? Quem ganha com isso?
Por enquanto não há resposta.

Mas podemos realçar um facto: acerca de Israel não há notícias.
Curioso, não é?

Aliás, há uma, a seguinte:

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, é classificado como um homem elegante e encantador

Ohhhh...


Fontes: Público, Corriere della Sera. Wikileaks

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nasa vai divulgar sobre descoberta ET

Mestre Edu
NASA vai divulgar descoberta sobre extraterrestres

1 de Dezembro, 2010

A NASA vai anunciar esta quinta-feira «uma descoberta que terá um impacto na procura de vida extraterrestre».

A informação foi avançada através de uma pequena nota disponibilizada no site oficial da agência espacial norte-americana.

Segundo a mesma nota ,«a descoberta terá um impacto na procura de vida extraterrestre». A informação será divulgada em conferência de imprensa e será transmitida em directo no site oficial da NASA, incidindo sobre Astrobiologia, a ciência que estuda a possibilidade de vida no universo.

Recentemente a NASA descobriu oxigénio e dióxido de carbono numa das luas de Saturno.

SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=5862

Brasil e o pré sal

Mestre Edu

Brasil vira o grande pólo do petróleo em águas profundas


O vazamento de petróleo da Deepwater Horizon interrompeu a perfuração em águas profundas no Golfo do México, prejudicando décadas de política energética dos Estados Unidos e lançando dúvidas sobre a indústria que opera na região.

Em outras partes do mundo, no entanto, a perfuração em águas profundas continua em ritmo frenético.

A indústria avança em velocidade máxima em lugares como o Golfo da Guiné, no Mar Mediterrâneo e nas águas turcas do Mar Negro. Mas em nenhum lugar ela é mais evidente do que no Brasil, onde a Petrobras começou, no mês passado, a produzir em um dos maiores campos de petróleo descobertos no continente americano em 30 anos. E um campo recentemente descoberto pode conter o equivalente a 15 bihões de barris de petróleo, dizem autoridades brasileiras, o equivalente a quase dois terços das reservas provadas totais dos EUA.

A Petrobras e empresas como a americana Chevron Corp., a norueguesa Statoil ASA e a britânica Tullow Oil PLC estão correndo para perfurar milhares de metros abaixo da superfície do mar porque é lá que estão as reservas remanescentes de óleo ainda não descobertas. As empresas podem conseguir enormes lucros explorando esses campos e os países podem conseguir a tão esperada segurança energética.

A produção de petróleo em águas profundas quase duplicou nos últimos cinco anos, para cerca de 5 milhões de barris diários ” cerca de 6% da produção total de óleo no mundo , e deve dobrar outra vez até 2020, segundo Leta Smith, uma consultora da IHS Cambridge Energy Research Associates, que analisa as tendências do mercado de petróleo. Ela não prevê um impacto enorme” fora do golfo decorrente do desastre com a Deepwater por causa das reservas que estão lá fora

De fato, mesmo com a paralisação das perfurações em águas profundas nos EUA desde maio, a prática floresceu no Golfo da Guiné. Em julho, a Tullow anunciou uma descoberta significativa na costa de Gana, depois de perfurar 1.427 metros abaixo do nível do mar. Um campo próximo, estimado em 1,5 bilhão de barris, deve começar a produzir em dezembro.

A Chevron, por sua vez, anunciou a compra dos direitos de exploração em águas profundas de três grandes blocos na Libéria. Os planos são de começar a perfurar este ano. A empresa também comprou grandes áreas em águas profundas nas águas turcas do Mar Negro e na China.

Desde a explosão do dia 20 de abril da plataforma operada pela BP PLC, que matou 11 pessoas e desencadeou um enorme vazamento de óleo no Golfo do México, alguns países cogitaram tornar as regras para perfuração mais rígidas. Para acalmar os reguladores, as companhias estão desenvolvendo complexos sistemas de captura de óleo, similares aos desenvolvidos pela BP durante os esforços para conter o vazamento no golfo.

A Chevron, por exemplo, começou em maio a perfurar um poço em águas profundas na costa leste do Canadá o primeiro na América do Norte desde o acidente. Ela testou a prevenção contra explosões, o mesmo tipo de equipamento que falhou ao conter a explosão na Deepwater, e realizou perfurações de segurança especiais sob a supervisão de reguladores canadenses.

Muito trabalho tem sido feito na contenção de vazamentos para satisfazer os reguladores, diz Geir Slora, diretor para perfurações da Statoil, que tem equipamentos em funcionamento ao redor do globo. No dia 10 de novembro, ela parou a perfuração em um dos campos no Mar do Norte para realizar uma revisão nas operações, depois de um incidente ocorrido em maio que, dizem funcionários noruegueses, poderia ter resultado numa grande explosão.

Mas no Brasil, onde sete dos dez maiores campos em águas profundas foram encontrados na última década, é quase como se o vazamento nunca tivesse acontecido.

O país vamgloria-se de ter a bacia de águas profundas com maior crescimento no mundo, cuja produção deve saltar dos atuais 1,4 milhão de barris diários para 3,5 milhões em 2020, diz Smith, da IHS.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse a repórteres em maio que seria necessário uma exaustiva investigação antes que a indústria de exploração marítima pudesse tirar qualquer conclusão sobre o vazamento da Deepwater. Enquanto isso, não haveria recuo na perfuração. ‰ muito cedo para dizer que vamos mudar alguma coisa disse ele.

Autoridades brasileiras acompanharam atentamente o naufrágio da Deepwater Horizon e foram as primeiras de fora dos EUA a se encontrar com a BP para discutir os resultados da investigação da empresa. Mas elas permitiram que a Petrobras continuasse com o seu trabalho e, em 28 de outubro, a empresa começou a produzir no campo de Tupi, que pode conter o equivalente a 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo.



A decisão do Brasil de abraçar a exploração em águas profundas é resultado de uma história de escassez. O Brasil foi por muito tempo um forte importador de petróleo. As importações eram um ralo nas contas do país e alarmaram os governo militares que comandaram o Brasil na década de 70 e início dos anos 80.

O fraco potencial de petróleo em terra do Brasil não deu outra chance aos governantes do que serem criativos, diz Jeremy Martin, diretor do programa de energia do Instituto das Américas, da Universidade da Califórnia em San Diego. “Eles tornaram a sua bacia atlântica o maior laboratório de pesquisa e desenvolvimento offshore do mundo.

Enquanto engenheiros da Petrobras lidam com perfurações cada vez mais profundas, eles batem em obstáculos, alguns deles fatais. Em 2001, a P-36, então maior plataforma marítima, pegou fogo e afundou a 130 km da costa, matando 11 pessoas. Mas a Petrobras se movimentou para descobrir enormes reservas abaixo das camadas de sal nas profundezas do mar e começou a explorá-las.

A produção total de petróleo do Brasil foi de 2,5 milhões de barris diários no ano passado suficiente para atender a todas as necessidades do país , em comparação com os 263.900 barris em 1980. A grande história desta nova década, diz Martin, “é o Brasil ter passado de uma posição coadjuvante para o topo da lista das potências petrolíferas da América Latina.

Fonte: The Wall Street Journal via Plano Brasil

América Latina e a crise mundial prolongada

Mestre Edu

América Latina deve se preparar para crise mundial prolongada


Com prognósticos compartilhados com relação ao fato de estarmos transitando em meio a "uma crise mundial prolongada" e advertência sobre o fato de que a "América Latina tem uma grande oportunidade", mas ficará em uma situação de "tremenda vulnerabilidade" se não tomar as precauções necessárias a tempo, terminou quinta-feira o seminário sobre o projeto Banco do Sul, convocado pela presidência da República do Paraguai.

Pedro Páez, ex-ministro coordenador de Políticas Econômicas do Equador, e Felisa Miceli, ex-ministra de Economia de Néstor Kirchner, foram os encarregados, respectivamente, do primeiro e último discurso da jornada. "Passaram-se seis anos desde que foram assinados os primeiros acordos para o Banco do Sul e, apesar de que ele já ter a sua ata fundacional, a sua capital e sua sede definidas e a colocação em funcionamento do Conselho de Administração, ele ainda não consegue ser uma realidade. Sem a pressão e o acompanhamento da sociedade, é impossível que os governos realizem esses projetos", destacou Miceli, responsável ainda do Centro de Estudos e Monitoramento de Políticas Públicas da Universidade das Mães da Praça de Maio.

A necessidade da participação dos movimentos sociais na defesa e na implementação de projetos como o Banco do Sul foi um dos eixos das intervenções da tarde no encontro de Assunção. Sua instalação como novo ator político na crise do neoliberalismo, como resposta a necessidades não satisfeitas pelo mercado, foi mencionada em várias intervenções.

Desempregados, comunidades aborígenes, agricultores, operários de empresas recuperadas, grupos microempreendedores e outras formas de organização social com experiências diversas e o papel que lhes cabe em uma nova construção política foram algumas das questões de debate entre os acadêmicos, profissionais e funcionários que participaram desse fórum.

Páez, um dos articuladores e projetista da proposta do Banco do Sul, traçou um quadro cru da crise mundial e de seu provável prolongamento e desenlace. "Não é uma crise financeira que se torna uma crise econômica. Também não é uma crise por corrupção de alguns banqueiros, nem produtos do ciclo endógeno de autodepuração do sistema: é uma crise do regime de acumulação, dos eixos fundamentais da economia atual, dos critérios de rentabilidade e de eficiência. Não é apenas uma crise das políticas neoliberais", assinalou o economista equatoriano, colaborador próximo do presidente do seu país, Rafael Correa.

Em seu diagnóstico, Páez deixou claro que as condições estão dadas para que haja impactos sobre a economia mundial mais graves do que os acontecidos em 2008. "Está desatada uma disputa pela hegemonia, na qual o eixo anglo-saxônico (Estados Unidos e Grã-Bretanha, defensores do dólar como moeda forte) está ferido de morte e, como não pode se recuperar, fará todo o possível para que os demais fiquem piores do que ele", assinalou. Ele defendeu que "o ataque especulativo lançado contra a Europa (e à sua moeda, o euro) entre maio e junho" foi uma demonstração dessa disputa. Ataque do qual resultaram, como resposta para defender o euro, as políticas de ajuste na Grécia, na Espanha, na França e agora na Irlanda.

O economista equatoriano também prognosticou novas bolhas financeiras produzidas pelas apostas especulativas que continuam sendo o fato dominante do sistema financeiro. "Das hipotecas subprime (sobre dívidas de propriedade de alto risco de inadimplência) passou, nos Estados Unidos, às prime e às dívidas soberanas (de países). A superacumulação de capital pela alta concentração continua buscando opções de rentabilidade das bolhas especulativas", assinalou Páez.

Felisa Miceli concordou no diagnóstico. "Quem está por trás das compras de hipotecas?", perguntou-se, para responder imediatamente: "As megacorporações emparentadas aos fundos de investimento. A crise tornou-se em uma maior concentração de recursos, que essa elite empresarial vai continuar derivando ao mercado financeiro. O aparecimento de bolhas financeiras vai ser recorrente. Um cenário muito escuro nos espera".

Ambos coincidiram na imperiosa necessidade de uma nova arquitetura financeira para a região, que permita blindar as economias latino-americanas e promova a integração. "O primeiro instrumento é o Banco do Sul, que não há razões para que não esteja funcionando", apontou Miceli.

Páez afirmou que uma nova arquitetura financeira, com um banco de desenvolvimento regional como primeiro passo, não é suficiente para libertar a região das consequências da crise, mas é uma condição "necessária" frente ao atual marco internacional. Lembrou também a proposta de um sistema de compensação de pagamentos recíprocos que liberte a região da dependência do dólar, mediante uma moeda comum "que não reproduza os defeitos do euro".

Mediante essa moeda, disse, deveria se fixar o valor dos produtos que socialmente se considere benéfico amparar. "Os preços internacionais de hoje não são os corretos, estão distorcidos pela especulação e os subsídios. Qual é o sinal que pode receber um produtor latino-americano para orientar sua produção a partir dessas cotizações? Ele pode tomar decisões de produção eficientes? Em favor do interesse de quem? Assuntos tão delicados como a produção de alimentos ficam subordinados aos vai-véns especulativos. É uma situação tremendamente frágil e implica em uma alta vulnerabilidade para nossas economias se permanecermos atados a ela", expôs o economista equatoriano.

A proposta do Banco do Sul fixa como objetivos a soberania alimentar, energética e de saúde, como áreas prioritárias para financiar e sobre as quais construir um novo modelo de desenvolvimento. Mas Felisa Miceli acrescentou que a América Latina deve assumir "um duplo desafio de integração, entre países desiguais, mas também atendendo as assimetrias internas". Ela assinalou o conflito de países como a Argentina, que, pelo Mercosul, deve atender as assimetrias com o Paraguai e o Uruguai, mas, quando o propõe, recebe a reclamação das províncias do Norte com situações sociais semelhantes às dos países vizinhos. "Se não conseguirmos gerar espaços complementares, é difícil que a soberania seja vista em termos concretos", advertiu

Fonte: Carta Maior

Conflitos mundiais

Mestre EDU
ma hora e meia antes


Há poucos dias, alguns tiros de artilharia da Coreia do Norte provocaram a morte de quatro pessoas numa ilha da Coreia do Sul.

Hoje, graças às revelações de Wikileaks, a notícia já pertence à História. Mas este é outro assunto.
Voltamos ao passado.

Segundo os media internacionais, de repente o regime de Pyongyang teria aberto o fogo contra a ilha de Yeonpyeong, no dia 23 de Novembro.

Porquê? Porque sim, não sabiam como matar o tempo então decidiram matar alguns Sul.Coreanos.
Esquisito.

O bombardeamento ocorreu às 14:34, hora da Coreia.
O que tinha acontecido antes?

Hoje encontrei a resposta.

Cerca de 70.000 soldados sul-coreanos tinham sido mobilizados para exercitações ao largo da fronteira marítima entre o Norte e o Sul, num território disputado. A Coreia do Sul agora admite ter disparado alguns tiros nas águas que a Coreia do Norte considera seu território.

Isso aconteceu às 01:00, uma hora e meia antes da resposta do Norte.
Um pormenor que os media esqueceram.

Esta exercitação deve continuar até 30 de Novembro e prevê uma simulação de invasão.
Contra quem? Adivinhem.

Embora oficialmente os EUA neguem ter sido envolvidos, a CNN de 23 de Novembro informou que "algumas forças dos EUA ajudaram a Coreia do Sul num exercício de treino militar". E esta não é uma novidade: em Julho passado, os dois Países realizaram exercitações combinadas nas mesmas águas ao largo da costa oeste da península coreana. As operações incluíam 200 aviões e 20 navios, entre os quais a porta-aviões nuclear USS George Washington.

Li Jie, um pesquisador da Academia da Marinha chinesa, escreveu no dia 12 de Julho no China Daily:
Uma exercitação junta com a ROK [Coreia do Sul, NDT ] nas águas ao largo das suas principais bases militares na Ásia, pode ajudar os EUA a alcançar vários objectivos estratégicos na região Ásia-Pacífico.
Em primeiro lugar o exercício, pode ajudar os EUA a manter alta a pressão contra o que define como regime inquieto, a RPDC [Coreia do Norte, NST].
Também pode ser uma indicação explícita da posição dos Estados Unidos, única super-potência do mundo, em caso de conflito: proteger a República da Coreia e o Japão.
Além disso, um deliberado exercício militar no Mar Amarelo também vai ajudar os Estados Unidos para colectar informações geográficas e militares sobre alguns Países asiáticos.
Tudo isso não justifica a reacção da Coreia do Norte.
Mas os novos factos podem sugerir que os golpes de artilharia de Pyongyang afinal não foram nada de inesperado por parte sul-coreana ou americana.

Afinal, disparar em águas disputadas com um regime militar "nervoso", é meio caminho andado para obter as primeiras páginas dos jornais e manter elevada a pressão.



Fonte: Workers