quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Marte vida inteligente et?

Mestre Edu
Marte - Fotos Comprovam Suposta Vida Inteligente

Introdução:

A imaginação humana em relação a Marte sempre foi fértil. Por alguma razão, Marte foi tema de numerosas histórias e livros de ficção. Que tipos de paisagens existem ali? Que formas de vida habitariam esse planeta (homens, plantas e animais)? Serão estas formas de vida suficientemente inteligentes e evoluídas para nos contatarem? Há mais de 100 anos as ficções científicas mostram o homem explorando Marte. Também mostram invasões de estranhos homens verdes vindos do planeta vermelho atacando e conquistando a Terra.

O interessante é que hoje, mais do que nunca, a polêmica sobre a vida em Marte está tomando novos rumos. Fotos tiradas das sondas americanas estão revelando imagens insólitas, difíceis de ser explicadas pelos céticos. Como por exemplo o famoso "rosto marciano". Há mais de 30 anos, foi divulgada uma controvertida, e depois muito famosa, foto tirada pela Nasa do que foi batizado como rosto, ou esfinge, marciano. O rosto marciano foi fotografado em 1976 pela sonda norte-americana Viking, quando esta sobrevoava a superfície da área denominada Cydonia, em Marte. Na época, a Nasa disse que era apenas um simplório truque de "luz e sombras", amparado pelo "fato" de que uma segunda foto, tirada "duas horas depois", não revelava esse rosto.Nas décadas passadas, fotos eram tiradas a cerca de 20 mil quilômetros de altura da superfície marciana, e isso era a "grande prova" da não existência de vida, principalmente inteligente, em Marte. Sobre isso, diz o VM Samael:"O foguete que fotografou Marte não é uma maravilha da ciência. As péssimas fotografias tiradas 17 mil quilômetros de distância não podem assegurar se existe ou não vida em Marte. Resulta estúpido deduzir de uma péssima fotografia a realidade vital sobre o planeta Marte.

As inumeráveis crateras de Marte não significam que este seja um mundo morto como a Lua. Se fotografasse a Terra a uma distância de 17 mil quilômetros, é lógico que a fotografia seria similar às que se obtiveram em Marte. Então, veríamos, em ditas fotografias, algo brumoso, cheio de inumeráveis crateras. Nenhuma fotografia de tipo cósmico pode nos informar o oxigênio que haja ou não haja em determinado planeta. Mesmo que os senhores se sintam muito molestos e lancem contra nós toda sua baba difamatória, a realidade é que, em distintos lugares da Terra já existem grupos seletos de pessoas que estão em direto contato com os habitantes de Marte, Mercúrio, Vênus etc."Até aqui, as palavras do Mestre Samael.

Observe e estude detidamente as fotos tiradas pelas sondas americanas que estiveram ou ainda se encontram ao redor ou no solo marciano.E tire suas próprias conclusões.

As famosas pirâmides gigantescas de Cydoni

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Gigantesca torre em Marte


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Complexa formação de gigantescos paredões


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Objeto movendo-se dentro de um túnela altíssima velocidade

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Ufo fotografado pela Sonda Phobos, com 30 kmde comprimento e 1,5 km

Fonte: Ets e Ovnis

Guerra das Coreias pode ocorrer

Mestre Edu
Coréias Prontas para a Guerra! Força Aérea Americana em alerta!


O Exército norte-coreano emitiu neste domingo (19) um alerta para sua artilharia ao longo da costa oeste antecipando uma possível reação frente ao exercício militar anunciado pela Coreia do Sul para ocorrer até terça-feira, segundo a agência de notícias Yonhap informou, citando uma fonte do governo.

O anúncio da movimentação aumenta as tensões na península coreana, horas antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para tentar acalmar a situação. O encontro deve ocorrer às 14h (horário de Brasília), em Nova York.

Ambos os lados dizem que usarão a força militar para defender o que dizem ser seu território na costa oeste. A China e a Rússia já pediram para os vizinhos evitarem ações que inflamassem as tensões. Washington apoiou a iniciativa de Seul de continuar com o plano de treino militar na ilha de Yeonpyeong, bombardeada em novembro pelo Exército do Norte. O ataque deixou quatro sul-coreanos mortos. O mau tempo atrasou até agora o início do treino militar.

Fonte: Globo.com

COMANDO DA FORÇA AÉREA DOS EUA EMITEM ALERTA GLOBAL
Todo o pessoal da ativa servindo com a Força Aérea Comando Global Strike estão em alerta especial a partir de 18 de dezembro.

Air Strike Force Global Command é responsável pela implantação estratégica de longo alcance, incluindo bombardeiros B-52 e B-2 bombardeiros. Acredita-se que 30 B-52 e 11 bombardeiros B-2 estão estacionados na base da Força Aérea na ilha de Guam.

A USAF 36 Wing seria usado como a principal força de bombardeiros, em advento de uma guerra na Península Coreana. A operação de rádio amador conhecido como Sky Watchers vem apresentando um aumento substancial do tráfego aéreo na base da Força Aérea de Anderson desde 15 de dezembro.

Bombardeiros estratégicos implantado a partir de Guam teria encontro com caças da 5 ª Força Aérea estacionadas no Japão antes de entrar numa área de combate, como a Coréia do Norte.

A missão do Comando da Força Aérea de Ataque Global é "Desenvolver e fornecer as forças de combate, prontos para a dissuasão nuclear e as operações de ataque global-Safe-Secure credível para apoiar o presidente dos Estados Unidos e comandantes combatentes.


Fonte: Scarleth Whore

EDITORIAL SEMPRE GUERRA: Recebemos relatos de alertas emitidas em toda a Ásia, inclusive do Comando da Força Aérea Norte Americana. Vários blogs e sites gringos tem postado este alerta acima, os jornais e a mídia convencional tem buscado mais informações à respeito com Fontes oficiais para publicar este mesmo alerta.

Apesar do alerta ser sensacional, para quem viveu a Geração da Guerra Fria, pode se lembrar que este tipo de Alerta era muito utilizado e muitas vezes não se passava de "Alerta."

É o que podemos vericar agora, a Ásia inteira em Alerta até o extremo, para tentar inibir o inimigo. Apesar disto, ainda estamos a uma certa distância de um conflito militar.

Israel atacara o Libano a qualquer momento

Mestre Edu

Israel


Israel mobiliza frotas militares para a fronteira com o Líbano, a Guerra pode começar a qualquer momento!

As Forças de Defesa Israelenses (IDF), composto de duas unidades de combate - a Nahal Brigada de Infantaria e da Brigada 401 - tiveram treinamentos colaborativos nas Colinas de Golã, na fronteira com o Líbano, disse Enav Shalev, comandante da Brigada 401 .

Israel ocupou as estratégicas Colinas de Golã da Síria durante a Guerra dos Seis Dias em 1967.

"Eu não menosprezo a situação na Faixa de Gaza, mas o Líbano é uma história diferente", disse ele.

A semana de treinamento, que terminou na quinta-feira, reuniu milhares de soldados e centenas de veículos blindados com mísseis anti-tanque simulado, foguetes e morteiros, segundo a agência Ynetnews nesta última sexta-feira.

O anúncio dos treinamentos veio após o exército libanês, sob um alerta a partir do movimento de resistência do Hezbollah, descobriu e desmantelou dispositivos de espionagem israelense na quarta-feira.

Dois dispositivos de espionagem foram encontrados, um na Serra Barouk, a leste da capital libanesa, Beirute, e outra no Monte Sannine, a nordeste da capital.

No início deste mês, foram detonadas remotamente dois dos seus dispositivos de espionagem dos militares israelenses, depois que foram descobertos pelo Hezbollah em Wadi al-Qaysiyya perto da cidade costeira de Tiro.

De acordo com Shalev, as tropas são essencialmente preparadas para um confronto com o Hezbollah.

Fonte: Press TV

ATUALIZAÇÕES DA ÁSIA:

China e Rússia pediram o cancelamento dos exercícios militares da Coréia do Sul. Os exercícios militares na ilha fronteiriça com a Coréia do Norte, já bombardeado no mês passado, tinha data prevista para se iniciar neste sábado, porém, foi adiado para segunda-feira devido ao mal tempo.

Fonte: Yonhap News

Um pescador Chinês morto em Confronto com
a Marinha Sul Coreana:
O confronto teria acontecido quando a guarda costeira tentou impedir que embarcações chinesas pescassem ilegalmente no largo da costa oeste sul-coreana.

Um vídeo filmado pela guarda costeira mostra agentes de combate com os pescadores empunhando barras de metal.

Quatro oficiais da guarda costeira foram feridos, segundo os relatórios.

Cerca de 50 barcos de pesca chineses estavam em águas ao largo da cidade sul-coreana de Gunsan no momento do choque, segundo o porta-voz da guarda costeira Kwan Ji-tae, de acordo com a Associated Press.

Sr. Ji disse que um dos barcos atingiu intencionalmente o navio patrulha para tentar permitir que os outros navegassem de volta em suas águas - mas o barco afundou após o impacto.

Pelo menos oito homens foram resgatados do mar, mas um morreu mais tarde.

Fonte: BBC News

Rússia convoca reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU:
A Rússia convoca este sábado uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para examinar a situação criada na península da Coreia. A informação foi divulgada pela missão permanente da Federação Russa junto às Nações Unidas. Como se supõe, o encontro vai se realizar depois do meio-dia, hora de Nova York.

Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ARGENTINA NOVOS AVISTAMENTOS

Mestre Edu

Merlo


Como resultado dos encontros frequentes com objetos não identificados nas Serras de Comechingones, o Planetário da cidade organizou uma série de palestras sobre o tema. O último avistamento ocorreu em outubro.

A noite de 30 de março deste ano, surpreendeu e alarmou muitos moradores das aldeias localizadas no sopé oeste das Serras de Comechingones, que telefonaram para o Planetário da Vila de Merlo informando o movimento ziguezagueante de leste para oeste de um OVNI triangular, com luzes esbranquiçadas nos ângulos, que se perdeu de vista em direção ao oeste.

Sete meses depois, em outubro, uma das principais imobiliárias de Merlo tornou pública, através de uma mídia local, a foto de uma propriedade à venda, vizinha à montanha, que ampliada mostrava a imagem de um objeto voador não identificado.

Estes não são os únicos avistamentos na área, por isso, o Planetário da cidade organizou uma série de palestras sobre o tema.

O comunicado divulgado pelo Observatório diz que, como resultado dos avistamentos frequentes de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) nas Serras de Comechingones, realizará nos próximos dias, palestras sobre esse fenômeno.

Sem dúvida, o Planetário não é a única organização interessada no tema, já que vários pesquisadores e ufólogos de diferentes regiões do país se mobilizaram para estudar de perto os relatos. Entre eles está a conhecida organização " Patagônia Ovni".

"À luz dos acontecimentos que, sem dúvida, são um mistério, mas rejeitando categoricamente que os avistamentos sejam naves alienígenas, o Planetário Merlino aborda a questão do ponto de vista científico, em uma série de palestras que acontecerão ao longo dos próximos dias ", disse Martín Fernández, assessor de imprensa da instituição.




Fonte: El Diário de la República

NOVAS ROCHAS DESCOBERTAS

Edu O MESTRE





Uma equipe de pesquisadores do Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME) descobriu na caverna do Soplao, no norte da Espanha, bactérias fossilizadas únicas no mundo que viveram há um milhão de anos.

Segundo o pesquisador do IGME Rafael Lozano, as "rochas biológicas" se formaram há mais de um milhão de anos em um rio subterrâneo hoje praticamente inativo e são constituídas principalmente por óxidos de manganês e não pelo habitual carbonato cálcico.


Fonte: Folha.com

CHIP DO FUTURO

Mestre EDU


Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/12/2010

Chip do futuro é assado em forno de micro-ondas
As nanopartículas se organizam sozinhas para formar os moldes, que depois são preenchidos com os materiais com que serão feitos os circuitos eletrônicos.[Imagem: Zhang et al./ACS Nano]

Automontagem

Graças a um prosaico forno de micro-ondas, um processo fundamental da nanotecnologia, chamado automontagem, poderá no futuro substituir o processo de litografia, com que são construídos os chips de hoje.

A automontagem acontece quando as próprias moléculas se organizam para formar estruturas maiores ou se organizam em padrões bem definidos.

É como se os ingredientes se juntassem sozinhos para formar o bolo de uma receita nanotecnológica.

Recentemente, pesquisadores do MIT demonstraram que a automontagem é capaz de formar todos os sete desenhos básicos considerados essenciais para a fabricação de circuitos eletrônicos - veja Automontagem molecular: vêm aí os chips que se constroem sozinhos.

Jillian Buriak e seus colegas da Universidade de Alberta, no Canadá, estavam trabalhando na mesma linha, quando alguém se cansou dos fracos resultados obtidos com o forno convectivo utilizado na pesquisa e resolveu enfiar tudo em um micro-ondas.

O resultado foi que as nanopartículas se organizaram em padrões regulares de forma extremamente rápida - reduzindo o tempo de processamento da receita nanotecnológica de dias para menos de um minuto.

Processador no micro-ondas

O tempo de processamento é muito importante para que o processo de automontagem possa ser adotado na indústria de semicondutores - da mesma forma que no mundo da culinária ninguém se interessaria por um bolo que demorasse dois dias para assar.

Chip do futuro é assado em forno de micro-ondas
As nanopartículas se organizaram em padrões regulares de forma extremamente rápida - reduzindo o tempo de processamento da receita nanotecnológica de dias para menos de um minuto. [Imagem: Zhang et al./ACS Nano]

A técnica, que utiliza copolímeros de bloco, primeiro força os nanomateriais a criarem os moldes e, a seguir, preenche os moldes com o material desejado. Isto produz componentes muito menores do que é possível com fotolitografia.

Mas o tempo necessário para que as moléculas se organizassem sozinhas para formar o molde era considerado longo demais pela indústria - especialistas da estipularam para os cientistas uma meta de 4 minutos para o processo, um tempo no qual o uso da técnica em escala industrial começa a ser factível.

Os cientistas canadenses superaram muito a meta, ficando abaixo de um minuto.

"Este é um dos primeiros exemplos do processo de automontagem sendo usado para resolver um problema do mundo real para a indústria de semicondutores," diz Buriak. "Nós já temos o processo. O próximo passo é usá-lo para construir componentes úteis."

Usos da automontagem

A pesquisa já havia rendido outros frutos quando, em 2009, um primórdio desse método permitiu a construção de células solares orgânicas mais eficientes.

Em seu caminho em busca de dominar o processo de fabricação de equipamentos nanoeletrônicos, a automontagem está mais avançada no campo dos discos rígidos, das memórias e das telas LCD.

Pilulas Roboticas

mestre Edu Dallarte

Robóticas




por Paolo Dario e Arianna Menciassi


Uma viagem pelo corpo humano não é mais mera fantasia. Pequenos aparelhos logo poderão realizar cirurgias, administrar medicamentos e ajudar no diagnóstico de doenças.

O filme VIAGEM FANTÁSTICA, a história de uma equipe de médicos miniaturizados percorrendo vasos sanguíneos para fazer operações salvadoras no cérebro de seus pacientes, era pura ficção científica quando foi lançado em 1966.

Quando Hollywood o refilmou em 1985, como a comédia Viagem insólita, engenheiros do mundo real já haviam começado a construção de protótipos de robôs do tamanho de pílulas para viajar pelo trato gastrointestinal de um paciente em substituição do exame médico tradicional.

As primeiras câmaras em cápsulas começaram a ser usadas em 2000, e desde então os médicos as têm utilizado para obter imagens de locais como as dobras internas do intestino delgado, difíceis de alcançar sem cirurgia.

Um aspecto importante de Viagem fantástica que se manteve como fantasia é a noção de que essas pílulas pudessem manobrar sozinhas, nadando em direção a um tumor para fazer uma biópsia, verificando uma inflamação intestinal ou mesmo administrando tratamento para uma úlcera.

Nos últimos anos, no entanto, os pesquisadores fizeram progressos no sentido de converter os elementos básicos de uma câmara encapsulada passiva em um robô ativo em miniatura. Protótipos avançados, hoje testados em animais, têm pernas, propulsores, lentes sofisticadas e sistemas de controle sem fio.

Em breve, esses pequenos robôs poderão estar prontos para os testes clínicos. Neste momento, avaliam-se os limites da robótica miniaturizada.

O trato digestivo é a fronteira inicial. A primeira câmara em pílula sem fio, a M2A, lançada em 1999 pela companhia israelense Given Imaging, e modelos subsequentes demonstraram a utilidade do exame do sistema gastrointestinal com um aparelho sem fio.

Essa prática, conhecida como cápsula endoscópica, é agora de forma rotineira usada na medicina. Infelizmente, a falta de controle humano dessas câmaras leva a uma alta taxa de falsos negativos – elas não captam áreas problemáticas, o que é inaceitável para uma ferramenta de diagnóstico.

Se o propósito de observar o interior do corpo é procurar doenças ou analisar mais de perto uma suspeita de problema, um médico quer acima de tudo parar a câmara e manobrá-la para inspecionar uma região que lhe interesse.

Transformar uma cápsula passiva em um aparelho mais confiável para um exame gastrointestinal requer a adição de apêndices móveis, ou atuadores, para impulsioná-la pelo corpo ou atuar como ferramentas para manipular os tecidos.

A operação dessas partes móveis exige uma transmissão veloz e sem fi o de imagens e instruções. As pílulas devem se tornar pequenos robôs capazes de responder rapidamente às ordens do técnico.

Todos esses componentes precisam de energia suficiente para completar suas tarefas durante uma jornada que pode levar até 12 horas. E tudo isso deve caber em um recipiente de 2 cm3 que um paciente possa engolir.

No mesmo ano em que a M2A estreou, o Intelligent Microsystem Center (IMC), em Seul, na Coreia do Sul, iniciou um projeto de dez anos para desenvolver uma nova geração de cápsulas endoscópicas com características avançadas.

Essas pílulas robóticas teriam sensores integrados e uma fonte de luz para imagens, além de mecanismos para administrar medicamentos e fazer biópsias.

E teriam a capacidade de se mover, sob o controle remoto de um endoscopista. Desde 2000, mais empresas e grupos de pesquisa entraram nesse campo. Por exemplo, 18 equipes européias formaram um consórcio com a IMC para desenvolver robôs capsulados para detecção e tratamento do câncer.

Nosso grupo da Scuola Superiore Sant’Anna, em Pisa, na Itália, com a orientação e supervisão médica de Marc O. Schurr, da empresa Novineon, Tübingen, na Alemanha, ficou com a coordenação técnica e científica do projeto, chamado Vector, de uma cápsula endoscópica versátil para o reconhecimento e tratamento de tumores gastrointestinais.

Esses grupos acadêmicos e industriais trouxeram muitas idéias inovadoras. Propuseram várias soluções: como controlar o movimento de aparatos em cápsulas dentro do corpo. A maior parte deles usa uma entre duas abordagens fundamentais.

A primeira implica o direcionamento do movimento da pílula com atuadores integrados – partes móveis como pás, pernas, propulsores ou apêndices similares integrados ao seu revestimento e capazes de ser usados no interior do trato digestivo.

Os atuadores, movidos por motores em miniatura, são normalmente utilizados para direcionar os movimentos da cápsula, mas em alguns desenhos pernas também podem mover o tecido ao redor da cápsula, para visualizar melhor alguma coisa ou ajudá-la a passar por uma região mais estreita do intestino.

A maioria dos mecanismos motores e atuadores, como engrenagens, é muito grande se comparada ao volume total de uma cápsula, o que torna a incorporação de outras partes essenciais – o sensor de imagens ou um módulo terapêutico como uma ferramenta de biópsia – desafiadora.

Além disso, para distender o tecido uma cápsula precisa exercer uma força significativa – equivalente a 10 ou 20 vezes o seu peso.

O esforço requer um trabalho maior dos motores, o que consome muita energia aproximadamente meio watt). Essa drenagem pressiona a capacidade da bateria, e limita o tempo de operação desses aparelhos.

Para economizar a bateria, a melhor saída pode ser o uso dos atuadores apenas para propulsão e outras formas de afastar os tecidos.

Fazer um paciente ingerir meio litro de líquido antes de engolir uma cápsula, por exemplo, deixaria o estômago distendido por até 20 minutos antes que o fluido descesse para o intestino delgado. Nesse tempo, a pílula poderia examinar a estrutura do órgão.

Apesar de o uso de ímãs na orientação de uma cápsula endoscópica ser simples, o controle preciso com eles é muito difícil.

Os campos magnéticos perdem força com a distância e a geometria irregular do intestino. Mudanças bruscas na força do campo podem fazer a cápsula desorientar-se ou que se perca totalmente o controle sobre ela.

Na prática, essa instabilidade pode fazer o operador perder contato irreversivelmente. É possível compensar com a adição de mais ímãs, que dariam maior controle e estabilidade, mas para isso seria necessária uma complexa configuração das bobinas magnéticas.


HÍBRIDOS SOB MEDIDA


À LUZ DAS LIMITAÇÕES DAS ABORDAGENS interna e externa do controle dos movimentos da cápsula, acreditamos ser necessária uma combinação desses dois métodos para encontrar uma solução confortável para o paciente que ofereça um diagnóstico confiável.

A locomoção por meio do magnetismo é adequada para dar um direcionamento geral dentro do intestino; atuadores em formato de pernas são úteis para mudar de posição ou manobrar para obter uma visão melhor.



Nosso grupo de pesquisa desenhou uma dessas cápsulas híbridas com quatro pernas motorizadas e a testou em um porco, cujos intestinos têm as mesmas dimensões dos humanos. As pernas ficam fechadas enquanto a cápsula está sendo ingerida e durante a maior parte de seu trajeto pelo trato digestivo.

Um gerador de campo magnético externo, próximo ao abdome, guia a cápsula adiante. Quando chega a um segmento mais estreito do intestino, ela afasta o tecido ao redor usando suas pernas, que a movem para a frente pela abertura criada.

Na maioria da área dos intestinos grosso e delgado, um sistema híbrido de delocamento daria aos médicos os controles de que eles necessitam para uma inspeção visual pormenorizada. Diferentes situações demandam soluções inovadoras.

O projeto Vector, por exemplo, desenvolveu três conceitos de cápsulas apenas para o intestino delgado: a primeira é uma pílula com câmara passiva para a visualização normal; a segunda, uma cápsula diagnóstica com locomoção ativa e imagem espectroscópica que pode detectar anormalidades sob a superfície do tecido.

O mesmo sensor espectroscópico é incorporado na terceira cápsula planejada pelo Vector, que traria também uma ferramenta de biópsia capaz de retirar uma amostra de tecido e guardá-la dentro da cápsula para ser retirada posteriormente.

A capacidade de fazer biópsias e outras ações terapêuticas mais complexas como procedimentos cirúrgicos tornaria os robôs endoscópicos ferramentas médicas ainda mais poderosas.

Mas problemas críticos como o suprimento de energia, restrições de espaço e limite de força tornam ações terapêuticas mais ambiciosas que requeiram movimentos complexos e atuadores múltiplos impossíveis de conseguir com uma única pílula de 2 cm3.

Por essas razões, estamos trabalhando em um conceito avançado: robôs-cirurgiões que se configuram dentro do corpo. Deve funcionar assim: o paciente beberia um fluido para distender seu estômago e engoliria de 10 a 15 pílulas. Cada uma seria um componente miniaturizado com ímãs nas extremidades. Uma vez dentro do estômago, os pedaços se montariam rapidamente na configuração desejada e o cirurgião usaria o robô recém-armado como uma ferramenta remotamente controlada que possa operar sem a necessidade de fazer uma única incisão do lado de fora do corpo.

Componentes robóticos miniaturizados podem eventualmente ser usados por todo o corpo para vários propósitos.

Sistemas de orientação e sensores de câmaras desenvolvidos para as cápsulas endoscópicas já estão influenciando as tecnologias biomédicas relacionadas, como as versões mais novas das ferramentas tradicionais para endoscopias e laparoscopias.

Além do uso medicinal, essas tecnologias são parte de uma ampla tendência de robótica miniaturizada e remotamente controlada.

Robôs em cápsulas sem dúvida terão influência nas máquinas robotizadas no mundo lá fora.


Fonte: Scientific American