quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O fim da ditadura atemoriza Israel

mestre edu

O final da ditadura egípcia atemoriza Israel

http://ivarfjeld.files.wordpress.com/2010/11/netanyahu-peres.jpg

Tel Aviv observa com preocupação como a população egípcia está a ponto de derrubar seu principal aliado regional.

Durante mais de 20 anos, Israel não teve que preocupar-se com seus vizinhos do sul. Depois dos Acordos de Camp David de 1978, nos quais Tel Aviv firmou a paz com o Cairo, os egípcios tornaram-se seu melhor aliado regional, um país que, ao invés de ameaçar-lhe, lhe ajudava a enfrentar grupos armados como o Hamas ou o Hezbolah com um ímpeto impensável em qualquer outro país árabe.

Não só compartilhavam Inteligência ou concordavam em permitir que barcos israelenses patrulhassem o canal de Suez: fecharam a faixa de Gaza do lado egípcio, seguindo as instruções do Estado hebreu e condenando assim a população de Gaza à miséria, boicotando qualquer tentativa de reconstrução. Inclusive, instalaram um muro subterrâneo de aço para tentar impedir – sem êxito – que os palestinos se abastecessem mediante o contrabando dos túneis.

Hosni Mubarak e seu atual vice-presidente, o chefe de espiões Omar Suleiman, se converteram no melhor sócio que podiam imaginar. Daí o pânico dramático que invade hoje aos israelenses enquanto assistem às últimas horas de seu único aliado regional junto à Jordânia.

Para Israel, Egito é o maior sócio estratégico depois dos Estados Unidos. O país tem contado com Mubarak para isolar ao Hamas, o movimento islâmico no poder na Faixa de Gaza, boicotado pela comunidade internacional e abandonado pelos árabes após ganhar as eleições de 2006; também para prender aos militantes do Hezbolah que tratavam de atuar desde o território egípcio. Tem sido o melhor aliado na particular batalha israelense contra a Síria e o Irã: o Cairo disputa com Riad (cidade da Arábia Saudita) a liderança sunita regional, e como tal está em desacordo com os xiitas no poder daqueles dois países. E há décadas tem sido usado para financiar a liquidação dos islâmicos que atentaram contra turistas, que mataram ao anterior presidente, Anuar al Sadat, precisamente por firmar a paz com Israel e que rechaçam sobre todas as coisas ao Estado hebreu.

O Egito havia se consagrado como um baluarte imprescindível em meio a um entorno hostil. Por isso Israel tenha muito a perder nesta primavera árabe que tanto entusiasma a meio mundo. “De pronto, Israel se vê na posição mais perigosa que já esteve desde 1948 (data da criação de seu Estado)”, explica ao Periodismo Humano Nicholas Noe, diretor do serviço de traduções árabes Mideastwire e autor do livro A voz do Hezbolah. “Ao seu redor está florescendo uma série de atores não oficiais, de movimentos e de situações opostas à política de Israel e, inclusive, à sua mera existência”. A consequência do que ocorre no Egito é que Israel será menos segura e menos estável”.

Para minimizar este risco, no fim de semana passado Tel Aviv enviou cartas rapidamente ainda que de forma desesperada. Segundo o diário Haaretz, o Ministério de Assuntos Exteriores israelense pediu, no sábado passado, a seus embaixadores nos EUA, Canadá, China, Rússia e vários países europeus que pressionem às autoridades de seus respectivos países ressaltando a importância que tem para Israel manter o regime autocrático de Mubarak, mesmo que pese a seus 80 milhões de habitantes. O problema é que a população egípcia não atua em coordenação com o Ocidente: mas atua contra e apesar das políticas do Ocidente, que tem protegido a ditadores como Mubarak apesar das violações flagrantes dos Direitos Humanos que seus sistemas incorrem só para manter seus interesses.

“Não é só o Egito. Na Jordânia, os Irmãos Muçulmanos e os palestinos vão ganhar com esta situação, inclusive se não houver mudanças significativas Síria permanece estável e no Líbano está se formando um governo vinculado ao Hezbolah. De pronto, Israel está rodeado de agentes hostis. Muita coisa mudou desde a Conferência de Madrid, quando a maioria dos árabes foi favorável ao compromisso com Israel: 20 anos depois, a lógica mudou dramaticamente”.

O primeiro ministro, Benjamim Netanyahu, afirma seguir os acontecimentos no país dos faraós com “vigilância e preocupação”. O presidente Shimon Peres vai mais além, admitindo que “sempre tive e tenho um grande respeito pelo presidente Mubarak” e afirmando que “uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia”. Com suas palavras insinua que a revolução egípcia tem como último objetivo instaurar um regime islâmico ao estilo iraniano – uma ameaça escutada nestes dias –, mas a realidade é que os Irmãos Muçulmanos, sunitas, só têm se somado às manifestações de maneira particular e que tem delegado a Mohamed El Baradei, Prêmio Nobel da Paz 2005, pouco suspeito de radicais islâmicos, toda negociação com o regime. Tudo faz indicar que El Baradei será o homem que liderará a transição egípcia.

Os Irmãos Muçulmanos, de grande peso na classe baixa egípcia, emitiram ontem um comunicado para esclarecer sua postura a respeito. “Esta revolução não tem nada em comum com o Irã. Egito nunca será como Irã. Respeitamos todos os acordos de paz firmados com todos os países do mundo”, disseram em referência aos acordos de paz com Israel. Egito, junto com a Jordânia, são os dois únicos países árabes que têm relações com o Estado hebreu, uma vez que a Mauritânia anulou seus acordos diplomáticos no início da ofensiva de 2008 contra Gaza. “Esta revolução é dos egípcios, de toda idade e condição, não dos Irmãos Muçulmanos. Nossos membros tem se somado como indivíduos”, recordam desde a organização islâmica egípcia

“A experiência em revoluções diz que nunca sabes o que vai sair delas”, opina Alastair Crooke, diretor do think tank (organização que produz pesquisas) libanês Foro para a Resolução de Conflitos, encarregado de aproximar pontos de vista entre o Ocidente e o Oriente. “A do Egito não tem por quê ser a revolução iraniana”, acrescentou. “Mas, sem dúvida, faz que Israel se sinta isolado. É uma mudança sem precedentes que fará que já não se sinta seguro porque o entorno de governos aliados e pró-ocidentais está mudando”.

Crooke, mediador nos conflitos da Irlanda do Norte, África do Sul, Colômbia ou o do Oriente Próximo (1997-2003) e autor do livro Resistência: A essência da revolução islâmica, considera que os bombardeios israelenses contra Gaza em 2008 são um fator decisivo na hora de entender o mal estar dos protestos de rua egípcios. Mubarak não só não condenou a matança dos palestinos, mas fechou sua fronteira com a faixa durante toda a ofensiva, deixando passar com conta-gotas até mesmo aos médicos e impedindo que a população civil escapasse das bombas. “Os egípcios nunca aceitaram essa política. Aquelas imagens afetaram a todos os egípcios, salvo Mubarak. Isso é algo que terá que mudar tanto se permanecer o regime de Mubarak quanto se mudar: o novo governo terá que preocupar-se em resolver o impacto da Operação Chumbo Duro na população”.

É uma realidade que o povo egípcio não simpatiza com Israel, com quem travou quatro guerras desde a criação do Estado hebreu: em 1948, 1956, 1967 e 1973. Não podem mais que transitar pelos resorts turísticos do Sinai egípcio: em alguns deles os turistas israelenses não são admitidos. A isto soma-se que o mais provável líder de transição, Mohamed El Baradei, é observado com muito receio em Tel Aviv dado que, desde seu posto à frente da Organização Internacional para a Energia Atômica, denunciou com especial afinco a dupla medida internacional que levou a perseguir o Irã por suas pretensões nucleares e, ao mesmo tempo, nem sequer solicitava a Israel que seu programa atômico fosse supervisionado pelos inspetores de sua organização. Também foi contrário à invasão do Iraque.

Egito compartilha com Israel 250 quilômetros de fronteira em pleno deserto, que os agentes de Mubarak fecharam para impedir que a imigração africana afete a seu vizinho do norte. Além disso, seu Exército há anos concentra seus esforços em outras frentes: as milícias palestinas, especialmente em Gaza; as muito mais temíveis do Hezbolah na fronteira libanesa; Síria e Irã, seu mais sério inimigo.

Mas as preocupações de Israel não são só em matéria de segurança, se bem que estas são as mais importantes. Além disso, Israel importa 40% do gás natural que consome desde o Egito através da tubulação de gás Leste-Mediterrâneo, uma companhia israelense-egípcia. Ambos países firmaram em 2005 um contrato que mantém esta colaboração durante 20 anos. Ainda, os acordos de comércio bilaterais chegaram a mais de 500 milhões de dólares em 2010.

E isso não é o pior: se o contágio das manifestações a Jordânia terminar em eleições livres, os partidos islâmicos na oposição chegariam ao poder provavelmente desejosos de revisar as relações com o sócio israelense. E o monarca Abdallah II parece disposto a aceitar a qualquer coisa para garantir a sobrevivência da instituição.

Nenhuma mudança no Egito significa que os acordos de paz devem ser abolidos, nem que a revolução vai acabar com o status quo na Jordânia, enquanto outro está sendo exportado, mas o editorial do jornal Haaretz de ontem já solicitava ao Executivo israelense que mude a sua política para evitar ficar completamente isolado em uma região que lhe é hostil desde a sua fundação como Estado.

O jornal progressista indicava que Israel deve “preparar-se para uma nova ordem regional” e criticou Netanyahu por preferir “os tiranos que permanecem longos anos no poder” como “o mal menor”. Em vez de “refugiar-se no conhecido, no habitual onde ‘não tem ninguém com quem falar ou em quem confiar”, deve se adaptar a uma realidade em que os cidadãos dos Estados árabes, não apenas os tiranos, influenciam na trajetória de seus países”. Até o comentarista Sever Plock criticava, nas páginas do jornal direitista Yediot Ahronot, que “Israel é dominado pelo medo da democracia, não aqui mas em países vizinhos”, “apesar de nunca ter orado para os árabes se tornarem democracias neoliberais “.

02/02/2011

Mónica G. Prieto

Periodismo Humano

Fonte: Brasil de Fato

Frota de UFOS sobre a FRANÇA

Edu Dallarte
Frota de Ovnis sobre a França

Incrível, frota de Ovnis sobre a França, o Vídeo ao meu ver parece muito Real, não tenho dúvidas que seja Real, ocorreu dia 14/01/2011.


video

http://www.dailymotion.com/video/xgl9fp_ovnis-france-14-01-2011_news#from=embed&start=0

Explosão em Betelgeuse

edu dallarte
Comentario- Betelgeuse se encontra a 640 anos luz da terra
se o brilho da explosão dela for aparecer na terra em 2012 isto significa que ela explodiu em 1372

Teremos ou nao dois sóis em 2012?

http://3.bp.blogspot.com/_2ZD6_TiUY2g/TMUJhI7MSFI/AAAAAAAAAVg/Aa00PECEbxI/s1600/2suns.jpg

Varias profecias e teorias afirmam que sim, e agora até a alguns cientistas afirmam que sim, ou pelo menos foi a noticia que correu a imprensa internacional nos últimos dias. Mas estranho foi a notícia em si, vejamos a notícia que saiu um pouco por todo o globo, versão portuguesa:

Haverá dois sóis em 2012
A teoria percence a um cientista australiano

Uma segunda estrela pode aparecer no céu já em 2012, revelou Brad Carter, professor de Física da Universidade Southern Queensland, na Austrália.

Segundo o investigador, uma explosão dez milhões de vezes mais brilhante que o sol formar-se-á e aparecerá Betelgeuse – uma estrela em fim de ciclo devido ao fim do combustível no seu centro.

Brad Carter frisa que, com a explosão na nebulosa de Orion, «a terra receberá de imediato um intenso brilho durante um breve período de tempo, cerca de duas semanas, vindo a desvanecer-se posteriormente e podendo não ser visível em todos os pontos da terra». Outros investigadores, contudo, são adversos a esta teoria, defendendo que a explosão pode provocar um buraco negro a uma distância de 1.300 anos luz do nosso planeta…

…Brad Carter afirma que a presença desta nova estrela só irá beneficiar a Terra já que «fornecerá elementos necessários para a sobrevivência e continuidade da espécie animal». Após a explosão, a mistura dos componentes da nova estrela farão com que a noite na terra seja 99 por cento iluminada, tornando-se também em dia. TVI

Interessante, esta foi a versão que correu o mundo há uns dias atrás.

Agora vamos ver a opinião de outros cientistas:

Vários sites pela internet divulgaram que a estrela Betelgeuse logo irá virar uma supernova e, em 2012, irá brilhar em nosso céu como um segundo Sol.

No entanto, segundo cientistas, isso é completamente infundado.

De acordo com especialistas, a Betelgeuse está, sim, a caminho de se tornar uma supernova e isso deve acontecer logo – mas esse “logo” está em termos astronômicos, e pode acontecer daqui a um milhão de anos.

Ninguém tem certeza de quando a explosão irá acontecer realmente, mas mesmo que estejamos aqui para testemunhar, a supernova não apareceria no céu como um segundo Sol. Ela se aproximaria, no máximo, com o brilho de uma lua crescente. hyperscience

Bom! Há que chegar a um consenso, vai ou não haver dois sóis em 2012 ?

O que me parece estar acontecer aqui, é mais uma manobra de normalização. Segundo um informante, a Nasa terá descoberto o Planeta X ou “Nibiru” e calculou que vinha em direcção à Terra. O que eu acho engraçado é que, ao mesmo tempo, já nos estão a condicionar a achar normal a presença de dois sóis no céu em 2012. (ah, foi só Betelgeuse que explodiu e tal…)

Is Gliese 581 Nibiru or Planet X?
Friday, 21 January 2011 21:02

A whistleblower at NASA claims that they have discovered planet X or Nibiru and have calculated that it is heading our way.

The idea of a new planet being discovered in our Solar System is pretty exciting. Even more so because of the many theories about “planet-x” or “Nibiru” being associated with space aliens and the doomsday prophecies of 2012. Scientists at places like NASA and famous observatories have deflected inquiries about the discovery for a few years now, mainly because they feared being associated with these “fringe” theories. But like it or not — it has happened. Well… According to a team of Spanish artronomers who call themselves the StarViewer Team.

The group made the rounds of all the news web sites in the past two weeks, claiming they discovered something very significant. It’s almost twice the size of Jupiter and just beyond our furthest planetoid, Pluto. Although it’s not a planet, it appears to have planets or large satellites encircling it. It’s what astronomers call a “brown dwarf star” and its official name is “G1.9″. . . . Continuação



http://coupmedia.org/planet-x-nibiru/is-gliese-581-nibiru-or-planet-x-2201

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sistema de seis planetas confundem astronomos

Mestre Edu

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/02/2011

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Concepção artística do sistema planetário "comprimido" com planetas grandes muito próximos à sua estrela.[Imagem: NASA/Tim Pyle]

Sistema planetário.zip

Ele não é apenas um sistema planetário como nunca se viu antes.

O que o telescópio espacial Kepler agora revelou foi um sistema planetário que ninguém esperava encontrar.

Há 2.000 anos-luz da Terra, a estrela agora batizada de Kepler-11 é bem parecida com o Sol.

Mas os planetas ao seu redor transformam em poeira cósmica os modelos de formação de planetas considerados válidos até hoje.

São seis planetas identificados até agora ao redor da Kepler-11, variando entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra - os maiores têm dimensões comparáveis a Urano e Netuno.

Cinco deles têm períodos orbitais entre 10 e 47 dias, o que significa que a órbita de todos eles fica dentro de uma região que cabe dentro da órbita de Mercúrio. É um sistema planetário absolutamente compactado.

O sexto planeta é maior e só um pouco mais distante, com um período orbital de 118 dias e uma massa ainda indeterminada - se estivesse em nosso Sistema Solar, orbitaria entre Mercúrio e Vênus.

Teorias.pó

Nenhum modelo de formação planetária apontaria a possibilidade de tal adensamento de planetas na proximidade das estrelas. E menos ainda com a sua composição provável, muito semelhante à de Urano e Netuno, que ficam muito mais distantes da nossa estrela.

Não é para menos. As teorias de formação de planetas foram feitas tendo como base de estudo unicamente o Sistema Solar, que era o único que os cientistas conheciam até poucos anos atrás. À medida que novos exemplos de sistemas planetários são encontrados, torna-se mais fácil elaborar teorias melhores.

"O sistema planetário Kepler-11 é incrível", disse Jack Lissauer, membro da equipe científica do telescópio Kepler. "Ele é incrivelmente compacto, ele é incrivelmente plano e há um número surpreendentemente grande de planetas grandes orbitando perto da sua estrela".

"Não sabíamos que tais sistemas poderiam existir," resume ele.

As densidades dos planetas (derivadas da massa e do raio) fornecem pistas sobre suas composições. Todos os seis planetas têm densidades mais baixas do que a da Terra, provavelmente formados por uma misturas de rochas e gases, possivelmente incluindo água.

A parte rochosa responde pela maior parte da massa dos planetas, enquanto o gás responde pela maior parte do seu volume.

"Parece que os dois mais internos poderiam ser formados principalmente de água, possivelmente com uma fina pele de gás, hélio-hidrogênio, por cima, como mini-Netunos," disse Jonathan Fortney, outro membro da equipe. "Os mais afastados têm densidades inferiores à da água, o que parece indicar atmosferas significativas de hélio-hidrogênio."

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos
Comparação das órbitas dos planetas da Kepler-11 e do nosso Sistema Solar. [Imagem: NASA/Tim Pyle]

Cérebros quentes

Isto é surpreendente, porque um planeta pequeno e quente não deveria conseguir manter uma atmosfera tão leve.

"Estes planetas são muito quentes por causa de suas órbitas próximas, e quanto mais quente eles são, mais gravidade precisam para manter a atmosfera," explicou Fortney.

"Meus alunos e eu ainda estamos trabalhando nisso, mas nossas hipóteses são de que todos estes planetas provavelmente começaram com uma atmosfera de hélio-hidrogênio mais massiva, e nós vemos os restos dessas atmosferas naqueles mais distantes. Os mais próximos provavelmente já perderam a maioria dela."

Bibliografia:

A closely packed system of low-mass, low-density planets transiting Kepler-11
Jack J. Lissauer et al.
Nature
3 February 2011
Vol.: 470, Pages: 53-58
DOI: 10.1038/nature09760

sábado, 5 de fevereiro de 2011

MARINERS PRONTOS PARA O RESGATE

EDU DALLARTE

Uma nova ordem chega ao oriente médio e os americanos poderão bater em retirada na região, que foi fonte da ideologia americana por décadas, após a queda de Nasser que era pró russo.

Marines Americanos prontos para resgate no Egito.

Fonte: Time

Os fuzileiros navais dos EUA estão com dois de navios de guerra - a USS Kearsarge eo USS Ponce - de prontidão no extremo sul do Mar Vermelho, esperando para ver se eles são necessários para resgatar diplomatas dos EUA e os cidadãos do Cairo. Eles são metade dos fuzileiros navais da 26a Unidade Expedicionária dos Fuzileiros, um mini-armada que, recentemente, expedidos 1.400 de seus 2.000 marines para o Afeganistão. Mas eles tem um "bom número" de helicópteros, ea Marinha, ainda a bordo. "Eles ainda não estão no círculo no pavimento", diz um oficial militar. "Eles estão se preparando para sair do esconderijo." Reuniões em Washington na noite de sexta-feira e no fim de semana vai determinar se eles estão ordenados para realizar uma NEO - um não-combate (mas potencialmente perigoso) operação de evacuação.

pássaros e OVNIS

Mestre EDU



No estado de Arkansas, nos Estados Unidos, a Comissão de Caça e Pesca local relatou que “trauma causado por força brutaâ€� matou milhares de pássaros ao nordeste da cidade de Little Rock.

As autoridades determinaram isto após examinarem os restos mortais de 13 “blackbirdsâ€� de asa vermelha (um tipo de gralha que habita a região), os quais faziam parte de um bando que voou para dentro de um prédio.

“Os testes eliminaram a possibilidade de bactérias, vírus, metais pesados, pesticidas ou venenos para aves como causa de suas mortes“, a comissão disse em uma declaração.

A comissão disse que os testes determinaram que haviam hemorragias “similares às causadas por trauma súbito. Na maioria dos casos, tais machucaduras são causadas por objetos estacionários, como árvores, casas, janelas, postes, etc.

Aproximadamente 5.000 pásaros morreram neste incidente, o qual ocorreu alguns dias antes de outro incidente no qual 500 pássaros foram encontrados mortos há aproximadamente 600 km da cidade de Little Rock.

n3m3

Fonte: www.upi.com



Editorial:

Muito tem se lido e escutado nestes últimos dias sobre a mortandade inexplicável de pássaros e peixes por este mundo afora. Inclusive, em um caso relatado aqui no OVNI Hoje, moradores na Colômbia alegam que uma luz estranha causou a morte de vários peixes em sua região.

Apesar das testemunhas na Colômbia estarem certos de saberem o que causou a morte dos peixes, os resultados dos testes ainda são inconclusivos.

E quanto aos pássaros? O que poderia estar causando este tipo de trauma?

Caso eles tivessem sido atingidos por uma aeronave em pleno vôo, não teria o piloto, ou algum passageiro relatado o ocorrido? E se esta não tivesse sido a causa de suas mortes, será que 5.000 pássaros poderiam todos voar contra uma casa, janela, poste, ou algo assim?

Estas e outras perguntas fizeram com que inúmeros sites especializados em ovniologia imediatamente declarassem: Foram atingidos por OVNIs!

Bem, de certa forma devemos concordar, pois se aquilo que atingiu os pássaros não estava fixado no solo e estava em pleno vôo, não tendo sido identificado o classifica como um OVNI (Objeto Voador Não Identificado).

Mas a questão é: seria este OVNI uma nave alienígena? Muitas pessoas dizem que sim, contudo, este blog se omite de fazer esta afirmação, pois apesar desta possibilidade existir, não há comprovação alguma disto.

Este parece ser mais um mistério com o qual teremos que viver, pois penso que as autoridades não irão nos contar o que está realmente ocorrendo.

Bem-vindos à segunda década do século XXI.

UM POVO DESAFIA SEU DITADOR

Mestre EDU

Um povo desafia o seu ditador

http://www.resistir.info/africa/imagens/cairo_28jan11_c_60pc.jpg

Manifestantes egípcios enfrentam canhões de água e gás lacrimogéneo durante as batalhas generalizadas travadas no Cairo.

Pode ser o fim. É certamente o começo do fim. Por todo o Egipto, dezenas de milhares de árabes enfrentaram ontem gás lacrimogéneo, ganhos de água, granadas atordoantes e fogo real para exigir a remoção de Hosni Mubarak após mais de 30 anos de ditadura.

E quando o Cairo jaz ensopada sob nuvens de gás lacrimogéneo de milhares de latas disparadas sobre multidões densas pela polícia de choque, parece que o seu domínio se aproxima do fim. Ontem nenhum de nós nas ruas do Cairo sabia onde estava Mubarak – que mais tarde apareceria na televisão para demitir o seu gabinete. E descobri que ninguém se importava.

Eles foram corajosos, em grande medida pacíficos, estas dezenas de milhares, mas o comportamento chocante dos polícias à paisana de Mubarak – os battagi, a palavra significa literalmente “bandidos” em árabe – que batiam, golpeavam e assaltavam manifestantes enquanto os polícias observavam e nada faziam, foi uma desgraça. Estes homens, muitos deles ex-polícias viciados em droga, na noite passada foram a linha de frente do estado egípcio. Os verdadeiros representantes de Hosni Mubarak quando polícias uniformizados despejavam gás sobre as multidões.

http://www.resistir.info/africa/imagens/cairo_28jan11_b_60pc.jpg

Clique para ampliar. Houve um ponto na noite passada em que latas de gás continuavam a lançar fumo sobre as águas do Nilo quando a polícia de choque e manifestantes combatia sobre as pontes do grande rio. Era incrível, um povo levantado que não mais aceitava violência e brutalidade e prisão como seu destino na maior nação árabe. E os próprios polícias podem estar a quebrar: “O que podemos fazer?”, perguntou-nos um da polícia de choque. “Temos ordens. Pensa que queremos fazer isto? O país está a ir abaixo”. O governo impõe um cessar-fogo na noite passada quando manifestantes ajoelharam-se a orar em frente da polícia.

Como descrever um dia que pode demonstrar-se ser uma página tão gigantesca na história do Egipto? Talvez os repórter devam abandonar as suas análises e apenas contar o relato do aconteceu desde a manhã até à noite numa das mais antigas cidades do mundo. Assim, aqui está, a estória da minhas notas, rabiscadas em meio a um povo desafiante em face de milhares de polícias à paisana e polícias uniformizados.

Começou na mesquita Istikama na Praça Giza: uma feia passagem de escalavrados blocos de apartamentos em betão e uma linha de polícia de choque que se estendia até o Nilo. Todos nós sabíamos que Mohamed El Baradei estaria ali para as orações do meio-dia e, a princípio, a multidão parecia pequena. Os polícias fumavam cigarros. Se isto era o fim do reinado de Mubarak, era um arranque pouco impressionante.

Mas então, não muito depois de as últimas orações terem sido expressas naquela multidão de crentes, levantaram-se da rua, viraram-se para a polícia. “Mubarak, Mubarak”, gritavam eles. “A Arábia Saudita está à sua espera”. Foi quando os canhões de água foram disparados sobre a multidão – a polícia tinha toda a intenção de combate-los apesar de nem mesmo uma pedra ter sido lançada. A água irrompia dentro da multidão e então as mangueiras foram apontadas directamente a El Baradei, o qual cambaleou para trás, encharcado.

Ele havia retornado de Viena poucas horas antes e poucos egípcios pensam que dirigirá o Egipto – ele diz que quer ser um negociador – mas isto foi uma desgraça. O mais honrado político egípcio, um vencedor do Prémio Nobel que manteve cargo de principal inspector nuclear da ONU, foi encharcado como um garoto da rua. Eis o que Mubarak pensa dele, suponho: apenas um outro perturbador com uma “agenda oculta” – que é realmente a linguagem que o governo egípcio está a usar neste momento.

E então o gás lacrimogéneo arrebentou sobre as multidões. Talvez houvesse uns poucos milhares agora, mas quando passeei junto a eles, algo notável aconteceu. Dos blocos de apartamento e de becos escuros, das ruas da vizinhança, centenas e a seguir milhares de egípcios enxamearam para a estrada conduzindo à Praça Tahrir. Isto é uma táctica que a polícia decidiu impedir. Ter detractores de Mubarak no próprio centro do Cairo sugeriria que o seu domínio já estava acabado. O governo havia cortado a Internet – cortando o Egipto do resto do mundo – e extinguido todos os sinais de telemóvel. Não fez diferença.

“Queremos a queda do regime”, bradavam as multidões. Talvez não o mais memorável brado de revolução mas eles o gritavam muitas vezes até serem abafados pelo estouro das granadas de gás lacrimogéneo. De todo o Cairo vinham em ondas para a cidade, jovens classe média de Gazira, os pobres dos bairros de lata de Beaulak al-Daqrour, marchando firmemente através das pontes do Nilo como um exército – o que, admito, era o que eram.

Mas o gás das granadas chovia sobre eles. Tossindo e com ânsias de vómito, eles marchavam em frente. Muitos mantinham os casacos sobre as bocas ou faziam fila numa loja de limões onde o proprietário espremia o fruto fresco nas suas bocas. O sumo de limão – um antídoto para o gás lacrimogéneo – entornava sobre o pavimento até a sarjeta.

Isto foi no Cairo, naturalmente, mas estes protestos estavam a ter lugar por todo o Egipto, no mínimo em Suez, onde 13 egípcios foram mortos. As manifestações começavam não só em mesquitas como também em igrejas coptas. “Sou cristão, mas sou egípcio em primeiro lugar”, disse-me um homem chamado Mina. “Quero que Mubarak se vá”. E aqui chegaram os primeiro bataggi, empurrando à frente das fileiras da polícia a fim de atacar os manifestantes. Eles tinham bastões de metal e cassetetes de polícia – vindos de onde? – e varas aguçadas. Poderiam ser processados por crimes graves se o regime Mubarak cair. Eles eram maldosos. Um homem chicoteou um jovem sobre as costas com um longo cabo amarelo. Ele uivou com o sofrimento. Por toda a cidade, os polícias postavam-se em fileiras, legiões delas, com o sol a cintilar sobre os seus visores. A multidão deveria estar temerosa, mas a polícia olhava ameaçadoramente, como pássaros encapuzados. Então os manifestantes atingiram a margem Leste do Nilo.

Uns tantos turistas foram envolvidos neste espectáculo – vi três senhoras de meia-idade sobre uma das pontes do Nilo (os hotéis do Cairo, naturalmente, não haviam dito aos seus hóspedes o que estava a acontecer) – mas a polícia decidiu que controlaria a extremidade Leste do tabuleiro da ponte. Eles abriram as suas fileiras outra vez e enviaram os bandidos para bater na vanguarda dos manifestantes. E foi neste momento que o envenenamento por gás lacrimogéneo começou a sério, centenas e centenas de latas choviam sobre as multidões que marchavam de todas as estradas para dentro da cidade. Ele picava os nossos olhos e fazia-nos tossir e respirar com dificuldade. Homens estavam a ser nauseados junto a lojas com as frentes fechadas.

Incêndios parecem ter estalado na noite passada próximo da sede do NDP, o partido que carimbava as ordens de Mubarak. Um cessar-fogo foi imposto e os primeiros relatos falam de tropas na cidade, o sinal fatal de que a polícia perdeu o controle. Abrigámo-nos no antigo Café Riche perto da Praça Telaat Harb, um pequeno restaurante e bar com funcionários vestidos de azul; e ali, a bebericar o seu café, estava o grande escritor egípcio Ibrahim Abudul Meguid, mesmo à nossa frente. Era como encontrar-nos com Tólstoi a almoçar em meio à Revolução Russa. “Não houve reacção de Mubarak!” exaltou-se ele. “É como se nada houvesse acontecido! Mas eles conseguirão – o povo conseguirá!” Os clientes sentados sufocados com o gás. Foi uma daquelas cenas memoráveis que ocorrem em filmes e não na vida real.

E havia um homem idoso sobre o pavimento, com uma mão sobre os olhos a arder. O coronel reformado Weaam Sali do Exército egípcio, usando as suas fitas de medalhas da guerra de 1967 com Israel – a qual o Egipto perdeu – e da guerra de 1973, a qual o coronel pensa que o Egipto venceu. “Estou a deixar as fileiras dos soldados veteranos”, disse-me ele. “Estou a aderir aos manifestantes”. E o que dizer do Exército? Ao longo do dia não o vimos. Os seus coronéis, brigadeiros e generais estiveram silenciosos. Estariam à espera até que Mubarak impusesse a lei marcial?

As multidões recusaram-se a cumprir o toque de recolher. Em Suez, elas atearam fogo aos camiões da polícia. Em frente ao meu hotel, tentaram empurrar um outro camião para dentro do Nilo. Eu não podia voltar ao Cairo Ocidental através das pontes. O gás das granadas ainda estava a evolar-se para o Nilo. Mas um polícia finalmente teve pena de nós – uma qualidade, tenho de dizer, que ontem não esteve muito em evidência – e levou-nos para a margem própria do Nilo. E havia um velho barco a motor, da espécie turística, com flores de plástico e um proprietário receptivo. Assim, navegámos de volta com estilo, bebericando Pepsi. E então um veloz barco amarelo surgiu subitamente com dois homens a fazerem sinais de vitória para as multidões nas pontes, com uma garota de pé atrás, a segurar um enorme estandarte nas mãos. Era a bandeira do Egipto.

por Robert Fisk, no Cairo
29/Janeiro/2011

O original encontra-se em www.independent.co.uk/…

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .