quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

na busca dos buracos negros

edu dallarte

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/02/2011

Técnica poderá detectar buracos negros diretamente
A seção retangular dessa imagem mostra a variação de fase da luz gerada na vizinhança de um buraco negro rotativo, também conhecido como quasar. O formato em parafuso é uma representação da luz com momento angular orbital.[Imagem: Nature Physics]

Faz muito pouco tempo que os cientistas descobriram que a luz pode ser torcida até produzir uma onda em formato de parafuso.

Isso, contudo, parece ser algo natural para a luz que passa nas proximidades de um buraco negro.

Esta é a conclusão de simulações feitas por uma equipe de físicos da Itália e da Suécia.

Momento angular orbital

Tudo acontece nas vizinhanças de buracos negros que giram em alta velocidade - aparentemente o tipo mais comum de buraco negro no Universo.

Ao redor desses corpos ultradensos, o espaço-tempo se contorce, segundo a Teoria da Relatividade.

Quando a luz entra nessa região, concluem os cientistas, suas ondas normalmente planas também se torcem, assumindo um formato de parafuso, com uma alteração em uma propriedade chamada momento angular orbital.

E essa propriedade pode ser medida com os equipamentos adequados - sua medição se tornaria então a primeira técnica capaz de detectar diretamente um buraco negro.

O estudo tem um impacto direto sobre duas áreas que desafiam os cientistas e que cativam o imaginário popular: os próprios buracos negros e a Teoria da Relatividade.

Detectando buracos negros

Ainda que sua existência seja largamente aceita pela comunidade científica, um buraco negro nunca foi observado diretamente. Os astrofísicos os estudam observando a rotação de discos de matéria ao seu redor.

Embora absorvam qualquer coisa que cruze seu horizonte de eventos, inclusive a luz, acredita-se que os buracos negros emitam um tênue jato de fótons, conhecido como radiação de Hawking. Mas essa radiação é tão fraca que é mascarada pela radiação cósmica de fundo do Universo, não podendo ser detectada com os meios conhecidos até agora.

Técnica poderá detectar buracos negros diretamente
Esta região do céu mostra o que seria observado com um telescópio se o eixo de rotação do buraco negro estiver inclinado em um ângulo de 45 graus em relação ao observador. [Imagem: Nature Physics]

Mas a variação no momento angular orbital pode se tornar uma ferramenta precisa o suficiente para filtrar a radiação de Hawking e detectar diretamente um buraco negro.

Isto poderia ser feito por futuros telescópios, equipados com sensores capazes de detectar a variação nessa propriedade da luz, medindo sua fase - o quanto ela está torcida.

Testando a Teoria da Relatividade

A proposta fornece também um método para testar diretamente a Teoria da Relatividade.

Se a variação no momento angular orbital da luz for de fato detectado, isso significará que a teoria de Einstein está prevendo corretamente o que acontece ao redor de um corpo super maciço como um buraco negro.

Se os dados não concordarem com isto, pode ser que a Teoria da Relatividade não seja assim tão ampla e não esteja contando a história toda sobre o espaço-tempo.

E não será preciso esperar tanto para checar essa possibilidade. Os cientistas propõem que isto poderá ser feito com radiotelescópios, incluindo o Very Long Baseline Array (VLBA), um sistema de dez radiotelescópios distribuídos do Havaí ao Caribe.

Bibliografia:

Twisting of light around rotating black holes
Fabrizio Tamburini, Bo Thidé, Gabriel Molina-Terriza, Gabriele Anzolin
Nature Physics
13 February 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphys1907

Albert Pike, tudo segue como planejado

edu dallarte
A carta de Albert Pike: E tudo segue como planejado !

http://reporterdecristo.com/wp-content/uploads/2008/04/albertpike.jpg

Este últimos acontecimentos no Médio-Oriente estão a suscitar muita desconfiança, e muitos já falam que é tudo parte do plano para a implantação da Nova Ordem Mundial. Albert Pike terá escrito uma carta a Giuseppe Mazzini, a 15 de Agosto de 1871, descrevendo esse plano.

O texto a seguir é apenas um trecho do artigo O Plano Demoníaco de Albert Pike Para a Implementação da Nova Ordem Mundial, do site A Espada do Espírito (é um site cristão fundamentalista, mas que trás muitos artigos sobre a Nova Ordem Mundial).

“Em 22 de janeiro de 1870, Albert Pike e Giuseppe Mazzini, um de seus co-conspiradores internacionais, publicaram o Plano para estabelecer a Nova Ordem Mundial. Esse plano foi mantido em grande segredo, revelado dentro dos círculos da Maçonaria, desde o tempo de sua concepção, somente aos outros conspiradores Iluministas ocultistas. [Essa informação foi obtida em um livro escrito por um ex-luciferiano Iluminista, Doc Marquis. O nome do livro é Secrets of the Illuminati (leia a resenha) e revela muitos detalhes ocultos que antigamente só eram conhecidos dos Iluministas.

O Plano secreto de Pike para controlar o mundo previa a necessidade de três guerras mundiais. Pare aqui por um momento para lembrar a data dessa predição: 22 de janeiro de 1870. Essa data é 44 anos antes do início da Primeira Guerra Mundial. Uma vez que você compreenda os fatos que vamos compartilhar e perceba a extensão do tempo entre essa predição e o início do seu cumprimento, poderá compreender como forças sobrenaturais estavam realmente em controle. Além disso, 22 de janeiro de 1870 também tem significado ocultista. O número 22 é um dos três números primários importantes para os ocultistas [11, 22 e 33].

O Plano de Pike de derrubar a Velha Ordem Mundial baseada no judaísmo e no cristianismo e estabelecer a satânica Nova Ordem Mundial previa a necessidade de guerra. No entanto, essa guerra não seria o tipo de guerra com o qual o mundo estava habituado a ver. Essa guerra deveria ser em uma escala muito maior do que já registrada na história. Seria uma guerra mundial, global.

Os detalhes desse Plano de Pike [de 22 de janeiro de 1870] de três Guerras Mundiais para estabelecer a Nova Ordem Mundial são como segue: (Ao ler essa profecia demoníaca, lembre-se do conceito ocultista da Tese batalhando contra a Antítese para produzir um novo sistema, chamado Síntese. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial foram travadas para estabelecer a Antítese, e criar a Guerra Fria, aquele “conflito controlado ou ameaça de conflito” que produziria o novo sistema, a Síntese.).

1. A Primeira Guerra Mundial foi planejada para permitir que o governo czarista na Rússia fosse totalmente derrubado. O novo governo russo foi previsto como ateísta e militarista. Além disso, Pike especificou que esse novo governo russo seria comunista. Karl Marx tinha publicado seu Manifesto Comunista em 1848, exatamente 22 anos antes dessa profecia ocultista por meio de Albert Pike. Não é interessante que o número ocultista 22 continue aparecendo? Os números múltiplos, 44 e 66 também aparecem, como veremos em instantes.

A história registra que essa Primeira Guerra Mundial realmente ocorreu como descrito. As potências ocidentais na Europa, em conjunto com os EUA, financiaram a expedição de Lênin até a Rússia, financiaram seu governo, e depois disso, financiaram o comunismo russo pelo menos uma vez a cada década dali para frente.

2. A Segunda Guerra Mundial foi prevista para originar entre a Grã-Bretanha e a Alemanha. Entretanto, um dos resultados planejados dessa guerra era fortalecer o novo governo comunista russo, para que ele enfraquecesse e destruísse os outros governos e religiões.

A história registra novamente que a Segunda Guerra Mundial, realmente cumpriu esse objetivo. A guerra iniciou quando a Alemanha invadiu a Polônia, fazendo com que a Grã-Bretanha declarasse guerra à Alemanha. Em breve, a trinca de potências envolveu-se nessa guerra. Os ocultistas de Magia Negra aliaram-se quando a Alemanha firmou um pacto com a Itália e com o Japão; os ocultistas de Magia Branca aliaram-se quando a Grã-Bretanha uniu-se com os EUA e com a Rússia. Não se engane; essa guerra ocorreu entre duas forças da Nova Ordem Mundial, a aliança “maligna” das Potências do Eixo, e a aliança “boa” das Potências Aliadas; a guerra foi entre as forças de Magia Negra contra as forças da Magia Branca.

Certamente, a visão de Pike da Segunda Guerra Mundial transformar o comunismo russo em uma superpotência foi cumprida em um nível surpreendente. Os historiadores sempre ficaram perplexos e nunca conseguiram compreender por que Churchill e Roosevelt entregaram toda a Europa Oriental aos soviéticos, se a preponderância de poder estava contra eles. Claramente, quando Roosevelt e Churchill cederam toda a Europa oriental aos russos, o governo comunista da Rússia, agora conhecido como URSS [União das Repúblicas Socialistas Soviéticas], completou sua transição para superpotência, exatamente como previsto na visão de Pike. E, não nos esqueçamos que a Segunda Guerra Mundial deu à Rússia capacidades que ela não possuía antes da guerra. Não somente criamos as forças militares russas em um nível aterrorizador, mas também construímos fábricas inteiras ao leste de Moscou, que deram à Rússia uma grande base industrial. Embora a Rússia tenha pago muito alto em vidas humanas durante a guerra, emergiu do conflito como uma superpotência. Graças a Roosevelt, a Rússia agora tinha um reino para acompanhar sua nova base militar e industrial.

Agora, você sabe que o maçom Franklin Delano Roosevelt deu esse território à Rússia simplesmente e somente por que estava sendo fiel à visão de Pike em 1870! Você nunca lerá essa verdadeira história em nenhum de seus livros!!

3. A Terceira Guerra Mundial foi prevista para ser entre o judaísmo e o islamismo. Essa profecia é incrível sob muitos aspectos, começando com o fato de essa profecia sobre uma Terceira Guerra Mundial ter sido feita em 1870, quando Israel ainda não existia como país e quando somente os cristãos fundamentalistas acreditavam que Israel voltaria a existir novamente.

Observe os eventos em Israel atentamente, pois o capítulo final está sendo escrito ali. Os ‘espíritos-guia’ demoníacos da Maçonaria, dos líderes do Plano da Nova Ordem Mundial, estão planejando uma Terceira Guerra Mundial final, que iniciará entre Israel e seus vizinhos árabes e se alastrará para todo o mundo. Literalmente, do meio da fumaça e da destruição dessa Terceira Guerra Mundial, o Anticristo entrará em cena!”

FONTE: http://www.espada.eti.br/n1015.asp

os horrores do transgenico

edu dallarte

TV alemã expõe os horrores da soja tóxica geneticamente modificada


Poluição ambiental generalizada; intoxicação e contaminação da agricultura; inúmeras lesões, deformidades e mortes em seres humanos - estes e muitos outros eventos terríveis são o resultado do cultivo de alimentos geneticamente modificados (GM), a soja em particular. Um documentário de notícias recente que foi ao ar na televisão alemã expõe a destruição maciça que está sendo causada pelo cultivo de soja GM, e alerta os consumidores que a cadeia alimentar é mais carregada com materiais geneticamente modificados do que poderiam pensar.

Na Alemanha e em toda a União Européia, produtos que contenham alimentos GM devem ser devidamente rotulados como tal. Como resultado, existem poucos produtos transgênicos nas prateleiras das lojas, porque, quando ciente da sua presença, os consumidores quase por unanimidade os rejeitam. Mas o que muitas pessoas não conseguem perceber, tanto na Europa como nos os EUA, é que a pecuária convencional é muitas vezes alimentada com soja e milho GM, que em última análise, acaba nas prateleiras das lojas na forma de carne convencional, leite e ovos.

Mas o documentário alemão vai mais longe, com destaque para o outro dano que está sendo causado pela soja geneticamente modificada, incluindo vários casos de intoxicações que ocorreram em áreas onde a soja transgênica é cultivada. Principalmente na América do Sul, onde grande parte das 41 milhões de toneladas anuais de soja que vão para a Europa, os moradores locais estão se envenenando, ficando paralisados, ou mortos pela exposição ao herbicida Roundup da Monsanto, também conhecido como glifosato, e as aplicações de outras substâncias químicas usadas para fazer crescer as culturas transgênicas.

"Antes do envenenamento nós éramos uma família feliz", explica uma jovem garota chamada Sofia, que vive com sua família perto de um campo de soja GM onde aplicações pesadas de Roundup acontecem. "Nós tínhamos nossas plantas e árvores de frutas, mas nós perdemos tudo, incluindo meu irmão". Ela continua dizendo que seu filho nasceu com defeitos de nascimento, e que os médicos disseram a ela para não ter mais filhos dentro dos próximos dez anos, porque eles, também, vão nascer com defeitos.

Entretanto, Sofia não está sozinha. Há inúmeros casos de doenças e defeitos de nascimento que foram notificados em toda a América do Sul como resultado do cultivo de soja GM. E o problema está só se tornando exponencialmente pior.

Segundo a investigação, a produção de soja transgênica aumentou 35 vezes entre 1996 e 2003. E entre esse tempo, o uso de Roundup aumentou 5600 por cento, surpreendente, pois os agricultores têm que aplicar quantidades cada vez maiores do herbicida a cada ano para que ele continue funcionando. E além de Roundup, agora eles estão tendo que aplicar um ácido altamente tóxico, o 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D), que é conhecido por causar danos neurológicos e inflamação crônica.

O relatório traz à tona a realidade suja do cultivo de soja GM, e a forma como a cultura está discretamente utilizando em toda a cadeia alimentar. Mesmo na Europa, onde os consumidores rejeitam os GM largamente usados diretamente no alimento, a soja transgênica está quietamente sendo usada para alimentação do gado convencional. E desde que os produtos alimentares provenientes de animais alimentados com GM não têm de ser tecnicamente rotulados como contendo produtos transgênicos, a maioria dos consumidores não tem idéia de que eles estão presentes.

explosão solar e interferencia

edu dallarte

Explosão solar causa interferências nas comunicações: Será que acabou?!

Na madrugada de terça-feira, o sol teve a mais violenta explosão dos últimos quatro anos. Ocorreu à 1h56 e atingiu o grau X2, um dos mais elevados. Até ao final da semana serão sentidos os efeitos destas erupções. Os cientistas afirmam que a explosão foi tão violenta que afetou o campo electromagnético da terra e chegou mesmo a interferir nas comunicações.

A violência da atividade solar deixou mesmo parte da China sem transmissões via rádio. O país foi esta quinta-feira atingido pelos efeitos da explosão, interrompendo as comunicações em onda curta.

O fenômeno está de acordo com as previsões dos astrônomos. O sol vai continuar num ciclo de grande atividade até 2013, altura em que os cientistas calculam um impacto global no campo electromagnético da Terra, que pode afetar todas as comunicações.

O professor Rui Agostinho, do Observatório Astronômico de Lisboa, afirmou ao i que este "é um fenômeno normal de acontecer, não é a primeira vez" e que dependendo da velocidade do vento solar e da sua direcção é "possível que as comunicações sejam afetadas."
A última vez que o sol tinha tido uma explosão a atingir a escala X, a mais elevada, foi a 5 de Dezembro de 2006, quando uma explosão de grau X9 – oito vezes mais forte que a de terça-feira - aumentou a radiação da órbita terrestre numa proporção sem precedentes.

Comentário:

Eu tenho a LEVE impressão de que isso é só o começo.
Preparem-se pois a coisa vai esquentar.



Fonte:http://www.ionline.pt/conteudo/105411-explosao-solar-causa-interferencias-nas-comunicacoes

invasão de ufos submarinos?

edu dallarte

Naves desembarcou do litoral de Anglesey, afirma especialista em OVNIs


31/01/2011
naves alienígenas no fundo do mar pode parecer coisa de ficção, mas um ufólogo afirma que um...

incidente fora das costas de Anglesey poderia ser a melhor evidência até agora de um infame próximo encontro do Norte de Gales.2011/01/31

No entanto, ufólogo Russ Kellett disse que um documento da guarda costeira apoiado sua teoria de que uma das três naves alienígenas encontradas no litoral de Anglesey caiu no lago Bala e causou o incidente Berwyn Mountain 23 de janeiro de 1974.

Ele disse: "A informação que tenho é desencadeada uma espécie de Santo Graal. O Ministério da Defesa liberou documentos de um ano atrás e não havia nada sobre a atividade militar ".

O pesquisador, que tem investigado os UFOs há 23 anos, disse que a Guarda Costeira Marinha documento revelou que um exercício militar chamada Operação photoflash estava a caminho de Liverpool Bay à costa do País de Gales do Norte, na noite do incidente Berwyn.

Russ acredita que a operação utilizou cargas de profundidade para encontrar uma nave alienígena em Puffin Island, outra ao largo da costa de Anglesey e um navio mais perto de Bangor.

As naves espaciais, então, atiraram para fora do mar e no ar.

Russ disse que um grupo de homens descobriram um dos discos de prata, enquanto os estrangeiros que voam surgiu de um dos navios caiu em uma estrada perto de Llandrillo.

Ele disse: "Eles eram muito pequenas criaturas humanóides, cerca de cinco pés de seis centímetros de altura, com pele cinza e vestia um macacão com cinto de kits sobre eles."

Russ acrescentou que os homens observavam os soldados carregar os alienígenas em um veículo e ir embora.

Os pesquisados acredita que o Ministério da Defesa não tinha divulgado as informações para evitar o pânico no público.

Ele disse: "Você tem algo que percorre cerca no fundo do mar sem ser detectado e pode voar. Que obra de engenharia que é.

"As pessoas vão ficar realmente preocupado, porque é isso que eu chamo de tecnologia super."

Russ também afirma ter vários fragmentos de uma das embarcações.

Documentos divulgados pelo Ministério da Defesa no ano passado o apoio a teoria de que uma chuva de meteoros causou a luzes brilhantes e earthqauke vividos pelos moradores perto do epicentro do Incidente de Berwyn em Bala Lake.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O fim da ditadura atemoriza Israel

mestre edu

O final da ditadura egípcia atemoriza Israel

http://ivarfjeld.files.wordpress.com/2010/11/netanyahu-peres.jpg

Tel Aviv observa com preocupação como a população egípcia está a ponto de derrubar seu principal aliado regional.

Durante mais de 20 anos, Israel não teve que preocupar-se com seus vizinhos do sul. Depois dos Acordos de Camp David de 1978, nos quais Tel Aviv firmou a paz com o Cairo, os egípcios tornaram-se seu melhor aliado regional, um país que, ao invés de ameaçar-lhe, lhe ajudava a enfrentar grupos armados como o Hamas ou o Hezbolah com um ímpeto impensável em qualquer outro país árabe.

Não só compartilhavam Inteligência ou concordavam em permitir que barcos israelenses patrulhassem o canal de Suez: fecharam a faixa de Gaza do lado egípcio, seguindo as instruções do Estado hebreu e condenando assim a população de Gaza à miséria, boicotando qualquer tentativa de reconstrução. Inclusive, instalaram um muro subterrâneo de aço para tentar impedir – sem êxito – que os palestinos se abastecessem mediante o contrabando dos túneis.

Hosni Mubarak e seu atual vice-presidente, o chefe de espiões Omar Suleiman, se converteram no melhor sócio que podiam imaginar. Daí o pânico dramático que invade hoje aos israelenses enquanto assistem às últimas horas de seu único aliado regional junto à Jordânia.

Para Israel, Egito é o maior sócio estratégico depois dos Estados Unidos. O país tem contado com Mubarak para isolar ao Hamas, o movimento islâmico no poder na Faixa de Gaza, boicotado pela comunidade internacional e abandonado pelos árabes após ganhar as eleições de 2006; também para prender aos militantes do Hezbolah que tratavam de atuar desde o território egípcio. Tem sido o melhor aliado na particular batalha israelense contra a Síria e o Irã: o Cairo disputa com Riad (cidade da Arábia Saudita) a liderança sunita regional, e como tal está em desacordo com os xiitas no poder daqueles dois países. E há décadas tem sido usado para financiar a liquidação dos islâmicos que atentaram contra turistas, que mataram ao anterior presidente, Anuar al Sadat, precisamente por firmar a paz com Israel e que rechaçam sobre todas as coisas ao Estado hebreu.

O Egito havia se consagrado como um baluarte imprescindível em meio a um entorno hostil. Por isso Israel tenha muito a perder nesta primavera árabe que tanto entusiasma a meio mundo. “De pronto, Israel se vê na posição mais perigosa que já esteve desde 1948 (data da criação de seu Estado)”, explica ao Periodismo Humano Nicholas Noe, diretor do serviço de traduções árabes Mideastwire e autor do livro A voz do Hezbolah. “Ao seu redor está florescendo uma série de atores não oficiais, de movimentos e de situações opostas à política de Israel e, inclusive, à sua mera existência”. A consequência do que ocorre no Egito é que Israel será menos segura e menos estável”.

Para minimizar este risco, no fim de semana passado Tel Aviv enviou cartas rapidamente ainda que de forma desesperada. Segundo o diário Haaretz, o Ministério de Assuntos Exteriores israelense pediu, no sábado passado, a seus embaixadores nos EUA, Canadá, China, Rússia e vários países europeus que pressionem às autoridades de seus respectivos países ressaltando a importância que tem para Israel manter o regime autocrático de Mubarak, mesmo que pese a seus 80 milhões de habitantes. O problema é que a população egípcia não atua em coordenação com o Ocidente: mas atua contra e apesar das políticas do Ocidente, que tem protegido a ditadores como Mubarak apesar das violações flagrantes dos Direitos Humanos que seus sistemas incorrem só para manter seus interesses.

“Não é só o Egito. Na Jordânia, os Irmãos Muçulmanos e os palestinos vão ganhar com esta situação, inclusive se não houver mudanças significativas Síria permanece estável e no Líbano está se formando um governo vinculado ao Hezbolah. De pronto, Israel está rodeado de agentes hostis. Muita coisa mudou desde a Conferência de Madrid, quando a maioria dos árabes foi favorável ao compromisso com Israel: 20 anos depois, a lógica mudou dramaticamente”.

O primeiro ministro, Benjamim Netanyahu, afirma seguir os acontecimentos no país dos faraós com “vigilância e preocupação”. O presidente Shimon Peres vai mais além, admitindo que “sempre tive e tenho um grande respeito pelo presidente Mubarak” e afirmando que “uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia”. Com suas palavras insinua que a revolução egípcia tem como último objetivo instaurar um regime islâmico ao estilo iraniano – uma ameaça escutada nestes dias –, mas a realidade é que os Irmãos Muçulmanos, sunitas, só têm se somado às manifestações de maneira particular e que tem delegado a Mohamed El Baradei, Prêmio Nobel da Paz 2005, pouco suspeito de radicais islâmicos, toda negociação com o regime. Tudo faz indicar que El Baradei será o homem que liderará a transição egípcia.

Os Irmãos Muçulmanos, de grande peso na classe baixa egípcia, emitiram ontem um comunicado para esclarecer sua postura a respeito. “Esta revolução não tem nada em comum com o Irã. Egito nunca será como Irã. Respeitamos todos os acordos de paz firmados com todos os países do mundo”, disseram em referência aos acordos de paz com Israel. Egito, junto com a Jordânia, são os dois únicos países árabes que têm relações com o Estado hebreu, uma vez que a Mauritânia anulou seus acordos diplomáticos no início da ofensiva de 2008 contra Gaza. “Esta revolução é dos egípcios, de toda idade e condição, não dos Irmãos Muçulmanos. Nossos membros tem se somado como indivíduos”, recordam desde a organização islâmica egípcia

“A experiência em revoluções diz que nunca sabes o que vai sair delas”, opina Alastair Crooke, diretor do think tank (organização que produz pesquisas) libanês Foro para a Resolução de Conflitos, encarregado de aproximar pontos de vista entre o Ocidente e o Oriente. “A do Egito não tem por quê ser a revolução iraniana”, acrescentou. “Mas, sem dúvida, faz que Israel se sinta isolado. É uma mudança sem precedentes que fará que já não se sinta seguro porque o entorno de governos aliados e pró-ocidentais está mudando”.

Crooke, mediador nos conflitos da Irlanda do Norte, África do Sul, Colômbia ou o do Oriente Próximo (1997-2003) e autor do livro Resistência: A essência da revolução islâmica, considera que os bombardeios israelenses contra Gaza em 2008 são um fator decisivo na hora de entender o mal estar dos protestos de rua egípcios. Mubarak não só não condenou a matança dos palestinos, mas fechou sua fronteira com a faixa durante toda a ofensiva, deixando passar com conta-gotas até mesmo aos médicos e impedindo que a população civil escapasse das bombas. “Os egípcios nunca aceitaram essa política. Aquelas imagens afetaram a todos os egípcios, salvo Mubarak. Isso é algo que terá que mudar tanto se permanecer o regime de Mubarak quanto se mudar: o novo governo terá que preocupar-se em resolver o impacto da Operação Chumbo Duro na população”.

É uma realidade que o povo egípcio não simpatiza com Israel, com quem travou quatro guerras desde a criação do Estado hebreu: em 1948, 1956, 1967 e 1973. Não podem mais que transitar pelos resorts turísticos do Sinai egípcio: em alguns deles os turistas israelenses não são admitidos. A isto soma-se que o mais provável líder de transição, Mohamed El Baradei, é observado com muito receio em Tel Aviv dado que, desde seu posto à frente da Organização Internacional para a Energia Atômica, denunciou com especial afinco a dupla medida internacional que levou a perseguir o Irã por suas pretensões nucleares e, ao mesmo tempo, nem sequer solicitava a Israel que seu programa atômico fosse supervisionado pelos inspetores de sua organização. Também foi contrário à invasão do Iraque.

Egito compartilha com Israel 250 quilômetros de fronteira em pleno deserto, que os agentes de Mubarak fecharam para impedir que a imigração africana afete a seu vizinho do norte. Além disso, seu Exército há anos concentra seus esforços em outras frentes: as milícias palestinas, especialmente em Gaza; as muito mais temíveis do Hezbolah na fronteira libanesa; Síria e Irã, seu mais sério inimigo.

Mas as preocupações de Israel não são só em matéria de segurança, se bem que estas são as mais importantes. Além disso, Israel importa 40% do gás natural que consome desde o Egito através da tubulação de gás Leste-Mediterrâneo, uma companhia israelense-egípcia. Ambos países firmaram em 2005 um contrato que mantém esta colaboração durante 20 anos. Ainda, os acordos de comércio bilaterais chegaram a mais de 500 milhões de dólares em 2010.

E isso não é o pior: se o contágio das manifestações a Jordânia terminar em eleições livres, os partidos islâmicos na oposição chegariam ao poder provavelmente desejosos de revisar as relações com o sócio israelense. E o monarca Abdallah II parece disposto a aceitar a qualquer coisa para garantir a sobrevivência da instituição.

Nenhuma mudança no Egito significa que os acordos de paz devem ser abolidos, nem que a revolução vai acabar com o status quo na Jordânia, enquanto outro está sendo exportado, mas o editorial do jornal Haaretz de ontem já solicitava ao Executivo israelense que mude a sua política para evitar ficar completamente isolado em uma região que lhe é hostil desde a sua fundação como Estado.

O jornal progressista indicava que Israel deve “preparar-se para uma nova ordem regional” e criticou Netanyahu por preferir “os tiranos que permanecem longos anos no poder” como “o mal menor”. Em vez de “refugiar-se no conhecido, no habitual onde ‘não tem ninguém com quem falar ou em quem confiar”, deve se adaptar a uma realidade em que os cidadãos dos Estados árabes, não apenas os tiranos, influenciam na trajetória de seus países”. Até o comentarista Sever Plock criticava, nas páginas do jornal direitista Yediot Ahronot, que “Israel é dominado pelo medo da democracia, não aqui mas em países vizinhos”, “apesar de nunca ter orado para os árabes se tornarem democracias neoliberais “.

02/02/2011

Mónica G. Prieto

Periodismo Humano

Fonte: Brasil de Fato

Frota de UFOS sobre a FRANÇA

Edu Dallarte
Frota de Ovnis sobre a França

Incrível, frota de Ovnis sobre a França, o Vídeo ao meu ver parece muito Real, não tenho dúvidas que seja Real, ocorreu dia 14/01/2011.


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http://www.dailymotion.com/video/xgl9fp_ovnis-france-14-01-2011_news#from=embed&start=0