domingo, 20 de março de 2011

CAMINHANDO PARA A CATÁSTROFE

EDU DALLARTE
Entrevista com a geofísica Leuren Moret

Via Inacreditável


Caminhando pacificamente para a catástrofe



Leuren Moret é uma geofísica, cientista independente e especialista internacional sobre radiação e saúde pública. Ela se ocupou intensivamente em esclarecer a população sobre as características devastadoras das munições com urânio utilizadas em guerras pelos EUA, países da OTAN e Israel. Em suas palestras, ela informa as mídias e discute com parlamentares e deputados. Ela escreveu uma dissertação baseada em suas pesquisas sobre a poeira na atmosfera e como ela é transportada por todo o mundo. Ela mostrou como a poluição do meio-ambiente em forma de poeira pode se deslocar em menos de uma semana da Ásia para a América do Norte. Ela disse que dentro de uma perspectiva global, a natureza é uma só. Aquilo que escapa de um país, em algum momento vai parar em outro, indiferente das “barreiras” continentais ou oceânicas.


Leuren Moret, geofísica

Leuren Moret atuou também como atriz principal no filme “Blowin’ in the Wind” do famoso produtor de documentários David Bradbury, duas vezes nomeado ao Oscar. O filme denuncia o tratado secreto que permite ao militares norte-americanos testarem suas munições de urânio na Austrália, assim como treinarem seus soldados. Ele mostra também as terríveis deformações em recém-nascidos no Iraque. Além disso são reveladas as mentiras do governo britânico sobre seus testes atômicos realizados na Austrália. O filme chocou, revoltou e surpreendeu muitos telespectadores nas mostras de cinema em Sidney e Brisbane.

Pergunta: Você poderia nos contar resumidamente sua experiência na área de emissão radioativa?

Moret: Eu trabalhei em dois laboratórios para armas atômicas. Fui ensinada por Marion Falk, um cientista do Projeto Manhattan que desenvolveu no laboratório Lawrence Livermore, entre outros, a bomba de hidrogênio. Eu pesquisei os efeitos dos testes atômicos sobre a população norte-americana e outros grupos, nas redes de pesca nos oceanos e também o efeito de usinas nucleares.

Pergunta: Você acha que a população mundial está em risco devido aos acontecimentos nas usinas atômicas japonesas?

Moret: Baseado na minha experiência e naquela dos principais pesquisadores na área de radiação e ciência geral, nós estamos muito preocupados com a situação no Japão.

Pergunta: Mais claro impossível. Como você e seu grupo vêem o futuro desenrolar? O que acontecerá a seguir?

Moret: Eu posso lhe dizer, nós todos estamos receosos. A radioatividade já se espalhou. Dois contatos que tenho no Japão e são cientes da situação, já fugiram com suas famílias para Okinawa (cidade no extremo sul japonês). Todo o hemisfério norte está em risco. Isso é devido à circulação do ar em torno do planeta. Neste contexto, a Linha do Equador forma uma barreira. Se o hemisfério norte for exposto à radioatividade, esta se movimenta em diferentes direções segundo a altitude. As correntes de jato (jetstream) são uma forma efetiva para transportar partículas radioativas a grandes distâncias, movimentando o ar do oeste para leste praticamente na mesma latitude. Foi assim que eu, por exemplo, mapeie tipos de doenças segundo as condições atmosféricas dos testes atômicos. Eu descobri que existe uma freqüência das mesmas doenças nas mesmas latitudes e um forte aumento desde 1945, o que nos remete aos testes atômicos.


Correntes de jato
confinam a radioatividade dentro de cada hemisfério

Pergunta: O governo japonês diz que eles tem sob controle a emissão radioativa. Você acredita nisso?

Moret: Eu não iria acreditar naquilo que um governo diz e especialmente naquilo que as concessionárias de energia dizem. Eu lidei com representantes do governo japonês, canadense e americano, e a maioria não diz a verdade. As afirmações mais verídicas provêm de certos cientistas, e também de certos ativistas que conheço ao redor do mundo. Pois eles estão no local, onde acontecem os experimentos, eles mesuram e observam a intensidade das emissões por todo o planeta. Eles estão muito preocupados com a situação no Japão e fornecem os melhores dados e informações.

Pergunta: Você utiliza a palavra “receoso”. É a palavra certa para a situação?

Moret: Eu creio que é a expressão correta, pois alguns dos cientistas da Rússia e Europa foram atingidos pessoalmente pela catástrofe em Chernobyl. Eu estava no campo de teste em Nevada, observei os efeitos dos testes atômicos sobre a população nativa, como a contaminação se espalhava sobre seu território. Eu estive por todo o globo e estudei as populações expostas à radiação. Eu conheço por isso muito bem os danos que podem ser causados pela emissão radioativa, melhor do que muitos especialistas entrevistados pela mídia e que expressam suas opiniões.

Pergunta: A intensidade das emissões não decai ao chegar através do pacífico até à costa da Califórnia?

Moret: Não, as partículas radioativas permanecem juntas como uma bolha. Quando chove, são atingidas a população e toda a região onde a chuva cai, e podem aparecer as mais diferentes doenças provocadas pela radiação. Esta contaminação atua sobre os genes e será transmitida às futuras gerações.

Mas isso não deve ser motivo de preocupação à população brasileira, pois como afirmou o ministro Mercadante: “O nosso reator é um pouco mais moderno. As paredes são mais robustas do que reator japonês e a nossa usina é capaz de aguentar tsunamis de até sete metros de altura e eventuais terremotos de 6,5 graus na escala Richter.”

Aparentemente o ministro desconhece o significado da palavra “acidente”. Uma vez que ele ocorra, quem deve ser responsabilizado pelas centenas de milhares de vidas destruídas pela radiação, além da contaminação de grandes regiões brasileiras? Sugerimos que os responsáveis pela aprovação da construção de usinas nucleares se comprometam, juntamente com todos seus descendentes, a serem os primeiros “voluntários” para os reparos e limpeza do nosso reator “mais moderno” e com paredes “mais robustas” – NR.

Pergunta: Soa muito mal. Onde você se encontra no momento?

Moret: Estou em Berkeley, Califórnia, do outro lado da baía de São Francisco.

Pergunta: Ou seja, diretamente à frente do Japão. Por que você está aí, achando que há risco?

Moret: Eu observo e mesuro os níveis de radiação. Se ele se alterar devido à Fukushima, eu dou meu alerta e depois desapareço.

Pergunta: Quanto tempo você calcula para que aconteça um GAU (catástrofe nuclear)?

Moret: A situação por lá se torna pior a cada dia que passa. Não existe mais um acesso direto às instalações, tudo deve ser levado por helicóptero, os geradores de energia foram destruídos pelo tsunami, os refrigeradores não funcionam mais. 90 minutos após o tsunami, quando o resfriamento cessou, iniciou-se o aquecimento das varetas de combustível nuclear. Partes destas varetas estão expostas completamente e começaram a derreter. Houve explosões de hidrogênio, incêndios, radioatividade alcançou o meio-ambiente, os índices de radioatividade em torno das instalações se elevaram a patamares perigosos. A qualquer momento pode acontecer o pior.

Pergunta: A única coisa positiva dos acontecimento no Japão é a mudança na Europa, no que concerne à limitação da energia atômica. Na Alemanha, foi decretado hoje uma moratória de três meses e determinado o desligamento provisório de 7 instalações nucleares, dentre as 17 existentes, para avaliação. O que você acha disso?

Moret: Seria uma atitude correta se fosse uma decisão permanente. Mas os defensores da energia atômica fazem agora apenas um recuo estratégico, e quando tudo passar e estiver esquecido, continuarão exatamente da mesma forma. Os políticos, em sua maioria, são comprados pelos conglomerados energéticos; aqui não se pode esperar grandes mudanças. Há muito dinheiro envolvido.

Pergunta: Grato pela entrevista, que eu gostaria de continuar amanhã devido à atualidade.

Moret: Com prazer.

JAPÃO, ALIMENTOS CONTAMINADOS

EDU DALLARTE

Japão confirma contaminação de alimentos por radiação

Reuters/Brasil Online

VIENA (Reuters) - O Japão confirmou a presença de contaminação radioativa em alimentos oriundos da região da usina nuclear de Fukushima, atingida pelo forte terremoto e devastador tsunami há uma semana, e ordenou a interrupção na venda de produtos da área, disse a agência de fiscalização nuclear da ONU neste sábado.

"Apesar do iodo radioativo ter uma curta vida de cerca de oito dias, o que cai naturalmente em questão de semanas, há um risco de curto prazo à vida humana se o iodo no alimento é absorvido pelo corpo humano", disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em comunicado.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

RUSSIA, grande evento ufologico

AVA MERENGER

UM EVENTO UFOLÓGICO DE GRANDES PROPORÇÕES NA RÚSSIA



Um evento ufológico de grandes proporções teve lugar na Rússia e está sendo ignorado pela mídia ocidental. Em 1 de março na região de Irkutsk na Sibéria, um objeto grande e brilhante cor de rosa e azul, de acordo com alguns relatos, foi visto por milhares de locais enquanto vinha voando em direção à Terra. Uma enorme explosão foi ouvida em seguida, em uma área ampla. Curiosos e assustados, os moradores lotaram vários departamentos de polícia e serviços de emergência com telefonemas. Os militares logo confirmaram que não estavam fazendo nenhum exercício na área e, portanto, não podiam serem responsáveis por quaisquer relatos de OVNIs.

Um morador, Sergei Ivanov, descreveu o que viu: "Aquilo não parecia um avião, mais parecia com um OVNI ou algum outro objeto inexplicável".

Logo uma grande força militar encheu a área: chefes do Exército, o pessoal da Defesa Aérea, os funcionários do Ministério da Defesa, os chefes de polícia, funcionários do Ministério de Emergência, geofísicos, aviônicos especialistas e membros dos serviços secretos.

Estes oficiais fizeram o seu caminho em direção ao local do acidente alegado, declararam o evento como secreto e anunciaram à mídia que a área específica de impacto não seria revelada.

Enquanto isso, um número considerável de jornalistas chegaram à região e se espalharam para vários assentamentos da região em busca de testemunhas: e elas foram encontradas em centenas. Alguns moradores alegaram que o evento estava relacionado a uma base alienígena de OVNIs que existe debaixo do lago Baikal. Outros falaram de uma intensa atividade OVNI que antecedeu o evento.

O chefe de uma escola primária na cidade de Vasilevka contou como viu um OVNI em forma de pirâmide gigante nos céus da área em junho de 2010. O prefeito da aldeia de Bayanday, Anatoly Tabinaev, falou de um gigantesco disco voador que disparou um raio de luz no chão perto de sua casa. Outro grupo de moradores falaram sobre um objeto estranho que "caiu" perto da aldeia deixando para trás apenas pegadas misteriosas.

Apenas algumas horas antes deste evento, controladores de tráfego aéreo em Yakutks, Sibéria, alegaram ter pego um OVNI no radar viajando a 9656,07 km/h a uma altura de 19,81 km. Quando tentou falar com a tripulação da nave, ouviram barulhos estranhos parecidos com gatos sendo proferidas a eles. Estariam esses dois eventos ligados? Seria esta aeronave que caiu mais tarde naquele dia? E por último: Será que a embarcação realmente teve um acidente de verdade ou foi isto apenas uma aterrissagem barulhenta?
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=vjMAJ_DCdn4

Fonte: beforeitsnews.com

http://beforeitsnews.com/story/491/723
/Massive_UFO_event_in_Russia:_Crashed_flying_saucer.html

O VNI DE JERUSALEM





Miniatura

Vários vídeos feitos em Jerusalém mostram uma aparição acima do Domo da Rocha. Ufólogos estão considerando uma prova cabal da existência alienígena. Alguns cristãos fundamentalistas apregoam que este é o princípio da enganação preparado pelo anticristo. Aderentes da nova era dizem que estes são os áliens do sistema Nibiru. Enfim, teorias são as mais diversas, o certo é que acontecimentos fantásticos têm ocorrido nos últimos tempos, sendo este um dos maiores, e indicam que mudanças fenomenais estão programadas para a humanidade para um breve tempo.


http://www.youtube.com/watch?v=aGSGiXQyybE&feature=player_embedded

Onda sismica chega a São Paulo

EDU DALLARTE
"Terremoto: vídeo mostra o registro das ondas sísmicas em São Paulo"


Os efeitos do terremoto ocorrido no Japão em 11 de março de 2011 não ficaram restritos somente àquela região do Pacífico. Com muito menos intensidade, o evento também foi registrado na cidade de São Paulo pelo sismômetro do Apolo11, que gravou o momento em que as ondas sísmicas chegaram à zona sul da cidade.




Sismograma mostra ondas do terremoto do Japão em São Paulo
Clique para ampliar







O evento principal ocorreu às 02h46 pelo Horário de Brasília e as primeiras ondas sísmicas chegaram à capital paulista 20 minutos depois, às 06h07. Conhecidas como ondas do tipo PKPdf, essas vibrações trafegaram pelo interior da Terra e penetraram o núcleo externo do planeta, a 3 mil quilômetros de profundidade.

De: apolochannel | Criado em: 15/03/2011

Sismograma do Terremoto no Japão em 11 de março de 2011, calculado em 9.0 graus de magnitude. O evento foi registrado pela estação sismográfica do Apolo11.com, localizada no bairro de Vila Mariana em São Paulo. Para facilitar a exibição, o vídeo está acelerado em 256 vezes.







Continuando sua jornada, as ondas avançaram mais 2 mil quilômetros até atingirem a zona de interface entre o núcleo externo e o núcleo interno, a 5 mil quilômetros de profundidade, quase no centro da Terra. Sem penetrar o núcleo, as ondas trafegaram por essa zona até iniciarem o caminho de volta, deslocando-se por todo o manto do planeta até chegarem à São Paulo, do outro lado do planeta, onde finalmente foram registradas por nossos instrumentos. Isso tudo em cerca de 8.5 km/s.

Às 04h06 foi a vez de outro tipo de onda chegar à capital paulista. Viajando mais devagar, as ondas do tipo "LQ" levaram cerca de 1 hora e 20 minutos para vencerem os 18 mil quilômetros desde a região do tremor, a uma velocidade 10 vezes maior que a do som. Ao contrário das ondas PKPdf, as ondas "LQ" são ondas de superfície e não atravessam o centro do planeta.

Toda a reverberação sísmica registrada em São Paulo durou 2 horas e 34 minutos, mas não foi percebida pelos moradores da cidade.

Ondas sísmicas pkpdf do terremoto do Japão


Reclassificação
O Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, reclassificou para 9.0 o terremoto ocorrido no dia 11 de março, anteriormente calculado em 8.9 graus. Assim, a energia liberada para o tremor, inicialmente comparada à energia contida em 335 milhões de toneladas de TNT, passa a ser equivalente a 475 milhões de toneladas. A quantidade de bombas atômicas iguais à de Hiroshima necessárias para liberar essa energia passa de 16 mil para 25 mil.

Essa elevação de magnitude já era prevista desde o dia seguinte ao abalo e foi informada pelo Apolo11 em seu canal no Twitter. A afirmação estava baseada na altura do sismograma registrado, que apontava um abalo de 9.1 graus de magnitude como pode ser visto no gráfico ampliado.


No topo, tela do sismograma do Apolo11 onde são mostradas as chegadas das principais ondas sísmicas registradas em São Paulo. Na sequencia, vemos o vídeo do sismograma, acelerado em 256 vezes. Acima, esquema mostra como as ondas se propagaram desde o Japão, até a capital paulista.



Extraído de: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Terremoto_vide...

domingo, 13 de março de 2011

Nuvem radioativa pode atingir a Russia


EDU DALLARTE

Primeiro-ministro russo Vladimir Putin já ordenou a verificação dos planos e meios de socorro de emergência na zona oriental russa

Mapa do Japão - local nuvem

O acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, é o pior do país desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986

O acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, provocou uma nuvem radioativa que pode atingir a península russa de Kamtchatka em menos de 24 horas, segundo uma dirigente local do serviço de vigilância sanitária, citada pela agência de notícias Ria-Novosti. "Isto pode acontecer devido a direção das massas de ar e a distância entre le Kamtchatka e o Japão", explicou Novosti Natalia Jdanova. A península fica a nordeste do Japão e do arquipélago russo de Kuriles.

Diante do temor, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin já ordenou a verificação dos planos e meios de socorro de emergência na zona oriental russa. Medições de radioatividade serão realizadas de hora em hora em 28 estações de controle russas. “É preciso controlar com o maior cuidado possível a situação no Extremo-Oriente russo e comprovar ainda mais uma vez os meios disponíveis para enfrentar uma tal situação", declarou Putin.

O primeiro-ministro falou sobre o assunto numa reunião com o titular da Energia Igor Setchine, com o responsável pela Agência russa de energia nuclear Rosatom, Sergueï Kirienko, e que contou com a participação do vice-ministro das Situações de Emergência, Rouslan Tsalikov. “É preciso controlar com o maior cuidado possível a situação no Extremo-Oriente russo e comprovar ainda mais uma vez os meios disponíveis para enfrentar uma tal situação", declarou Putin.

Acidente nuclear - O acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, é o pior do país desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. A falha no sistema de refrigeração do reator 1 da usina Daiichi, em função do terremoto e do tsunami que atingiram o país nessa sexta-feira, foi classificado pelas autoridades como categoria 4. De acordo com a Escala Internacional de Sucessos Nucleares (INES), isso equivale a um “acidente com conseqüências de alcance local”, informa o jornal El Pais, nesse sábado. Na classificação, 7 é a categoria máxima.

Utilidade pública

Embaixada do Brasil no Japão
http://www.brasemb.or.jp

E-mail - comunidade@brasemb.or.jp
Telefone
- 00-XX-81-3-3404-5211


Consulado-geral em Tóquio

Telefone - 00-XX-81-3-5488-5665
Twitter
- http://twitter.com/cgtoquio


Consulado-geral em Hamamatsu

E-mail - info@consbrashamamatsu.jp

Apenas em duas ocasiões foram registrados acidentes piores, de acordo com a classificação da INES: Chernobyl (nível 7, “acidente grave”) e a fusão do núcleo de um reator da central americana Three Mile Island, em 1979 (nível 5, “acidente com conseqüências de maior alcance”).

O Japão informou que, após o aumento inicial de radioatividade em torno da usina, houve redução dos níveis nas últimas horas, informou a agência da ONU para energia nuclear com sede em Viena.

Para conter as conseqüências do acidente, o governo vem tentando um método sem precedentes, segundo informou o porta-voz do governo, Yukio Edano. Trata-se de um resfriamento do reator com água do mar, misturada com ácido bórico.

Além disso, a população próxima ao local receberá doses de iodo, um elemento útil para prevenir câncer de tireóide. Após o desastre de Chernobyl, milhares de casos de câncer de tireóide foram registrados em crianças e adolescentes, expostas no momento do acidente. Mais casos são esperados.

Três japoneses moradores de uma cidade próxima à usina nuclear, contudo, já foram expostos à radiação. Eles faziam parte de um grupo de cerca de 90 pacientes internados em um hospital da cidade de Futaba-machi e foram escolhidos aleatoriamente por médicos para serem submetidos a testes, após o incidente nuclear, informou a televisão pública NHK.

Os médicos descobriram que eles haviam sido irradiados, acrescentaram a NHK e a agência Jiji, citando o governo local de Fukushima. Os pacientes esperaram os socorristas em uma escola, onde haviam sido transferidos e, em seguida, foram levados em helicóptero. Naquele momento, ocorria a explosão na usina de Fukushima 1.

Os três, que ainda não tiveram idade e sexo divulgados, vão passar por uma lavagem especial para se livrar da radiação, mas seu estado de saúde não apresenta nada anormal, relatou a NHK.

Alerta - A explosão do prédio onde fica um dos reatores da usina aconteceu um dia após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter, seguido de tsunami na região. Imagens da rede de televisão estatal NHK mostram as paredes do edifício do reator ruindo, deixando de pé apenas um esqueleto de metal. Colunas de fumaça saíam da usina de Fukushima, que fica a 30 quilômetros de Iwaki, um dos locais mais atingidos pelo duplo desastre.

Em função do acidente, o governo japonês declarou nesta sexta-feira estado de "emergência nuclear". Cerca de 46 mil moradores em um raio de dez quilômetros da usina foram retirados emergencialmente de suas casas e transportados para lugares seguros. Porém, segundo a rede NHK, no momento da explosão ainda havia cerca de 800 pessoas nas redondezas, algumas delas idosas.

Mais tarde, com a gravidade da situação, o governo ampliou a área de evacuação para 20 quilômetros. Um novo tremor de magnitude 6,0 na escala Richter atingiu a região às 22h15 no horário local (10h15 hora de Brasília).

Lembranças ruins - A oposição contra a indústria nuclear é forte no Japão. A cada ano, milhares de pessoas se reúnem para relembrar as vítimas das duas bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945.

Mas, ante a pobreza de recursos naturais do arquipélago, a energia nuclear civil é considerada um mal necessário. São mais de 50 reatores espalhados pela costa do Japão, suprindo 30% das necessidades elétricas do país.


Esses reatores foram construídos para suportar os tremores sísmicos e parar automaticamente em caso de um abalo muito forte. Onze deles, situados nas zonas mais atingidas pelo terremoto de ontem, pararam automaticamente.

Mortos e desaparecidos - Em meio à preocupação com a crise nuclear, o exército japonês encontrou entre 300 a 400 corpos no porto de Rikuzentakata, que se somam aos entre 200 e 300 cadáveres descobertos numa praia de Sendai (nordeste, prefeitura de Miyagi) depois da passagem da imensa onda de mais de 10 metros.

A agência Kyodo News informou que operadores ferroviários perderam o controle de quatro trens que trafegavam por linhas férreas costeiras na sexta-feira. As composições ainda não tinham sido encontradas até a tarde deste sábado, no horário local. A East Japan Railway Co., que opera as linhas, informou que não sabe quantas pessoas viajavam nos trens.

O primeiro-ministro Naoto Kan disse que 50 mil soldados do Exército se juntaram ao esforço de resgate e recuperação das áreas atingidas. "A maioria das casas ao longo da linha costeira foi destruída e há muitos incêndios ali", disse Kan, após sobrevoar a região por helicóptero.

Enquanto isso, os números de mortos e desaparecidos não param de aumentar. Pelo menos 685 pessoas morreram, 643 estão desaparecidas e 1.128 se feriram. Autoridades afirmam que mortos e feridos devem passar de 1.800.

A polícia nacional informa que mais de 215.000 pessoas foram levadas para abrigos no norte e leste do país. Esta cifra compreende mais de 100.000 pessoas da prefeitura de Fukushima, entre elas os moradores retirados da região da usina nuclear. O número de pessoas pode ser muito maior porque a polícia ainda não recebeu informações dos evacuados da prefeitura de Miyagi, uma das zonas que sofreu maiores danos humanos e materiais. Milhares de pessoas continuam bloqueadas em prédios isolados pelas águas nessa localidade, segundo a prefeitura.

Ajuda internacional
- A comunidade internacional começou a enviar equipes de resgate no sábado para ajudar o Japão. "Estamos no processo de enviar nove especialistas que estão entre os mais experientes que temos para lidar com catástrofes. Eles ajudarão a avaliar as necessidades e coordenar assistência com autoridades japonesas", disse Elisabeth Byrs, porta-voz do escritório da Organização das Nações Unidas para a coordenação de assuntos humanitários.

Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nuvem-radioativa-pod...

ufo de Jerusalem abala o mundo

  • O Caso do ufo de Jerusalém abala o mundo Milhares de pessoas acreditam que a filmagem do ufo foi real, milhares que era mentira.   A posição oficial russa é que este UFO deixou uma mensagem para as pessoas, codificadas em flashes de luz que os russos alegam ter decifrado.   Não temam nosso retorno.     Que retorno é este?  Seria o dos Anunakis ou anjos caidos tentando se passar por anjos de luz ou o retorno de Yeshua e seus anjos como interpretam alguns?   É algo que a humanidade tem que decifrar. nos procuramos entender estes misterios, todo ponto de vista é importante.   http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=19771491   nosso site é  www.lamech.com.br