segunda-feira, 23 de maio de 2011

Planetas sem estrelas

Edu Dallarte
São corpos celestes escuros, com massa semelhante à de Júpiter, flutuando sozinhos no espaço, fora da órbita de qualquer estrela.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/05/2011

Astrônomos descobrem planetas solitários, sem estrelas
Os planetas solitários são corpos celestes escuros, flutuando sozinhos no espaço, fora da órbita de qualquer estrela.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Planetas sem estrelas

Astrônomos anunciaram a descoberta de uma nova classe de planetas - planetas solitários, sem estrelas.

São corpos celestes escuros, com massa semelhante à de Júpiter, flutuando sozinhos no espaço, fora da órbita de qualquer estrela.

Os cientistas acreditam que o mais provável é que esses planetas órfãos tenham se formado em torno de estrelas e, mais tarde, sido expulsos de seu sistema planetário por alguma conjunção de forças gravitacionais.

A descoberta resultou da análise dos dados coletados durante uma série de observações do bojo central da Via Láctea, realizadas entre 2006 e 2007 por um grupo de astrônomos do Japão e da Nova Zelândia.

Planetas solitários

A análise fornece indícios do que parecem ser 10 "planetas flutuando livremente", em locais distintos, todos aproximadamente do tamanho de Júpiter - o equipamento usado na pesquisa não é preciso o suficiente para localizar planetas menores.

"Nossos resultados sugerem que os sistemas planetários frequentemente tornam-se instáveis, com os planetas sendo expulsos de seus locais de nascimento ao passarem perto demais de outros planetas," explica David Bennett, um dos membros da equipe.

A descoberta não apenas confirma que existem planetas flutuando isoladamente no espaço, mas também indica que eles são bastante comuns - como detectá-los é muito difícil, o fato de um único rastreio ter localizado 10 deles indica que deve haver muitos mais não detectados.

Segundo os astrônomos, essa população inesperadamente grande também descarta a ideia de que os planetas livres formem-se isoladamente, e não ao redor de estrelas - se esse fosse o caso, deveria haver muito menos deles.

Censo planetário

A equipe estima que pode haver duas vezes mais planetas isolados do que estrelas, o que equivale a dizer que os planetas sem estrelas podem ser tão comuns quanto os planetas ao redor de estrelas.

"Nossa pesquisa é como um censo da população - nós amostramos uma parte da galáxia e, com base nesses dados, pode-se estimar o número total da galáxia," explica Bennett.

"A pesquisa não é sensível a planetas solitários com massa menor do que Júpiter ou Saturno, mas as teorias sugerem que planetas de menor massa, como a Terra, devem ser expulsos de suas estrelas com mais frequência, sendo assim, mais comuns do que os gigantes gasosos isolados," completou ele.

A NASA tem planos de enviar ao espaço um novo observatório - o WFIRST (Wide-Field Infrared Survey Telescope) - que usará o método de microlentes, capaz de fazer estimativas mais precisas de quantos planetas solitários há na Via Láctea.

Com a vantagem de que esse futuro telescópio terá a capacidade para detectar planetas solitários do tamanho da Terra.

Bibliografia:

Unbound or distant planetary mass population detected by gravitational microlensing
The Microlensing Observations in Astrophysics (MOA) Collaboration, The Optical Gravitational Lensing Experiment (OGLE) Collaboration
Nature
18 May 2011
Vol.: 473, pp. 349-352
DOI: 10.1038/nature10092

Raios cosmicos formam nuvens e temperatura na terra

Edu Dallarte
Este é o mais forte indício experimental já obtido de que o Sol influencia o clima da Terra e como ele o faz


Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/05/2011

Raios cósmicos induzem formação de nuvens e influenciam temperatura na Terra
Os raios cósmicos "semeiam" as nuvens de baixa altitude, que refletem uma parte da radiação solar de volta para o espaço. [Imagem: NASA]

Físicos da Dinamarca e do Reino Unido demonstraram que os raios cósmicos podem estimular a formação de gotas de água na atmosfera da Terra, conduzindo à formação de nuvens.

Segundo os pesquisadores, este é o mais forte indício experimental já obtido de que o Sol influencia o clima da Terra e como ele o faz - alterando o fluxo de raios cósmicos que atinge a superfície da Terra.

As implicações da descoberta são significativas e de grande alcance não apenas científico, mas também político.

Raios cósmicos semeiam nuvens

Ainda se sabe pouco sobre como exatamente o Sol influencia, e em que magnitude, o clima e a temperatura na Terra.

A hipótese de Henrik Svensmark, da Universidade Técnica da Dinamarca, em Copenhague, é a de que os raios cósmicos representam um papel importante nesse mecanismo.

Segundo Svensmark e seus colegas, os raios cósmicos "semeiam" as nuvens de baixa altitude, que refletem uma parte da radiação solar de volta para o espaço.

A quantidade de raios cósmicos que atingem a Terra, por sua vez, depende da intensidade do campo magnético solar. Quando esse campo magnético é mais forte - o que se evidencia pela presença de mais manchas solares -, mais raios são desviados, menos nuvens se formam e, assim, a Terra se aquece.

Se o contrário acontecer no Sol, a temperatura na Terra cai.

O que os cientistas fizeram agora foi demonstrar experimentalmente que um fluxo de raios cósmicos atua positivamente na formação de nuvens.

Simulação dos raios cósmicos

Para se transformar em gotículas e formar as nuvens, o vapor de água na atmosfera precisa de uma alguma superfície em torno da qual se condensar. Esse papel é desempenhado principalmente pelos chamados aerossóis, partículas líquidas ou sólidas presentes no ar.

Os pesquisadores agora demonstraram que os raios cósmicos também desempenham esse papel, ionizando moléculas na atmosfera, moléculas estas que atraem o vapor de água, agregando-o até formar uma estrutura grande o suficiente para funcionar como superfície de condensação.

O experimento consiste em um recipiente com uma mistura de gases representando uma atmosfera típica da Terra - oxigênio, nitrogênio, vapor de água, ozônio, dióxido de enxofre etc. Uma fonte de luz ultravioleta gerou as moléculas de ácido sulfúrico, que servem como "semente" às quais as moléculas de água podem se aglomerar.

Os raios cósmicos foram simulados por um feixe de elétrons de 580 MeV.

O grupo verificou que o feixe de elétrons levou a um aumento substancial na quantidade de aglomerados de moléculas.

Segundo os pesquisadores, os elétrons, assim como os raios cósmicos na atmosfera real, ionizam as moléculas no ar, resultando na aglomeração das moléculas de água.

Divergências climáticas

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) afirma que a maior parte do aquecimento registrado no clima da Terra nos últimos 50 anos deve-se a emissões de gases de efeito estufa gerados pela atividade humana.

Mas outros cientistas argumentam que o Sol tem uma influência significativa nas mudanças do clima da Terra porque, ao longo dos últimos séculos, tem havido uma estreita correlação entre as temperaturas globais e a atividade solar - embora essa correlação pareça ter sido interrompida ao longo dos últimos 40 anos.

Sem dados suficientes para uma conclusão mais precisa, o debate científico logo deu lugar a algo mais parecido com um debate religioso - os grupos se dividiram e estabeleceram uma fronteira intransponível entre o chamado "grupo do consenso" e o "grupo dos céticos".

O "grupo do consenso" saiu vencedor por larga margem numérica entre os cientistas, e estabeleceu uma ortodoxia que tem resistido firmemente.

A nova descoberta vem dar força ao grupo daqueles que exigem um comportamento mais científico do IPCC, largamente acusado de ser mais político do que científico em suas conclusões.

Nos modelos do IPCC, as variações do brilho solar tiveram um impacto sobre o aquecimento global de apenas alguns centésimos de grau ao longo dos últimos 150 anos.

Bibliografia:

Cosmic ray decreases affect atmospheric aerosols and clouds
Henrik Svensmark, Torsten Bondo, Jacob Svensmark
Geophysical Research Letters
Vol.: 36, L15101
DOI: 10.1029/2009GL038429

Acorde cedo e olhe para o céu

Ava Merenger

Acorde cedo e olhe para para o céu!

Levante cedo e olhe para o céu. Belezas celestes lhe aguardam!

Quem acorda cedo já percebeu. Nos últimos dias, diversos pontos brilhantes podem ser vistos no céu logo nas primeiras horas da manhã. Não se trata de algo sobrenatural ou inexplicável, mas tão somente dos tradicionais planetas do Sistema Solar, que resolveram se juntar para deixar nossas manhãs mais interessantes!
Conjunção de planetas

Logo que os primeiros raios de Sol se tornam visíveis no horizonte leste, Júpiter, Marte, Mercúrio e Vênus formam um belo quarteto planetário muito fácil de ser visto. A proximidade entre eles é tão grande que basta olhar para qualquer um deles para vê-los todos de uma única vez. Isso acontece por que eles estão em conjunção, quando um observador na Terra tem a impressão de que os objetos estão aparentemente muito próximos.

Na conjunção atual, Mercúrio e Vênus estão separados por apenas 1 graus de distância, o equivalente ao espaço ocupado por dois discos lunares, mas apesar de parecerem estar juntos, essa aproximação é apenas aparente. Na realidade eles estão bem distantes uns dos outros.

Posição planetária durante conjunção de planetas

Mercúrio está atualmente a 127 milhões de quilômetros da Terra. Vênus está bem mais longe, a cerca de 219 milhões de quilômetros e apesar disso brilha muito mais. Marte, a 344 milhões de quilômetros brilha bem fraquinho, com magnitude de 1.3 e dependendo das condições do local de observação pode ser bastante difícil de ser visto sem auxílio de algum instrumento. Júpiter é um farol. Mesmo a 870 milhões de quilômetros da Terra, o gigante gasoso brilha tanto que praticamente domina o céu junto de Vênus.

Se você gosta de observar o céu essa é uma grande oportunidade. É só acordar um pouquinho mais cedo e olhar para o quadrante leste, aquele em que o Sol nasce. Os planetas estarão ali desde um pouco antes da alvorada até a hora que o céu já estiver claro o suficiente para ofuscá-los e lembrar-nos que um novo dia se inicia. Bons céus!

Fotos: No topo, imagem feita às 05h45 da manhã de 9 de maio de 2011 a partir do bairro da Vila Mariana, em São Paulo. A cena mostra os planetas Vênus no topo, com Mercúrio ao seu lado direito e Júpiter, brilhando abaixo de Vênus. Marte, abaixo de Vênus não pode ser visto na cena, escondido pela densa camada de poluição sobre o horizonte leste. Na sequência, a posição dos planetas no interior de suas órbitas. Observe a grande distância entre eles. Crédito: Apolo11.com.
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SINAL DO ESPAÇO NA INDONESIA 13 DE MAIO


MAIS DOIS FENOMENOS DE GRUPOS CIRCULOS

AVA MERENGER

Madisonville, Tennessee, Estados Unidos - 12 de maio de 2011

Kennett perto de Avebury, em Wiltshire, Reino Unido - 17 mai 2011

MAIS DOIS FENOMENOS DE GRUPOS CIRCULOS

AVA MERENGER

NAVE IMENSA ENCONTRADA NA RUSSIA

AVA MERENGER
Data do avistamento: Maio 2011
Localização de observação: Aldeia de Lesopilniy, Khabarovsk, Rússia

Uma testemunha afirma: ". Tinha 200 metros de diâmetro, muito maior que um avião de passageiros. A grande maioria dos moradores se escondeu com medo em suas casas, mas mandaram um mais corajoso para fora, para espionar o objeto."

Um evento UFO importante teve lugar mais uma vez na Rússia, recebendo a atenção massiva da mídia naquele país, e ignorado pela ufologia do Ocidente.

Moradores da aldeia de Lesopilniy na região de Khabarovsk, perceberam um enorme objeto rotativo descendo. A nave alienígena foi descrita como brilhante e duas luzes foram vistas em seu corpo. Dezenas de moradores atordoados, jovens e idosos, se reuniram nas ruas quando o objeto em silêncio pairou acima dos telhados.

O objeto foi captado pelo radar militar e logo foguetes e tiros foram disparados contra o UFO a partir de uma base militar próxima. O objeto mudou de direção neste momento e disparou para o céu. O evento durou mais de duas horas. Um número de residentes filmou o evento em suas câmeras de telefone celular, porém o objeto não era visível quando foram reproduzidos seus clipes.

Acredita-se agora que as negociações internacionais, de portas fechadas, iniciará uma investigação a respeito de porque os militares atiraram contra uma nave alienígena aparentemente pacífica, com mais potencial de nos causar danos do que qualquer engenhoca humana. Os líderes políticos provavelmente esperam que essa ação não comprometa a amizade galáctica da Humanidade, o que coloca em destaque a nossa natureza primitiva.

OU