segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Milhares de soldados ucranianos cercados em DEBALTSEVE

Guerra sem fim à vista em Debaltseve num cessar-fogo que nasceu frágil

Exército ucraniano recusa render-se aos rebeldes pró-russos, para quem a trégua não abrange a cidade na província de Donetsk. Recuo das armas posto em causa.
Soldado ucraniano perto de Svitlodarsk, na região de Donetsk ANATOLII STEPANOV/AFP
As várias iniciativas para travar a guerra no Leste da Ucrânia têm exigido uma certa ginástica na interpretação do termo "cessar-fogo", que passa por fechar os olhos aos combates nas estratégicas cidades de Debaltseve e Mariupol desde que as armas estejam caladas na generalidade da linha da frente.
Desde a entrada em vigor da trégua, na passagem de sábado para domingo, já foram mortos pelo menos cinco soldados ucranianos, todos nas proximidades de Mariupol, uma cidade portuária controlada pelas forças ao serviço do Exército de Kiev e cobiçada pelos separatistas pró-russos.
Mais a Norte, a meio caminho entre os bastiões separatistas de Donetsk e Lugansk, milhares de soldados ucranianos estão cercados na cidade de Debaltseve, no centro de uma batalha alheia ao acordo assinado na quinta-feira da semana passada em Minsk, capital da Bielorrússia.
Até ao final da manhã desta segunda-feira – 36 horas depois do início do cessar-fogo –, o Exército ucraniano tinha registado mais de uma centena de ataques por parte dos separatistas pró-russos, a maioria na zona de Debaltseve, e os rebeldes tinham denunciado três dezenas de ataques lançados pelas forças fiéis a Kiev.
Os cinco soldados ucranianos foram mortos em Shirokine, na costa do Mar de Azov, mas os combates mais intensos e violentos registam-se quase 200 quilómetros a Norte, em Debaltseve.
A batalha por esta cidade esteve quase a fazer implodir as negociações em Minsk, na cimeira que juntou a chanceler alemã e os Presidente de França, Rússia e Ucrânia. Segundo o relato dos pormenores das 16 horas de negociações na capital da Bielorrússia, feito por nove jornalistas na revista alemã Der Spiegel, os separatistas pró-russos nunca aceitaram desistir da conquista de Debaltseve, e o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, nunca aceitou admitir que as suas tropas estavam cercadas.
Foi depois de uma conversa com o Presidente russo, Vladimir Putin – já na manhã de quinta-feira, ao fim de várias horas de negociações – que os líderes separatistas acabaram por dar o seu aval ao cessar-fogo, mas os pormenores dessa negociação em particular não são conhecidos.
Nesta segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, repetiu o que tem dito desde que assumiu o protagonismo na mediação da crise no Leste da Ucrânia, numa confirmação de que o seu pragmatismo se baseia em pouco mais do que numa boa dose de esperança: "A situação é frágil. Não é algo inesperado, em particular no que se refere a Debaltseve. Sempre ficou claro que é preciso fazer muito mais. E eu sempre disse que não há garantias de que as nossas tentativas vão ser bem-sucedidas. Vai ser um caminho extremamente difícil."
Na noite de sábado para domingo, na declaração em que ordenou às suas tropas o cumprimento do cessar-fogo, o Presidente ucraniano manteve a posição de que a situação em Debaltseve não podia ser descrita como um cerco, já que o Exército da Ucrânia teria ainda o controlo sobre uma estrada por onde era possível receber reforços e garantir a rotação dos combatentes – é esse o argumento em que Kiev se baseia para continuar a defender que Debalsteve era sua no momento em que o cessar-fogo entrou em vigor. Do outro lado, os rebeldes pró-russos mantêm que os soldados ucranianos devem abandonar a cidade ou sofrer as consequências de um cerco.
Já nesta segunda-feira, os líderes das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk propuseram a abertura de um corredor para que os soldados ucranianos pudessem sair de Debaltseve, mas a ideia foi prontamente rejeitada pelo Governo da Ucrânia.
"Sugerimos que os soldados ucranianos que estão em Debaltseve continuem vivos. Só há uma condição: deponham as suas armas. Nem falámos sobre a possibilidade de serem feitos prisioneiros. Deponham as armas e saiam daqui", disse um dos comandantes rebeldes, Eduard Basurin.
O porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano, Vladislav Selezniov, disse à agência Reuters que essa hipótese nem iria ser discutida: "Segundo os acordos de Minsk, Debaltseve é nossa. Não vamos sair."
Segundo o acordo assinado na semana passada, a retirada do armamento com vista à criação de uma zona-tampão com um máximo de 140 quilómetros deveria começar nesta segunda-feira, mas nenhuma das partes está preparada para cumprir essa importante parte de um eventual processo de paz – os rebeldes dizem que só recuam depois de o Exército ucraniano começar a recuar; e Kiev diz que só começa a recuar se os rebeldes deixarem de atacar Debaltseve e Mariupol.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/guerra-sem-fim-a-vista-em-debaltseve-num-cessarfogo-que-nasceu-fragil-1686323




sábado, 14 de fevereiro de 2015

A CEIFA DAS ALMAS

Conheça a obra A CEIFA DAS ALMAS

Esta obra analisa O Apocalipse ocorrendo nos dias atuais, em cada conflito no planeta, em cada catástrofe natural em cada sinal da tecnologia rumo ao projeto 666.

O Apocalipse é agora.

O mundo jaz no maligno, mas os eventos do fim estão chegando.
Os selos ainda não foram abertos, mas grandes eventos mostram que estamos no fim.
Conheça esta fantástica obra que é assustadora, pois nos situa dentro das profecias num ambiente de acontecimentos fantásticos em que o destino da humanidade será selado.
Uns irão ressurgir para a luz e outros mergulharão no caos.

Preparem-se, o Apocalipse já está acontecendo.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Obama ameaçou Putin antes da Reunião de Minsk


Presidente dos EUA Barack Obama

Mídia alemã: Obama ameaçou Putin antes da reunião de Minsk

© Sputnik/ Nikolai Lazarenko
NOTÍCIAS
(atualizado 04:24 13.02.2015)
Ucrânia em foco da política internacional (36)
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Vários veículos da mídia alemã escreveram que, durante um telefonema recente, o presidente dos EUA Barack Obama ameaçou o presidente da Rússia Vladimir Putin com consequências graves para o alegado envolvimento da Rússia no conflito ucraniano.
O presidente estadunidense Barack Obama avisou Vladimir Putin que “os custos para a Rússia vão aumentar” se o país não cessar seu alegado envolvimento na crise ucraniana, escreveu a mídia alemã.
Isso se referia a uma conversa telefônica recente entre os líderes dos dois países que teve lugar um dia antes das conversações de Minsk
 “Obama está instando Putin à paz proferindo ameaças”, escreveu o jornal alemão Die Zeit. Segundo o jornal, o presidente norte-americano disse a Vladimir Putin que este teria de pagar um preço elevado se o conflito não fosse resolvido.
A revista Der Spiegel referiu igualmente que o apelo de Obama à paz continha tons de ameaça. O líder estadunidense acusou mais uma vez a Rússia de envolvimento militar no conflito da Ucrânia. Obama avisou que, se a Rússia continuar suas “ações agressivas” na Ucrânia e providenciar armas e ajuda financeira aos apoiantes da independência, então “os custos para a Rússia irão subir”.
Moscou negou repetidamente essas alegações e proclamou seu não envolvimento no conflito ucraniano. O jornal alemão Die Welt citou a declaração do porta-voz para a imprensa do presidente russo, Dmitry Peskov, que enfatizou o interesse da Rússia em uma solução pacífica da crise e disse que mais sanções e o fornecimento de armamento letal apenas iria contribuir para a deterioração da situação.
Os EUA anunciaram recentemente que estão ponderando a possibilidade de fornecerem armas letais às tropas ucranianas.
A questão da assistência militar direta dos EUA continua na agenda norte-americana, escreveu o jornal suíço Blick, acrescentando que, contudo, países europeus como a Alemanha, o Reino Unido, a Dinamarca, a Áustria e a Suécia se opõem à ideia de um envolvimento dos EUA na crise ucraniana.


Leia mais: http://br.sputniknews.com//noticias/20150212/147729.html#ixzz3RfhhTM8O





http://br.sputniknews.com/noticias/20150212/147729.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Fogo em Chernobyl coloca a vida de milhões de pessoas em risco

Os incêndios florestais para criar segunda onda de envenenamento por radiação de Chernobyl

Tempo de Publicação: 10 de fevereiro de 2015 18:40
Um homem controla fogo, pois ele queima o seu campo de pousio na aldeia abandonada de Rudnoye em 20 de abril de 2011 perto da zona de exclusão de 30 quilômetros em torno do reator nuclear de Chernobyl.  (AFP Photo)
Um homem controla fogo, pois ele queima o seu campo de pousio na aldeia abandonada de Rudnoye em 20 de abril de 2011 perto da zona de exclusão de 30 quilômetros em torno do reator nuclear de Chernobyl. (AFP Photo)
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Cientistas noruegueses afirmam que o aquecimento global vai levar a mais incêndios nas florestas que cercam o local do acidente nuclear 1986, deixando os europeus expostos a elementos radioativos ainda presentes na zona de exclusão ao redor da planta.
"Uma grande quantidade de césio-137 ainda permanece nas florestas de Chernobyl, que poderiam ser remobilizado, juntamente com um grande número de outros, de longa duração, radionuclídeos refratários perigosas. Prevemos que uma área inflamável expansão associado com a mudança climática levará a um alto risco de contaminação radioactiva com picos característicos de incêndio no futuro ",disse o resumo de um estudo publicado na revista Monografias Ecológicos pelo Instituto Norueguês de Pesquisa respeitado Air.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA descreve césio-137 como "altamente radioativo" material que "aumenta o risco de câncer" e pode causar a morte por meio de exposição severa.
Dos 85 petabecquerels (uma medida de radioatividade), liberadas após o acidente na usina, entre dois e oito ainda permanecem no solo.
A equipe norueguesa estudou imagens de satélite dos padrões de incêndios de grandes proporções que se originaram na zona de exclusão de 4800 km quadrados -. Localizados em cada lado da fronteira da Ucrânia com Belarus - em 2002, 2008 e 2010. Os impactos desses incêndios, que vomitou quase um décimo mais radiação do que a precipitação original, foram detectados tão distantes como a Escandinávia, Turquia e Itália.
Os cientistas então usado projeções do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas - que diz que a área vai se tornar ainda mais seca e mais propensa a incêndios - para fazer previsões futuras de nuvens de radiação ainda mais graves se espalhando por todo o continente.
Além disso, os cientistas descobriram que os restos orgânicos na floresta - combustível fundamental para todos os incêndios potencial - tem vindo a construir-se o dobro da taxa desde 1986, como folhas mortas na área parecem decadência na metade do ritmo, devido à radiação inibição natural, biológico processos.
A situação é agravada pelo decaimento surpreendentemente lento da própria césio-137. Em condições laboratoriais, a sua meia-vida é de 30 anos, o que significa que por ano seguinte, que deve ser metade da potência da, no momento da contaminação. Mas na vegetação densa que surgiu na zona de exclusão, o elemento é repetido continuamente entre o solo e as folhas das árvores acima.
O estudo, que assinala que "infra-estrutura de combate a incêndios em curso na região é insuficiente devido à falta de pessoal e falta de financiamento", prevê que a combinação mais potente de concentrações de césio e de incêndios florestais vai atacar entre 2023 e 2036, e os perigos realistas permanecerá até 2060.
E quais são os perigos de serem expostos a estes elementos para os seres humanos?
O estudo estima que, durante uma briga um incêndio, um habitante de Kiev - localizado a menos de 100 km de Chernobyl - estaria exposta a uma média de 10 microsieverts de radiação, uma dose relativamente trivial que constitui um por cento do limite de radiação anual prescrito.
Infelizmente, a radiação é bastante desigual em qualquer nuvem, e tende a se concentrar em certos alimentos como cogumelos - o que significa muitos estão propensos a receber, uma exposição potencialmente mudança de vida muito mais elevado.
"A dose interna de ingestão pode ser significativa. Um crescente corpo de informações suporta a ideia de que não existe um limiar abaixo do qual eles não têm nenhum efeito ", Tim Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul em Columbia, um dos co-autores do estudo, disse à New Scientist.
Um problema particular será triagem daqueles que foram desproporcionalmente afetados, com os envenenamentos imperceptíveis na população em geral, mas "muito significativos para quem os experimenta."
O impacto do problema pode se estender para além da Europa, também para Fukushima Daiichi Usina de Energia Nuclear do Japão, que lançou cerca de um quinto a um quarto do Césio-137 precipitação de Chernobyl durante a crise nuclear em 2011.



"Este é claramente um problema importante e que se aplica também a Fukushima, onde uma quantidade significativa de terra da floresta tenha sido contaminado. Os cientistas têm um ponto muito válido. A falta de gestão das florestas, a decadência aparentemente mais lento de vegetação exposta à radiação , alterações climáticas, com a seca e a expansão de áreas de floresta, tudo contribui para o aumento do risco de incêndios florestais e, portanto, ainda mais a dispersão de átomos radioactivos de longa duração ", disse Keith Baverstock, da Universidade do Leste da Finlândia, em Kuopio.

http://rt.com/news/231067-wildfire-chernobyl-radiation-caesium/

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Exército ucraniano sofre baixas na Ucrania


Tanque da RPD

Exército ucraniano sofreu 45 baixas nas últimas 24h

© Sputnik
MUNDO
Ucrânia: campo de batalha (39)
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O vice-comandante da autoproclamada República Popular de Donetsk(RPD), Eduard Basurin, informou que nas últimas 24h o exército da Ucrânia perdeu 11 tanques, 6 veículos blindados, 9 unidades de artilharia, 11 carros e 45 soldados mortos em batalha.
As perdas dos militares ucranianos em combates em Donbass somaram 45 pessoas nas últimas 24h, afirmou o vice-comandante das milícias da autoproclamada RPD, Eduard Basurin. Ele destacou que em 22 dias de combates os militares ucranianas sofreram um total de 2056 baixas. 
"As perdas dos militares ucranianos nas últimas 24 horas somaram 11 tanques, 8 destruídos e 3 capturados, 6 veículos blindados, 9 unidades de artilharia e 11 carros. Soldados mortos em batalha somaram 45 pessoas. Desde o início das ações militares mais ativas, o inimigo perdeu nos últimos 22 dias: 3 aviões, 1 helicóptero, 168 tanques, 133 blindados, 124 unidades de artilharia, 94 carros e 2056 pessoas mortas em batalhas”, declarou Basurin aos jornalistas. 
Segundo Basurin, o exército ucraniano continua a bombardear os bairros residencias com os sistemas de artilharia Smerch e Grad. Donetsk e seus subúrbios foram atacados dessa maneira mais de 30 vezes. A cidade de Mariupol também sofreu ofensiva.


Leia mais: http://br.sputniknews.com//mundo/20150208/97301.html#ixzz3RCjiXy12


http://br.sputniknews.com/mundo/20150208/97301.html

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Gorbachev teme terceira guerra mundial

Gorbachev teme que Guerra Fria se possa tornar 'quente'

EUA, Gorbachev, Russia, guerra fria, opinião
Na foto: Mikhail Gorbachev, foto de arquivo

EUA já envolveram a Rússia na Guerra Fria e não se pode excluir que eles dêem passos no sentido de uma guerra real, pensa o ex-presidente da URSS Mikhail Gorbachev.

“Ouve-se falar o tempo todo dos EUA, da União Europeia sobre sanções contra a Rússia. Já perderam a cabeça? Os EUA perderam-se na selva e atiram-nos para lá”, disse Gorbachev em entrevista à Interfax.
“Se falarmos com palavras claras, eles [EUA] já nos envolveram numa nova Guerra Fria tentando realizar abertamente a sua ideia de triunfo. E para onde isto vai levar-nos? A Guerra Fria já ocorre abertamente. O que se segue? Infelizmente já não posso dizer que a Guerra Fria não leve à ‘Guerra Quente’. Temo que possam arriscar”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Gorbachev frisou que a situação nos EUA e na União Europeia não é simples: “Uma parte dos países europeus vivem bem, os outros – muito pior, e a dependência dos EUA é demasiado forte, mesmo no caso da Alemanha”.

http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_29/Gorbachev-teme-que-a-Guerra-Fria-se-pode-tornar-quente-9805/

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Índia admite EUA em seu mercado nuclear

Índia admite EUA no seu mercado nuclear

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Na foto: Narendra Modi e Barack Obama

A Índia admitiu os EUA no seu mercado de serviços nucleares não através da revisão de sua legislação, mas graças a um compromisso. Mas este pode vir a ser uma fonte de novos conflitos.

A Índia e os EUA, segundo as declarações feitas por suas lideranças, conseguiram remover os obstáculos que impediam as empresas norte-americanas de importar combustível nuclear e construir usinas nucleares na Índia. Havia duas contradições. Os estadunidenses não concordavam com a lei indiana que responsabiliza o prestador de serviços nucleares por prejuízos provocados ao longo de todo o tempo de serviço da usina nuclear.
Outra discrepância de interesses se encontrava na exigência dos EUA em controlarem a totalidade do combustível nuclear importado pela Índia. Essa exigência abrangia o combustível russo para as usinas nucleares russas.
Nessa questão “as partes conseguiram um avanço”, declarou Barack Obama. O progresso foi alcançado “cumprindo a legislação indiana”, foi o esclarecimento importante acrescentado por Narendra Modi. Anton Khlopkov considera que se trata de um compromisso bastante instável:
“Os norte-americanos estão dispostos a demonstrar a flexibilidade de suas abordagens da base jurídica que irá regular essa cooperação. Entretanto, não devemos sobrestimar a profundidade da flexibilidade que as empresas norte-americanas têm. Estas não irão ser responsabilizadas juridicamente pelos potenciais prejuízos, inclusive pelos que podem advir de uma exploração pouco profissional das usinas nucleares.
“Por isso, aqui será mais correto falar de um compromisso e não de uma aceitação da posição indiana pelos norte-americanos. Mas qualquer compromisso pode resultar, mais cedo ou mais tarde, em novas situações de conflito e em obstáculos na realização do projeto.”
Anton Khlopkov também comentou com otimismo moderado a declaração de Narendra Modi que a Índia e os EUA estão começando a execução comercial do acordo, firmado ainda em 2008, de cooperação na área do nuclear para fins pacíficos:
“Apesar do progresso da cooperação nuclear entre a Índia e os Estados Unidos, ainda falta executar um grande volume de trabalhos para materializar essas ideias e projetos. Por vezes, entre um acordo e a cooperação prática tem de ser dado um passo bastante grande. Especialmente se considerarmos que as empresas norte-americanas não têm experiência de trabalho no mercado indiano.
“Em 1974, eles tiveram de sair de lá depois da realização pela Índia do teste nuclear. Dessa forma, a pausa na cooperação se prolongou por 40 anos. Sem dúvida que seu reinício irá exigir bastante tempo.”
Os resultados da visita não provocam alterações importantes na correlação de forças no mercado nuclear indiano, incluindo nas posições da Rússia nesse mercado, considera o diretor do Fundo de Desenvolvimento Energético, Serguei Pikin:
“O principal é que a Rússia obteve um progresso muito significativo no mercado indiano. Os últimos acordos e os contratos assinados para a construção de novos geradores nucleares demonstram que a Rússia está se reforçando nesse mercado, praticamente não tendo concorrência.
“Claro que isso preocupa bastante Washington. Por isso, os EUA estão dispostos, apesar da longa existência de desentendimentos com a Índia, a percorrer o caminho de sua resolução de acordo com os termos da Índia. Eles tentam apanhar em andamento o trem da cooperação russa-indiana, que já partiu e está aumentando sua velocidade. Para aceder, mesmo assim, a esse mercado e concorrer por completo com as tecnologias russas na sua relação entre preço e qualidade.”
No final da visita do presidente da Rússia Vladimir Putin à Índia, no final do ano passado, foi anunciado um plano para a construção de 12 geradores nucleares ao longo de 20 anos. Nesse contexto, a visita de Obama à Índia não altera de todo a correlação de forças no mercado nuclear indiano.



http://portuguese.ruvr.ru/news/2015_01_27/India-admite-EUA-no-seu-mercado-nuclear-6710/

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